15/02/19

Plano de Manejo da APA da Baleia Franca está disponível para consulta

Imbituba (15/02/2019) – O Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca foi disponibilizado pelo ICMBio em seu portal na internet. O Plano traz o zoneamento e as normas de uso da unidade de conservação, os quais foram construídos de forma participativa, com ampla contribuição da sociedade na elaboração do documento técnico que deve nortear a gestão da APA da Baleia Franca nos próximos anos.

"É importante que a sociedade que vive e usufrui do território da APA conheça o documento, a fim de compreender o que é permitido em cada zona da unidade de conservação, para assegurar que o território possa ser utilizado de forma sustentável", recomenda o chefe da APA da Baleia Franca, Caio Eichenberger.

A APA da Baleia Franca se pauta, desde sua criação, pela participação da sociedade na gestão da UC, por meio de seu Conselho Gestor (CONAPA), que integra 42 entidades, representantes dos setores público, de usuários do território e de ONGs ambientalistas e que desde 2006 vinha trabalhando para dotar a APA de um Plano de Manejo.

Além dos conselheiros, da equipe do ICMBio e de consultores que atuaram ativamente na construção do Plano de Manejo, o processo também contou com a colaboração de diversos atores sociais não representados no CONAPA, com destaque para os pescadores artesanais do território ouvidos em dezenas de oficinas realizadas em suas comunidades.

O Plano de Manejo foi elaborado entre 2016 e 2018, sendo aprovado pela Presidência do ICMBio e publicado em 18/12/2018. Além da participação direta da sociedade na sua elaboração, o planejamento levou em consideração os Planos Diretores dos municípios que possuem áreas terrestres abrangidas pela UC, a fim de que o Plano de Manejo dialogue com as diretrizes de ocupação dos municípios abrangidos pela APA da Baleia Franca.

Conforme a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, as Áreas de Proteção Ambiental são unidades de uso sustentável, e tem por objetivo disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais.

A APA da Baleia Franca, conforme seu Plano de Manejo, tem a missão de "promover, de forma participativa, a conservação do patrimônio natural e cultural no território", e sua visão de futuro é "ser um território onde as práticas humanas sejam orientadas por pactos sociais e garantam o alcance dos objetivos estratégicos da APA da Baleia Franca".

O Plano de Manejo e seus compêndios estão disponíveis no endereço Plano de Manejo da APA da Baleia Franca está disponível para consulta no endereço http://www.icmbio.gov.br/portal/unidadesdeconservacao/biomas-brasileiros/marinho/unidades-de-conservacao-marinho/2236-apa-da-baleia-franca

 

05/11/18

CONAPA Baleia Franca e COMDEMA Garopaba promovem o 1º Seminário sobre Dinâmica Costeira da APABF

Imbituba (05/11/2018) - Nesse 26 de outubro, mais de 90 participantes debateram questões relativas à erosão das praias. Realizado no IFSC – Instituto Federal de Garopaba, o Seminário contou com a participação, em caráter voluntário, de cinco profissionais com renomada experiência no tema de dinâmica costeira e mudanças climáticas: Pedro Pereira (UFSC); Frederico Rudorff (Defesa Civil SC); Alexandre Guimarães (Estratégia Natural); Fernando Diehl (Acquaplan) e Diego Oliveira (MMA)

Na abertura do evento, Cecil Barros, Chefe da APABF, lembrou que a realização do seminário foi motivada pelos recentes processos erosivos na Praia da Barrinha decorrente de contínuas ressacas, e que se faz necessário qualificar os processos de uso e ocupação do solo na APA da Baleia Franca, visando evitar danos ambientais, sociais e econômicos.

O oceanógrafo Pedro Pereira, Professor da Universidade Federal de Santa Catarina, iniciou o Seminário abordando aspectos relativos a suscetibilidade erosiva das praias e os diferentes tipos de obras de engenharia, desde os conhecidos e ineficientes projetos de enrocamento, que acabam por amplificar os impactos erosivos, passando por estruturas de "engenharia leve" como engordamento de praias até as mais recentes estratégias denominadas de "construção com a natureza", a exemplo da restauração de manguezais e quebra mares construídos a partir de comunidades de ostras. Na sequência, Frederico Rudorff, Gerente de Alerta da Defesa Civil de Santa Catarina, apresentou os programas de climatologia e investimentos do Estado na área de sistemas e monitoramento de alertas meteorológicos e prevenção de desastres em áreas de risco, frente a eventos climáticos extremos. Na mesma linha, Alexandre Guimarães, Consultor Sênior na área de Mudanças Climáticas, apresentou o Índice de Vulnerabilidade à Mudanças Climáticas em Santa Catarina, construído em parceria com o Governo do Estado e o Banco Mundial, visando fornecer ferramental para qualificar a tomada de decisões dos investimentos públicos em projetos de prevenção, mitigação e adaptação às mudanças do clima. O Diretor da ACQUAPLAN Consultoria Ambiental, oceanógrafo Fernando Diehl discorreu sobre impactos das atividades antrópicas no perfil da praia que potencializam os eventos erosivos e a importância do licenciamento ambiental de projetos de restauração e recuperação de praias. As exposições do dia foram encerradas com Diego Oliveira, técnico de infraestrutura do Ministério do Meio Ambiente que apresentou o Procosta - Programa Nacional para a Conservação da Linha de Costa, que é um programa permanente de planejamento e gestão da zona costeira com caráter territorial. Segundo ele, o Procosta buscará solucionar um importante problema de falta de dados confiáveis em escala nacional e, a partir desses dados, auxiliar na compreensão da atual situação na zona costeira, nas previsões de possíveis alterações futuras e nas alternativas de mitigação e adaptação.

O Seminário foi encerrado com uma roda de conversa entre Chefe da APA da Baleia Franca, Presidência do COMDEMA e palestrantes que foram unânimes em reconhecer que um dos papeis fundamentais da sociedade é estimular o debate, a exemplo desse Seminário; trabalhar em rede visando aprofundar os conhecimentos e motivar os gestores públicos a elaborarem projetos de mapeamento de riscos e vulnerabilidades das praias, com vistas a inserção no planejamento e no orçamento da União, Estados e Municípios.

O 1º Seminário de Dinâmica Costeira mobilizou técnicos das Prefeituras de Garopaba, Imbituba e Laguna; analistas ambientais do ICMBio, Comandante de Polícia Ambiental; técnicos do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina, representantes do CREA-SC, associações comerciais e industriais, estudantes do IFSC eOng's ambientais.

Se você não pode participar, assista aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=OyuzTESenuk&feature=youtu.be

https://www.youtube.com/watch?v=VHm8Bs5yOrg&feature=youtu.be

https://www.youtube.com/watch?v=Huvm4a9N3_A&feature=youtu.be

 

Texto: Secretaria Executiva do CONAPA

 

15/10/18

ICMBio alerta: desenredamento de baleias deve ser realizado apenas por pessoal capacitado

Imbituba (15/10/2018) – A notícia de que ontem (14) no Farol de Santa Marta, um cidadão abordou uma baleia franca a fim de retirar, com uma faca, redes de pesca que estavam presas ao corpo do cetáceo, acendeu um sinal de alerta para a equipe gestora da APA da Baleia Franca, dados os riscos à vida humana envolvidos no procedimento, ainda mais se realizado de forma inadequada. A APA há anos vem estruturando o atendimento aos enredamentos de cetáceos, por meio de seu Protocolo de Encalhes e Enredamentos, que congrega diversas instituições para a pronta resposta a eventos complexos e arriscados como os enredamentos de baleias.

"Estamos alertando novamente às pessoas para que não tentem desenredar os animais, este alerta é no sentido de deixar claro que não é permita a aproximação das baleias por pessoa não autorizada, o que caracteriza crime ambiental, e ainda para evitar o risco de alguém morrer ou sofrer sérios danos físicos tentando desenredar baleias de forma inadequada. Este risco que aumenta muito se os procedimentos não forem conduzidos dentro do Protocolo de Enredamentos da APA da Baleia Franca", afirma Cecil Barros, chefe da Unidade de Conservação.

A ocorrência havia sido comunicada inicialmente ao professor Pedro Castilho, da UDESC, uma das instituições que participam do Protocolo, o qual realizou treinamentos para desenredamento de cetáceos oferecidos pelo ICMBio/APA da Baleia Franca em 2016 e 2017, que contou com instrutores altamente capacitados, como David Matila, do NOAA (EUA), e Leandro Aranha, do IBAMA. O professor orientou o informante a não tentar retirar as redes, e iniciou a mobilização do Protocolo, para que um possível desenredamento ocorresse de forma correta e com segurança.

No caso de avistar uma baleia enredada, o procedimento a ser seguido é comunicar as autoridades competentes, não se aproximar do animal, e muito menos tentar a retirada das redes, informando sobre localização, características e comportamento do cetáceo. O Protocolo de Encalhes e Enredamentos da APA da Baleia Franca costuma mobilizar rapidamente entre os seus participantes equipes capacitadas e recursos necessários, tais como embarcação adequada para a intervenção, bem como equipamentos que permitem que o desenredamento, caso necessário, seja realizado com risco mínimo para os profissionais envolvidos.

Em caso de enredamentos ou encalhes de cetáceos na APA da Baleia Franca, o contato pode ser feito por meio dos seguintes telefones:

APA da Baleia Franca/ICMBio: (48) 3255-6710/ 991705077

IBAMA/SC: (48) 3212-3368/ 3212-3356/ 32123300

Projeto Baleia Franca: (48) 3255-2922/ (48) 9919-4400

UFSC / Laboratório de Mamíferos Aquáticos: (48) 37217150

Museu de Zoologia Professora Morgana CirimbelliGaidzinski da UNESC (Criciúma): (48) 3431-2573

UDESC: (48) 9696-6025

Polícia Militar Ambiental: Laguna:(48) 3647-7880/ Maciambú: (48) 3286-1381/ Florianópolis: (48) 36654770/ Rio Vermelho: (48) 36654487 / Maracajá: (48) 3529-0187

 

15/10/18

APA da Baleia Franca divulga edital e cronograma do processo eletivo do Conselho Consultivo

Imbituba (15/10/2018) - Tendo em vista a proximidade do processo eleitoral para a renovação do Conselho Consultivo da APA da Baleia Franca, disponibilizamos o edital e divulgamos o cronograma do pleito

 

.Fica estabelecido o seguinte cronograma para o processo eletivo do CONAPABF:

· Divulgação do 2º edital de eleição: 11/10/2018

· Período para cadastramento de instituições interessadas: 15/10/2018 a 30/10/2018 (protocolado diretamente na sede da APABF ou por Correios: vale data da postagem)

· Homologação do deferimento e indeferimento das instituições interessadas: 07/11/2018

· Período para recursos das homologações indeferidas: 08/11/2018 a 13/11/2018

· Comunica decisão sobre os recursos e convocação para a eleição: 16/11/2018

· ELEIÇÃO: 22/11/2018

· POSSE do novo Conselho Gestor da APABF: na Plenária de 06 de dezembro de 2018

20/09/18

Instituído Dia da Baleia Franca - 31 de julho

Portaria pulicada no Diário Oficial da União reflete preocupação do Brasil com conservação dos oceanos.

matéria MMA foto - Instituto AustralisBrasília – A partir de agora, 31 de julho é o Dia da Baleia Franca. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (18) e reflete os esforços do Ministério do Meio Ambiente para a conservação dos oceanos. A data homenageia a baleia Sunset, primeira da espécie resgatada com vida após encalhar, em 2003, no litoral de Santa Catarina. Devolvida ao oceano, ela foi novamente avistada 14 anos depois, em 31 de julho de 2017, já com filhote.

A assinatura da Portaria ocorre quatro dias depois de uma vitória do Brasil na 67ª sessão plenária da Comissão Internacional da Baleia (CIB), em Florianópolis (SC). O Japão sugeriu a flexibilização das regras da caça comercial à baleia, mas a ideia foi rejeitada pela CIB. Ao todo, 41 países votaram contra a proposta, 27 a favor e dois se abstiveram. Para o secretário de Biodiversidade do MMA, José Pedro de Oliveira Costa, que assinou a portaria do DOU, essa foi uma das mais importantes reuniões da CIB para o país.

CARACTERÍSTICAS

As baleias francas são cetáceos de grande tamanho, podendo atingir mais de 17 metros de comprimento nas fêmeas e pouco menos nos machos. O corpo é negro, arredondado e sem aleta dorsal. A cabeça ocupa quase um quarto do comprimento total, nela se destacam a grande curvatura da boca, que abriga, pendentes, cerca e 250 pares de cerdas da barbatana, ásperas e na sua maior extensão negro-oliváceas.
O ventre apresenta manchas brancas irregulares. As fêmeas adultas podem chegar a pesar mais de 60 toneladas; e os machos, 45 toneladas. A camada de gordura que reveste o corpo das baleias francas é notável, podendo chegar a 40cm de largura em alguns pontos. O "borrifo" das baleias francas é bastante característico, em forma de "V", resultante do ar aquecido expelido muito rapidamente do pulmão.

A altura do borrifo pode atingir de 5 a 8 metros, sendo mais visível em dias frios e com pouco vento, e o som causado pela rápida expelida de ar pode ser ouvido muitas vezes a centenas de metros.

A mais marcante característica morfológica da espécie, entretanto, é o conjunto de calosidades que apresentam no alto e nas laterais da cabeça. São estruturas formadas por espessamentos naturais da pele que já nascem com o animal e são relativamente macias em fetos e filhotes recém-nascidos, mas se tornam mais rígidas com o crescimento do animal.

Por: Rogério Ippoliti/ Ascom MMA

http://mma.gov.br/informma/item/15104-baleia-franca-ganha-dia-de-comemora%C3%A7%C3%A3o.html

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA)
(61) 2028-1227/ 1311/ 1437
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03/09/18

Enredamento de baleias: esclarecimento ao público

baleia pantanoImbituba (03/09/2018) - Tendo em vista o aumento de informações acerca de baleias enredadas após o desenredamento bem sucedido ocorrido na semana passada (dia 23/8 em Garopaba), o ICMBio vem a público explicar que o enredamento de cetáceos nem sempre causa risco de morte do animal, não justificando arriscar a vida de pessoas na tentativa de retirar as redes de pesca e na grande maioria dos casos, não se faz necessária uma intervenção na tentativa de retirada das redes.

Os casos devem ser registrados em fotos e vídeos, que podem ser enviados a esta UC (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. / Whatsapp 48 91705077), e que serão analisados por profissionais treinados em procedimentos internacionais para atendimento deste tipo de ocorrência, antes de qualquer tentativa de resgate.

O instituto adverte às pessoas para não tentarem desenredar as baleias, pois trata-se uma atividade de extremo risco e que requer pessoal treinado para sua realização com segurança, mas que comuniquem imediatamente os órgãos competentes, para que as situações possam ser analisadas com a rapidez necessária.

A maior parte das ocorrências de enredamento de baleias na região refere-se a baleias franca com pedaços de redes de pesca presas às calosidades existentes na cabeça dos animais. Esse tipo de enredamento ocorre quando as baleias passam por redes de pesca e as arrebentam, carregando um pedaço de "malha de rede" que fica presa às calosidades da cabeça.

Quando isto ocorre, a rede tende a sair sozinha da baleia, sem necessidade de interferência para remoção. “isso já foi constatado diversas vezes, através da reavistagem de baleias fotoidentificadas , há casos registrados durante os sobrevôos de monitoramento realizados pelo PBF/Instituto Australis quando conseguimos fotoidentificar os indivíduos e reavista-los em oportunidades posteriores sem as redes em seus corpos.”, informa Karina Groch, que há mais de 20 anos estuda as baleias no território da APA.

A avaliação destes casos, no entanto, é importante, e é necessário verificar se a baleia está se deslocando normalmente e a condição corpórea se mantém íntegra. O primeiro sinal de debilidade corpórea nas baleias franca é o aumento na quantidade de ciamídeos, crustáceos vulgamente conhecidos como piolhos de baleias, em regiões fora das calosidades características da espécie.

Caso não haja restrição de movimento (natação) e evidência de debilidade corpórea, não há necessidade de intervenção. No caso de adulto acompanhado de filhote, é necessário analisar a quantidade de rede e verificar se há risco de enroscar no filhote.

Assim, solicita-se às pessoas que observam baleias na APA da Baleia Franca que quando houver avistamento de baleias enredadas, que procurem registrar o fato com imagens, informando local, data e horário à equipe da UC ou aos seus parceiros no Protocolo de Encalhes e Enredamentos da APA da Baleia Franca , por meio dos seguintes contatos:

APA da Baleia Franca/ICMBio: (48) 3255-6710/ 991705077

IBAMA/SC: (48) 3212-3368/ 3212-3356/ 32123300

Projeto Baleia Franca: (48) 3255-2922/ (48) 9919-4400

UFSC / Laboratório de Mamíferos Aquáticos: (48) 37217150

Museu de Zoologia Professora Morgana CirimbelliGaidzinski da UNESC (Criciúma): (48) 3431-2573

UDESC: (48) 9696-6025

Polícia Militar Ambiental: Laguna:(48) 3647-7880/ Maciambú: (48) 3286-1381/ Florianópolis: (48) 36654770/ Rio Vermelho: (48) 36654487 / Maracajá: (48) 3529-0187

 

Foto: Victor Pazin - ICMBio/APA da Baleia Franca

31/08/18

FILHOTE DE BALEIA FRANCA ENCALHA NA BARRA DO TORNEIRO, JAGUARUNA

encalhe rincão

Jaguaruna (30/08/2018) - Um filhote de baleia franca foi encontrado encalhado no inicio da manhã de quinta (30) na Barra do Torneiro, em Jaguaruna. Um pescador visualizou o animal e acionou a Colonia de Pesca Z33 que imediatamente contatou a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca(APABF) /ICMBio. Equipes da coordenação do Protocolo de Encalhes e Enredamentos de Mamiferos Marinhos da APABF/ICMBio deslocaram-se até o local no meio da manhã. O animal é um macho,medindo aproximadamente 6,50 metros de comprimento. A necropsia ainda vai ser realizada para identificação da causa mortis.

Estão participando desta ação a Associação R3 Animal, o Projeto Baleia Franca/Instituto Australis, a Universidade do Estado de Santa Catarina/UDESC/CERES, Museu de Zoologia Professora Morgana CirimbelliGaidzinski da Unesc e a APA da Baleia Franca/ICMBio, instituições integrantes da Redes de Encalhes de Mamíferos Aquáticos do Brasil (REMAB), criada pelo ICMBio em 2011 para melhorar o monitoramento e atendimento a encalhes e capturas de mamíferos aquáticos.

As equipes estão contando com o apoio do Instituto de Meio Ambiente de Jaguaruna(IMAJ) e a Secretaria de Obras da Prefeitura de Jaguaruna para a retirada do animal do local inicial, e posterior destinação adequada para a necropsia e sepultamento.

Com esta ocorrência, chegam a três os encalhes de filhotes de baleias franca mortos no território da APA da Balei Franca nesta temporada. O primeiro caso ocorreu na praia da Ponta do Gy, em Laguna, no dia 08/08, o segundo registro foi Praia de Ibiraquera, em Imbituba, no dia 20/08. As causas das mortes estão sendo investigadas pelos pesquisadores parceiros do Protocolo.

Protocolo de Encalhes da APA da Baleia Franca

O Protocolo de Encalhes da APA da Baleia Franca é um programa desenvolvido pela equipe da Unidade de Conservação Federal para prestar assistência aos mamíferos marinhos encalhados na unidade, estabelecendo assim diretrizes entre as instituições executoras deste plano para o desenvolvimento de ações coordenadas para o atendimento destes casos.

A coordenação do Protocolo de Encalhes na Unidade é formada pela APA da Baleia Franca/ICMBio, Projeto Baleia Franca, Associação R3 Animal, Universidade do Estado de Santa Catarina/UDESC/CERES, Museu de Zoologia Professora Morgana CirimbelliGaidzinski da UNESC, Corpo de Bombeiros, Capitania dos Portos e Policia Militar Ambiental.

Baleias Franca

As baleias franca migram anualmente entre áreas de alimentação e reprodução. De julho a novembro a espécie vem para Santa Catarina para acasalar e procriar. O pico de ocorrência é em setembro, sendo os últimos indivíduos avistados em novembro. A principal área de ocorrência da espécie é na APA da Baleia Franca/ICMBio no litoral centro-sul de Santa Catarina. Porém, a presença em outras regiões do Estado pode ocorrer, e tem sido cada vez mais frequente em função do crescimento e recuperação populacional da espécie no Brasil.

Procedimentos em caso de encalhes e enredamentos:

Como ajudar?

- Entre em contato com as instituições responsáveis

Em caso de emalhes:

- Não tente remover a rede

- Registre o local da ocorrência

- Obtenha fotografias do animal, possibilitando a identificação da espécie e documentação do caso, para que possa ser avaliado.

Em caso de animais vivos encalhados na praia:

- Não tente devolver o animal para a água, pois pode ser perigoso devido ao tamanho e peso do animal.

- Ajude a isolar a área mantendo pessoas e animais domésticos afastados

- Obtenha fotografias do animal, possibilitando a identificação da espécie e documentação do caso.

- Colabore com a sensibilização e a conscientização da comunidade

Proteja a sua saúde

- Os animais encalhados podem transmitir doenças aos seres humanos.

- Evite respirar o ar expirado pelos animais.

- Não se aproxime da cauda. São animais grandes em situação de debilidade física, que podem se tornar ariscos com a aproximação de outros indivíduos e causar ferimentos.

SERVIÇO

APA da Baleia Franca/ICMBio: (48) 3255-6710/ 991705077

IBAMA/SC: (48) 3212-3368/ 3212-3356/ 32123300

Projeto Baleia Franca: (48) 3255-2922/ (48) 9919-4400

UFSC / Laboratório de Mamíferos Aquáticos: (48) 37217150

Museu de Zoologia Professora Morgana CirimbelliGaidzinski da UNESC (Criciúma): (48) 3431-2573

UDESC: (48) 9696-6025

Polícia Militar Ambiental: Laguna:(48) 3647-7880/ Maciambú: (48) 3286-1381/ Florianópolis: (48) 36654770/ Rio Vermelho: (48) 36654487 / Maracajá: (48) 3529-0187

Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS): 0800 642 3341

Texto: Coordenação do Protocolo de Encalhes da APA da Baleia Franca/ICMBio

Fotos: Rodrigo Ribeiro de Freitas

 

31/08/18

Rede de pesca é retirada de filhote de baleia-franca na Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca-SC

Animal havia se prendido em redes de pesca em Florianópolis na quarta-feira (22), mas conseguiu nadar até Garopaba acompanhado da mãe

ba2Garopaba (23/8/2018) - A operação para libertar o filhote de baleia-franca (Eubalaena australis) que ficou preso em rede de pesca na praia do Pântano do Sul, em Florianópolis, ontem (22), teve desfecho positivo na tarde de hoje (23), em Garopaba. No início da manhã, enquanto o helicóptero Arcanjo do Corpo de Bombeiros sobrevoava a região sul da Ilha de Santa Catarina em busca do animal, pescadores avistaram o filhote e a mãe na região da Praia Central de Garopaba.

Imediatamente, a equipe do Protocolo de Encalhe e Enredamentos da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (APA-BF), formada pelo ICMBio, Instituto Australis/Projeto Baleia Franca, UDESC/Laguna, Associação R3 Animal e Corpo de Bombeiros se deslocaram até o local. Duas embarcações de apoio, uma do NEPOM/Polícia Federal e outra de pescadores de Garopaba também auxiliaram na logística.

Uma equipe de técnicos e bombeiros, sob orientação do Analista Ambiental do Ibama, Leandro Aranha, especialista em desenredamento de grandes cetáceos, se aproximou do filhote usando um bote do Corpo de Bombeiros e, após três horas de trabalho, conseguiram cortar e remover toda a rede que estava enrolada no animal. "A mãe estava super tranquila. Já o filhote, apresentava cansaço", explica Aranha.

Para o Analista, o emalhe é um alerta para que se busquem soluções para a retirada destas redes de pesca de espera e as redes fantasmas espalhadas pela costa brasileira. "Este é o sétimo caso de enredamento de baleia no país este ano. É uma obrigação do poder público, mas também precisa ser discutido com os setores envolvidos", enfatiza Aranha.

A operação de resgate foi iniciada ontem (22), mas teve que ser encerrada pela complexidade da situação. A baleia estava muito enrolada na rede e a mãe estava próxima ao local. Como a baleia estava conseguindo se locomover, mesmo eenredada, duas boias de sinalização foram presas à rede para auxiliar na localização do animal.

O desencalhe e desenredamento de grandes cetáceos segue um protocolo desenvolvido na APA da Baleia Franca, unidade de conservação federal sob responsabilidade do ICMBio, com base em experiências bem sucedidas na região. O protocolo é utilizado nacionalmente e divulgado internacionalmente.

Como ajudar

Caso encontre um animal marinho encalhado ligue imediatamente para as instituições responsáveis. Nunca o force a voltar para a água. Caso o animal esteja preso à rede dentro da água, não se aproxime. A presença de embarcações pode estressar ainda mais o animal. Ajude a isolar a área mantendo pessoas e animais domésticos afastados. Colabore com a sensibilização e a conscientização da comunidade.

 

texto: Nilson Coelho - Jornalista - Associação R3 Animal

foto: Victor Pazin - ICMBio/APA da Baleia Franca

10/08/18

Ocorrência de lobos e leões marinhos é registrada na região sul do Brasil

IMG 1870-loboImbituba (10/08/2018) - Nos últimos dias, a APA da Baleia Franca tem recebido ligações de turistas e moradores das praias alertando para a presença de lobos marinhos nas praias da Unidade. A presença de lobos e leões marinhos na costa sul do Brasil durante o inverno e a primavera é um fenômeno natural e está ligado ao ciclo de vida dessas espécies.

Os lobos e leões marinhos, assim como as focas e as morsas, são mamíferos marinhos pertencentes ao grupo dos Pinípedes que, diferentemente dos golfinhos e das baleias, utilizam o ambiente terrestre para realizarem algumas atividades como troca de pelo, reprodução, cuidado dos filhotes e descanso.

As principais espécies de Pinípedes que ocorrem na costa brasileira são: o lobo-marinho-sul-americano (Arctocephalus australis) e o leão-marinho-sul-americano (Otaria flavescens). Apesar da ocorrência dessas espécies no litoral brasileiro, as colônias reprodutivas mais próximas estão localizadas no Uruguai e na Argentina. No Brasil existem somente dois locais de concentração invernal para descanso: o Refúgio de Vida Silvestre da Ilha dos Lobos localizado na cidade de Torres (RS) e o Refúgio de Vida Silvestre do Molhe Leste situado na cidade de Rio Grande (RS).

O período de acasalamento e de nascimento dos filhotes para ambas as espécies ocorre durante o verão. Após o período de reprodução e troca de pelo os animais deixam as colônias reprodutivas. Este período é denominado de dispersão pós-reprodutiva e refere-se a etapa do ciclo de vida a qual os animais abandonam as colônias à procura de alimento. Em virtude do sul do Brasil ser uma importante área de alimentação para estas espécies é comum observamos a presença de alguns indivíduos descansando nas praias gaúchas e catarinenses durante o inverno e a primavera. A predominância de indivíduos machos adultos e juvenis de ambos os sexos, deve-se ao fato das fêmeas adultas permanecem próximo às colônias para cuidar dos filhotes.

Durante esse período as fêmeas realizam curtos deslocamentos para se alimentarem, retornando à colônia para amamentarem seus filhotes. O desmame dos filhotes ocorre entre os meses de julho a novembro após um período de amamentação que varia de 8 a 12 meses.

A partir desse momento os filhotes começam a abandonar as colônias reprodutivas em busca de alimento. Durante essa fase de transição entre o ambiente terrestre e marinho é comum utilizarem as praias do litoral sul brasileiro para descansarem. No entanto, por se tratar de uma etapa crítica do ciclo de vida, na qual o animal passa a não depender mais da mãe para se alimentar, alguns podem ter dificuldade de procurar seu próprio alimento e acabam debilitados. Embora a presença desses animais nas praias do sul do Brasil seja considerada um evento natural, flutuações interanuais podem ser observadas.

Tais variações no número de animais podem estar atreladas a fatores demográficos e ambientais. Em anos com maior número de nascimentos, por exemplo, a tendência é que mais filhotes sejam observados nas praias comparado com anos com menor número de nascimentos. Outra explicação pode estar atrelada as variações interanuais na disponibilidade de alimento devido a fatores climáticos como o El Niño e a La Niña.

Independentemente das variações interanuais que são observadas, o ciclo de vida anual dessas espécies não se altera. Isto significa que a cada inverno e primavera teremos a possibilidade de ver esses animais retornando às praias do sul do Brasil. É importante ressaltar que o ambiente praial faz parte do habitat dos Pinípedes e, portanto, eles costumam ficar bem à vontade na praia, geralmente deitados com as nadadeiras junto ao corpo, em alguns casos podem ficar se esfregando na areia ou até mesmo sentados se coçando.

Apesar de não serem agressivos, quando coagidos podem representar risco à segurança. Portanto, ao ver um lobo marinho na praia é fundamental manter distância. Além de preservar a segurança, esse distanciamento permite que o animal descanse em paz e assim recupere suas energias para retornar ao ambiente marinho. Caso algum animal se encontre ferido, entrar em contato com a APA da Baleia Franca ou com o Programa de Monitoramento de Praias realizado pela Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC) ou pelo Instituto Australis/Projeto Baleia Franca.

Texto: Jonatas Prado, Bolsista GEF Mar - ICMBio/APA da Baleia Franca

Foto:Laboratório de Ecologia e Conservação da Megafauna Marinha - ECOMEGA-FURG

13/07/18

CONAPABF recebe para análise primeira versão das zonas e normas propostas para o Plano de Manejo da APA da Baleia Franca

2018.07.12 Plenaria Conapa 6

Imbituba (13/07/2018) – Ontem, em plenária do Conselho Consultivo da APA da Baleia Franca realizada no Gaia Village, em Garopaba/SC, as instituições representativas da sociedade receberam a primeira versão das zonas e normas elaboradas a partir do processo participativo de construção do Plano de Manejo da unidade de conservação. Foi aberto um prazo de 45 dias para que os conselheiros possam se debruçar sobre o zoneamento e as normas propostas, e caso julgarem necessário, propor mudanças devidamente justificadas.

O chefe da APA da Baleia Franca, Cecil Barros, pediu que "num primeiro momento as instituições façam uma leitura isenta, deixando de lado os interesses que representam no território, refletindo sobre os objetivos de criação da UC, as características legais das Áreas de Proteção Ambiental e a missão, visão e objetivos estratégicos construídos coletivamente na primeira OPP, para que depois, caso tenham alguma proposta de emenda, façam as sugestões de mudanças de forma devidamente justificada, a fim de aprimorar os textos e buscando sempre o entendimento entre todos os interesses representados no Conselho."

A construção coletiva do Plano de Manejo da APA da Baleia Franca se deu com a utilização de métodos participativos, a partir da realização de uma primeira Oficina de Planejamento Participativo, realizada em agosto de 2016, na qual os membros do CONAPABF definiram a missão e a visão de futuro para a UC, bem como seus objetivos estratégicos. Esta OPP foi seguida de 23 oficinas setoriais com representantes de atividades que ocorrem na APA da Baleia Franca para ouvi-los e coletar sugestões de normas e outras colaborações ao planejamento da UC, com destaque para a pesca artesanal, que teve oficinas em todas as regiões da APA.

De posse das indicações obtidas nas oficinas setoriais, a equipe do ICMBio e consultoras contratadas pelo Projeto GEF-Mar realizaram a sistematização dos dados. Foram realizadas ainda duas oficinas intrasetoriais complementares, do setor de pesca artesanal e do setor público, e uma oficina intersetorial, para tratar do conflito entre pesca artesanal e surf.

Em abril de 2018 foi realizada a 2ª OPP, para a validação de propostas de normas e indicações para zoneamento da APA da Baleia Franca e início do planejamento, com indicações de ações de gestão importantes para o cumprimento dos objetivos estratégicos da UC e teve a participação dos conselheiros e de representantes dos setores ouvidos durante as oficinas setoriais. As informações validadas nesta OPP foram trabalhadas pela equipe da APA da Baleia Franca e pelas consultoras, com colaboração do grupo de trabalho do plano de manejo no CONAPABF.

Barros avalia que o processo de construção do Plano de Manejo é uma forma de mobilizar toda a sociedade para que a UC possa atender seus objetivos com a conservação dos atributos do território, e que a melhor maneira de fazer isso é por meio dessa ampla discussão com quem vive e utiliza o território, "por isso buscamos levar este processo participativo ao extremo, pois só a partir de um verdadeiro pacto social conseguiremos conservar o ambiente com a manutenção e melhoria da qualidade de vida de todos neste território."

É sobre o resultado deste trabalho, a primeira versão de normas, zonas, objetivos e ações para a UC, que os conselheiros irão trabalhar, e na próxima Plenária do CONAPA, a ser realizada nos dias 30 e 31 de agosto, devem validar o Plano de Manejo a ser encaminhado à Sede do ICMBio para avaliação da COMAN/DIMAN, o que deve acontecer até meados de Setembro.

 

Foto Sandra Severo - Secretaria Executiva do CONAPABF