Peixe-boi em Maragogi

Eduardo Almeida

Apresentação do Iran (foto: Eduardo almeida)

 

 SAM 1574 foto Luiz Lacerda
 Luna (foto Luiz Lacerda)

No dia 31 de outubro o Centro de Mamíferos Aquáticos (CMA) e a APA Costa dos Corais (APACC) realizaram ação conjunta com o objetivo de informar proprietários e marinheiros que prestam serviços de visitação náutica no município de Maragogi sobre conduta consciente durante encontros com peixes-bois.

Devido ao estabelecimento de uma fêmea de peixe-boi (Luna) reintroduzida pelo CMA em Maragogi, os encontros entre embarcações e banhistas com o animal se tornaram frequentes. "O objetivo principal da ação é reduzir os riscos de colisões entre embarcações e peixes-bois e também evitar interações entre banhistas e o indivíduo, o que é prejudicial para adaptação deste à natureza", afirmou o analista Iran Normande (CMA).

Após este momento inicial de sensibilização, que contará com outra palestra no mês de novembro para os demais operadores de turismo, serão realizadas ações de fiscalização evitando coibir a prática de condução de turistas para observação dos peixes-boi, permitida pelo Plano de Manejo da UC para ocorrer apenas no rio Tatuamunha, em Porto de Pedras/AL, com condutores credenciados pela parceria CMA/APACC.

A palestra contou com o forte apoio do conselheiro farid Aoun Daher (APCM) que promoveu a divulgação entre os atores e disponibilizou o espaço.

A liberação na natureza de peixes-bois reabilitados em cativeiro é realizada pelo CMA/ICMBio na APA Costa dos Corais desde 1994. Até o momento já foram liberados 26 peixes-boi no interior da UC, sendo que estudos recentes indicam um sucesso estimado de 76%. O peixe-boi marinho é o mamífero aquático mais ameaçado de extinção no Brasil, considerado "em perigo crítico" pelo Ministério do Meio Ambiente. Caçado de forma intensa no passado, a degradação ambiental e a baixa taxa reprodutiva atualmente contribuem para uma lenta recuperação da espécie.

O que fazer caso aviste um peixe-boi? entre em contato com o CMA (82 3298 1388 ou O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ). Não toque e nem alimente o animal, apenas observe ou tire fotos. Por serem animais reabilitados em cativeiro, muitos permitem aproximação de humanos. No entanto, este comportamento expõe o animal a riscos e dificulta sua adaptação à vida livre. Veja o cartaz de divulgação sobre o assunto aqui