Destaques

21/11/16

O Projeto PUCA (Primatas em unidades de conservação da Amazônia) pelo sétimo ano consecutivo realiza expedição a Amazônia

PUCA-Juruena 

O Projeto PUCA (Primatas em unidades de conservação da Amazônia) pelo sétimo ano consecutivo realiza expedição a Amazônia para qualificar o conhecimento sobre os primatas que ocorrem dentro das unidades de conservação da Amazônia geridas pelo ICMBio.

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 Figura 1. Mapa de Localização do Parque Nacional Juruena

Desta vez, a equipe do CPB foi ao Parque Nacional do Juruena (PNJu) para compor uma equipe de pesquisadores do ICMBio junto com a Coordenação de Monitoramento da Biodiversidade (COMOB) e do CENAP (Centro Nacional de Pesquisa de Predadores Naturais) para implantar seu programa de monitoramento da biodiversidade.

Localizado na região norte do Mato Grosso e sudoeste do Amazonas (figura 1) abrangendo uma área de quase dois milhões de hectares, está estrategicamente localizado numa das áreas alto grau de desmatamento fazendo frente as pressões existentes. A expedição ocorreu durante o período de 30/10/2016 a 12/11/2016, onde forma realizados censos em transecções lineares em 3 trilhas de 5 km cada uma nas quais foram registrados mamíferos e aves. Especificamente, o CPB registrou a comunidade de primatas do PNJU tanto nas trilhas, como ao longo das margens dos rios São João e Juruena, porção sul da UC.

Além de 201 km de censos, foram percorridos cerca de 200 km de busca ativa ao longo das margens dos rios e realizadas entrevistas com moradores locais. Juntamente com CENAP, COMOB e equipe do PNJu, 63 armadilhas fotográficas foram instaladas, as quais irão registrar a fauna de vertebrados terrestres da UC por até 45 dias com o propósito de monitorar a biodiversidade e ampliar o conhecimento da fauna local.

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Foram 11 espécies de primatas registradas para UC das quais foram realizados registros fotográficos e de áudio os quais comporão um banco de material áudio-visual. Esse conhecimento específico, de imediato, ajuda na melhor qualificação da informação sobre os primatas do PNJU auxiliando na atualização de seu plano de manejo e no esclarecimento das distribuições de ocorrência das espécies.

Segundo Lourdes Iarema, analista ambiental e chefe do PNJU, a interação entre as UCs e os Centros do Pesquisa do ICMBio é efetiva e positiva quanto a qualificação de informações, no apoio a implantação do programa de pesquisa e monitoramento. A UC que conta com o apoio financeiro do programa ARPA já há 10 anos, agora vislumbra tornar efetiva esta agenda. Não só com o apoio dos Centros , mas com outros pesquisadores de instituições de ensino e pesquisa da região.

Para o CPB, a expedição trouxe mais conhecimento sobre a distribuições das espécies e uma boa expectativa quanto as espécies ameaçadas protegidas pela UC (Lagothrix cana e Ateles chamek) que apresentaram boa taxa de avistamentos inclusive com diversos grupos com filhotes. O parque tem um grande papel na conservação não só destes primatas, mas de outras espécies uma vez que a região tem pressões e ameaças como desmatamento, mineração e expansão do agro negócio.

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27/10/16

CPB Realiza Monitoria do Plano de Ação Primatas do Nordeste

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Como parte das comemorações de seus 15 anos, o CPB dedicou toda a primeira semana do mês de outubro ao Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Primatas do Nordeste – PAN PRINE. O PAN, que foi criado em 2011 durante o aniversário de 10 anos do Centro, tem como espécies-alvo o guariba-de-mãos-ruivas (Alouatta belzebul), o macaco-prego-galego (Sapajus flavius), o macaco-prego-de-peito-amarelo (Sapajus xanthosternos), o guigó-da-Caatinga (Callicebus barbarabrownae) e o guigó-de-Coimbra (Callicebus coimbrai).



Nos dias 03 e 04 de outubro, na sede do CPB em João Pessoa, foi realizada reunião para definição de áreas importantes para a conservação das três espécies que vivem ao sul do rio São Francisco. Quatorze colaboradores do PAN, de cinco diferentes instituições, definiram critérios e a metodologia a ser adotada para definição e indicação dessas áreas, para conclusão da ação 1.1 (definição de áreas para estabelecimento, manejo e manutenção de populações viáveis) até março do próximo ano.

    oficina areas importantesFoto: Gerson Buss/CPB

 Já entre os dias 05 e 07 aconteceu a 4ª oficina de monitoria das ações do PAN PRINE. Sob a coordenação do CPB, 22 colaboradores pertencentes a 12 instituições apresentaram e discutiram os resultados do andamento das 35 ações, no 5° ano de implementação do PAN. Mesmo com problemas de execução, principalmente no que diz respeito a poucos recursos humanos e financeiros, o grupo reunido reconheceu que o PAN PRINE representa um grande avanço na conservação das espécies-alvo: vem obtendo maior conhecimento sobre estas e as áreas onde estão presentes; tornando-as mais conhecidas perante a sociedade; e conseguindo uma maior aproximação de atores importantes para sua conservação. Porém, também foi destacada a necessidade de maior envolvimento de algumas instituições, principalmente aquelas responsáveis pelo licenciamento e fiscalização ambiental, além dos proprietários das áreas com as espécies. A sinergia entre os colaboradores, que vêm reunindo esforços em busca de um objetivo comum, foi considerada o ponto forte nos avanços do PAN PRINE.