Destaques

20/02/17

Nossos moradores (II)

Nudibranquio crédito  MAURICIO ANDRADENudibrânquio (lesma-do-mar) fotografado na Ilha Queimada Pequena (ESEC Tamoios) por Maurício Andrade

O nudibrânquio é um molusco gastrópode que possui os órgãos respiratórios externos, daí o seu nome. Medindo milímetros ou, no máximo, alguns poucos centímetros de comprimento, possui cores vibrantes que são associadas a substâncias tóxicas e ajudam a afastar predadores e a se camuflar nos recifes de coral que constituem seu habitat.

 

tartaruga Crédito Leonardo Flach

Tartaruga marinha (Chelonia mydas) clicada por Leonardo Flach

No Brasil, ocorrem cinco espécies de tartarugas marinhas, todas constantes na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção. A ESEC Tamoios é utilizada como área de alimentação, sendo freqüente a ocorrência de juvenis de tartaruga-verde (Chelonya mydas). Tartarugas-de-pente (Eretmochelys imbricata) e tartarugas-cabeçuda (Caretta caretta) também foram avistadas na Unidade.

 

Mamangá Crédito Marcelo KrauseScorpaena plumieri (Mamangá) fotografado no Bloco de Imboassica/ESEC Tamoios por Marcelo Krause.

Também conhecido como peixe pedra, é o mais venenoso peixe do litoral brasileiro e também um mestre do disfarce. Quando fica imóvel sobre as pedras é virtualmente invisível. Seus espinhos dorsais possuem glândulas que secretam uma potente toxina. Dependendo da profundidade da penetração no ferimento, pode ocorrer choque, paralisia e morte de tecidos. Se não for tratada nas primeiras horas, o nível de toxidade pode ser fatal para os seres humanos.

 

Hippocampus - crédito Luis Fernando CassinoHippocampus reidi (Cavalo-marinho) prendendo-se a algas com o auxílio de sua cauda preênsil. Foto de Luis Fernando Cassino

Devido a sua pouca mobilidade, os cavalos-marinhos buscam locais favoráveis para sua fixação, alimentação e camuflagem. Estes peixes encontram-se globalmente ameaçados devido aos declínios populacionais que vêm apresentando, em virtude da degradação de seus ambientes costeiros preferenciais e da sobre-exploração. Além da sua beleza, os cavalos-marinhos chamam a atenção por seu sistema reprodutivo peculiar, que se caracteriza pela incubação dos embriões em desenvolvimento dentro do corpo do macho.

 

20/02/17

Nossos moradores

 

Elacatinus figaro Crédito Ivan Cavas

Elacatinus figaro (góbio-néon) clicado na Ilha Queimada Pequena (ESEC Tamoios) por Ivan Cavas.

Encontrado na Estação Ecológica de Tamoios, este peixe limpador apresenta o hábito de remover ectoparasitas, tecido doente, muco e escamas da superfície corporal de outros peixes e invertebrados em locais denominados estações de limpeza. Muito procurado pelo comércio aquarista no passado, hoje consta na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção (MMA, IN 05/04; PORTARIA 445/2014) que o protege de modo integral, incluindo, entre outras medidas, a proibição de captura, transporte, armazenamento, guarda, manejo, beneficiamento e comercialização.

 

Parablennius  e Tubastraea tagusensis crédito AUGUSTO VALENTE

Parablennius pilicornis (Maria-da-Toca) entre uma colônia de Tubastraea tagusensis (coral-sol), clicado por Augusto Valente.

Conhecido popularmente como Maria-da-Toca, este peixe é figura fácil de ser encontrado entre rochas, algas e corais. Este exemplar, fotografado na ilha Imboassica, encontrou refúgio numa colônia de coral-sol. O coral-sol é uma espécie exótica invasora que vem ameaçando a biodiversidade da Baía da Ilha Grande, pois ocupa espaço nos costões rochosos e tem a capacidade de excluir as espécies nativas, diretamente ou pela competição por recursos, transformando a estrutura e a composição dos ecossistemas.

 

Tubastraea tagusensis Crédito ALEXANDRE ORNELLASTubastraea tagusensis (coral-sol) com dois pólipos abertos e um fechado, clicado por Alexandre Ornellas.

Duas espécies de coral-sol invadiram a Baía da Ilha Grande: Tubastraea tagusensis e Tubastraea coccinea. Apesar de sua beleza, o Coral-Sol é fauna altamente nociva à flora e fauna nativas, aos ecossistemas costeiros e às suas funções, causando impactos que levam à perda da biodiversidade e fragilização dos recursos pesqueiros nas regiões infestadas. Apresentando o quadro mais crítico de infestação de coral-sol dentre todas as unidades de conservação federais do Brasil, a Estação Ecológica de Tamoios desenvolve ações de controle e monitoramento dos corais invasores, de modo a aumentar a oportunidade de assentamento de espécies nativas, mitigando assim o impacto em pelo menos 29 das 187 ilhas da Baía da Ilha Grande.

Sula leucogaster crédito Leonardo Flach

Sula leucogaster (Atobá-pardo), clicado por Leonardo Flach

É geralmente avistado forrageando próximo ao litoral, nas áreas adjacentes às ilhas e rochedos da ESEC Tamoios. Com plumagem de cor de café e a barriga branca, é um pescador admirável, mergulhando de grandes alturas para capturar peixes e moluscos encontrados a poucos metros da superfície marinha.Também é avistado em associações de alimentação com o boto-cinza. Essa associação é caracterizada como do tipo comensal sendo as aves beneficiárias de um cardume inicialmente localizado pelos botos.

 

Sotalia guianensis Crédito Leo FlachGrupo de Soltalia guianensis (Boto Cinza) na Baía de Paraty, clicado por Leonardo Flach.

Os botos cinza podem ser encontrados em grandes agregações com mais de 250 indivíduos na baía de Paraty. Eles apresentam hábitos costeiros e utilizam esta baía para descanso, forrageamento, socialização e reprodução. Um dos objetivos específicos da Estação Ecológica de Tamoios é garantir o livre trânsito e permanência de cetáceos.

24/01/17

Justiça Federal proíbe ingresso de barcos de pesca industrial na Baía de Sepetiba

IMG 0478boto rede

Desde 1993, a pesca de cerco com traineiras, a pesca de arrasto com parelhas ou rede de couro são proibidas em todo o complexo hidrológico da Baía de Sepetiba, por força da Portaria IBAMA N° 107-N, 4 de outubro de 1993.

Apesar disso, a frota industrial, em especial a de cerco, vinha exercendo sua atividade impunemente naquela área, prejudicando as comunidades tradicionais pesqueiras residentes e se sobrepondo à maior concentração de botos-cinza do mundo, retirando-lhes seu principal alimento.

Por uma união de fatores negativos, dentre os quais a instalação de complexos portuários, o aumento das áreas de exclusão de pesca e a pesca industrial irregular, em menos de dez anos a população de boto-cinza foi reduzida de, aproximadamente, dois mil indivíduos para pouco mais de oitocentos. Se o percentual de mortalidade continuar alto, a expectativa é que a espécie desapareça da Baía de Sepetiba em oito anos.

O boto-cinza (Sotalia guianensis) é considerado uma espécie ameaçada pelo Ministério do Meio Ambiente, com status de vulnerável na Lista da Fauna Brasileira de Espécies Ameadas de Extinção, conforme Portaria MMA n. 444, de 17 de dezembro de 2014.

Após o Ministério Público Federal (MPF) em Angra dos Reis (RJ) ingressar com 15 ações civis públicas contra 32 barcos, tendo como base 109 autos de infração lavrados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), subsidiados por relatórios do Instituto Boto-Cinza e o rastreamento das embarcações pesqueiras por satélite (PREPS)*, a Justiça Federal proibiu, liminarmente, o ingresso dos infratores no Complexo Hidrográfico da Baía de Sepetiba, sob pena de multa por ato de descumprimento no valor de R$ 1 milhão.

A ação civil pública impetrada pelo MPF pedia inicialmente multa por ato de descumprimento no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais), no entanto, o juiz federal considerou que o valor pleiteado já se revelara insuficiente, visto que, a despeito de correr o risco de sofrer tal penalidade em sede administrativa (artigo 35 do Decreto nº 6.514/2008), restou constatada a reiteração da prática ilícita pela frota autuada. Desta forma, foi fixada em R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) a multa por desrespeito a esta decisão.

 

* As informações do PREPS (Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações de Pesca por Satélite) têm caráter de instrumento público e constituem plenas provas para caracterizar as operações de pesca desenvolvidas pelas embarcações. A equipe da ESEC Tamoios também vem operando esta ferramenta para o controle de suas áreas marinhas protegidas.

06/01/17

Esec Tamoios realiza operação de fiscalização

FOTOS ROCHEDO DEZ CERCO D20- Fiscalização Dezembro 057

A equipe da Estação Ecológica de Tamoios, com o apoio de uma agente de fiscalização do Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago dos Alcatrazes, ambas unidades de conservação (UC) administradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) , flagrou duas traineiras de pesca de cerco atuando dentro da UC na operação de fiscalização realizada de 7 a 10 de dezembro.

As embarcações foram fotografadas pelos agentes em flagrante e, posteriormente, encontradas na zona de amortecimento da estação ecológica. Os responsáveis foram autuados e tiveram suas embarcações e apetrechos de pesca apreendidos. No total foram oito autos de infração, resultando em multa de R$ 39.360.

"Mesmo sabendo das restrições à pesca impostas pela Estação Ecológica de Tamoios, os pescadores entram na área protegida perseguindo os cardumes de peixes de interesse comercial", comentou Eduardo Godoy, analista ambiental que coordenou a ação de fiscalização.

O objetivo principal da operação era fiscalizar o defeso da sardinha verdadeira (Sardinella brasiliensis) e a pesca do robalo (Centropomus spp.) na foz do rio Mambucaba que está dentro da unidade de conservação.

"A pesca ilegal no interior da Esec é uma atividade que ainda acontece e requer ações continuas de fiscalização. Porém o trabalho árduo da equipe, tanto na educação ambiental como na fiscalização, têm aumentado a percepção das comunidades locais sobre a importância dessa área marinha protegida", concluiu Eduardo.

23/11/16

ESEC Tamoios participa de Workshop sobre o coral-sol

 

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O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações [MCTIC] reuniu nos dias 21 e 22 de novembro um grupo de especialistas para nivelar os conhecimentos existentes sobre a bioinvasão do coral-sol na costa brasileira, entender o que outros lugares do mundo estão fazendo nessa situação e ajudar o Ministério do Meio Ambiente [MMA] a tomar uma decisão baseada na ciência. 

O evento foi dividido em blocos, sendo o primeiro dedicado à cotextualização da Bioinvasão Marinha no Brasil e no Mundo.

O segundo bloco (Bloco Coral-Sol) foi dedicado à apresentação de resultados de pesquisas e ações. Pesquisadores brasileiros de Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia demonstraram com suas pesquisas como as espécies deste coral se comportam e ameaçam a biodiversidade marinha brasileira. A participação de especialistas australianos, neozelandeses e norte-americanos foi muito importante para a compreensão da gravidade da bioinvasão marinha e da necessidade de ações de prevenção e controle. As analistas ambientais do ICMBIO Adriana Nascimento Gomes (ESEC Tamoios), Adrana Carvalhal Fonseca (REBIO Arvoredo) e Kelen Luciana Leite (ESEC Tupinambás/REVIS Alcatrazes) apresentaram os resultados das ações de monitoramento e manejo realizadas em suas respectivas unidades e informaram que o coral-sol já foi detectado em onze unidades de conservação federais, o que demonstra sua expansão na costa marítima brasileira. A situação mais crítica é encontrada na Baía da Ilha Grande, RJ. 

O terceiro bloco foi dedicado às perspectivas do setor de negócios, com a participação das empresas Petrobras e Enseada Naval.

No quarto bloco, os participantes se dividiram em duas mesas de debate, uma sobre Gerenciamento de Risco e outra sobre Manejo de Coral-Sol. Em plenária foram apresentados os resultados das discussões.Segundo explicou o coordenador-geral de Oceanos, Antártica e Geociências, Andrei Polajeck, "como resultado dessa atividade, será elaborado um relatório para ajudar o MMA a tomar a melhor decisão sobre um plano de atuação".

O MMA é encarregado de coordenar a elaboração do Plano Nacional de Prevenção, Controle e Monitoramento do coral-sol (Tubastraea spp.) – Plano Coral-Sol.

Para mais informações, acesse o site http://www.mcti.gov.br/noticia/-/asset_publisher/epbV0pr6eIS0/content/pesquisadores-buscam-solucoes-contra-%E2%80%9Cinvasao%E2%80%9D-de-coral-nocivo-a-biodiversidade-marinha 

 

20/09/16

ESEC TAMOIOS lança Guia de Identificação de Bioinvasores Marinhos

Espécie exótica é toda espécie que se encontra fora de sua área de distribuição natural. A espécie exótica se torna Invasora, quando possui abundância ou dispersão geográfica que interfere na capacidade de sobrevivência de outras espécies em uma região ou quando a espécie causa impactos mensuráveis em atividades sócioeconômicas ou na saúde humana.

Com a crescente globalização e o consequente aumento do comércio internacional, espécies exóticas são introduzidas, intencional ou não intencionalmente, para locais onde não encontram inimigos naturais, tornando-se mais eficientes que as espécies nativas no uso dos recursos. Dessa forma, multiplicam-se rapidamente, o que ocasiona o empobrecimento dos ambientes, a simplificação dos ecossistemas e até mesmo a extinção de espécies nativas.

No âmbito do Projeto Eclipse da estação ecológica, foi produzido o Guia de Identificação de Espécies Exóticas Invasoras Marinhas da Baía da Ilha Grande, RJ, que começará a ser distribuído aos mergulhadores e operadoras de mergulho recreativo da região. Além das fotos dos bioinvasores, este guia informa um endereço eletrônico (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.) para que o mergulhador informe a localização, caso aviste alguma destas espécies. Com isso, a ESEC Tamoios pretende, além de auxiliar na identificação das espécies invasoras, mapear sua distribuição, contando com o apoio do maior número de usuários.

FRENTE VERSO

12/09/16

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE TAMOIOS participará do Festival de Aves de Paraty 2016, apresentando sua Avifauna Marinha

Mais uma vez a Estação Ecológica de Tamoios participará do Festival de Aves de Paraty, que este ano acontecerá entre os dias 15 e 17 de setembro de 2016, no Morro do Forte, na cidade de Paraty (RJ). Uma equipe de servidores e voluntários estará diariamente no stand do ICMBio atendendo àqueles que quiserem saber um pouco mais da rica avifauna marinha que ocorre na Unidade.

A Estação Ecológica de Tamoios é a única unidade de conservação marinha de proteção integral da baía da ilha Grande, sendo responsável pela preservação de 5,69% deste importante ecossistema. Dentre seus objetivos, está a preservação das áreas de nidificação, pouso e alimentação da avifauna marinha.

Foi registrada a ocorrência de 19 espécies de aves marinhas e aquáticas na ESEC Tamoios: Atobá-pardo; Fragata; Trinta-réis do bico amarelo; Trinta-réis do bico vermelho; Trinta-réis real; Gaivotão; Garça-branca grande; Garça-branca pequena; Socó-grande; Ostreiro; Martim-pescador; Maçarico pintado; Vira-pedras; Savacu; Savacu-de-coroa; Biguá; Quero-quero; Batuíra de bando e Pinguim de Magalhães.

As ilhas mais utilizadas pelas aves marinhas são o Rochedo de São Pedro, Sabacu, Ganchos, Laje do Cesto e Zatim. Seus costões rochosos oferecem abrigo para diversas espécies pescadoras e podem servir de pouso temporário para aves migratórias, que ali encontram abrigo e alimento durante sua jornada.

CONVITE-DIGITAL

trinta-réis grupo

12/06/13

OPERAÇÃO ECLIPSE

Veja os vídeos e acompanhe a operação de retirada de espécies invasoras na ESEC Tamoios