Manejo

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A Baia da Ilha Grande (BIG), considerada de Área Prioritária de Extrema Importância Biológica (MMA), encontra-se hoje com um grave problema de perda de biodiversidade devido à bioinvasão por espécies exóticas provenientes de água de lastro e/ou bioincrustação de navios e plataformas ligadas à exploração de petróleo e gás.

Duas espécies conhecidas como Coral Sol (Tubastrea tagusensis e Tubastraea coccinea) são encontradas em abundância na BIG.

Tubastraea tagusensis Crédito ALEXANDRE ORNELLASTubastraea tagusensis     Foto 5 Tubastraea coccinea Foto de Isabela VistueTubastraea coccinea

OPERAÇÃO ECLIPSE 1:

Visando o controle destas espécies invasoras na Estação Ecológica de Tamoios, foi organizada a Primeira Operação Eclipse, com o objetivo de retirar em um dia, o máximo de colônias na ilha Queimada Grande. A Operação Eclipse 1 ocorreu nos dias 2 e 3/04/2013 e contou com a participação de UCs, Órgãos ambientais, operadoras de mergulho e empresas ligadas ao setor de petróleo. No dia de campo foram retiradas aproximadamente 12.200 colônias de coral sol. As colônias foram ensacadas e depositadas no fundo do mar, onde permaneceram por um mês. Após este período as colônias foram levadas para a sede da ESEC.

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OPERAÇÃO ECLIPSE 2

A segunda Operação Eclipse aconteceu no dia 12/11/2015. Mais de setenta voluntários de órgãos públicos, organizações não governamentais, universidades e operadoras de mergulho se reuniram num mutirão organizado pela Estação Ecológica de Tamoios, com o apoio do Ministério Público Federal, para controlar a infestação do como coral -sol na ilha do Catimbau, localizada em Paraty/RJ.

A operação contou com o apoio do navio de pesquisa Soloncy Moura (CEPSUL) e cerca de oitenta voluntários de diversas instituições parceiras. Em duplas, mergulhadores autônomos retiravam as colônias incrustadas nos costões da ilha, enquanto instrutores de mergulho supervisionavam as atividades para garantir a segurança de todos.

Depois da remoção os corais invasores foram levados para o navio, onde uma equipe aguardava para fazer a triagem, contagem e pesagem do material. Todos os corais foram depositados em recipientes com água doce, onde permaneceram por 24 horas. Após o óbito, seus esqueletos calcários foram devolvidos ao mar.

Foram contabilizadas 10.610 colônias, totalizando aproximadamente 325 Kg de coral-sol. As colônias de Tubastraea tagusensis representaram 96% do material removido.

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CAMPANHAS ECLIPSINHA:

Tendo identificado, através do monitoramento extensivo a existência de ilhas em estágio inicial de infestação, são executadas pela equipe do ICMBIO ações de erradicação das colônias encontradas.

A primeira operação de retirada de coral-sol na ESEC Tamoios, denominada Eclipsinha, foi realizada em dezembro de 2012 e efetuada concomitante com a capacitação dos servidores da UC na metodologia de remoção, pela equipe do
Projeto Coral-Sol (BRBIO). Desde então, diversas campanhas Eclipsinha vêm ocorrendo, envolvendo entre dois a seis mergulhadores entre servidores e voluntários da UC.

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 As Campanhas Eclipsinha, que têm como foco as ilhas em estágio inicial de infestação, identificadas através de monitoramentos periódicos, têm demonstrado os resultados mais significativos no que se refere ao controle da bioinvasão.

Ainda que a erradicação do coral-sol não pareça ser mais possível na Estação Ecológica de Tamoios, a estratégia de remoção, se aplicada apropriadamente, se apresenta como uma estratégia de manejo eficaz para controlar a população em algumas ilhas da UC.

Não há como classificar de "erradicação", o manejo realizado nas ilhas da ESEC Tamoios pelas Campanhas Eclipsinha, pois a grande presença desta espécie já estabelecida na baía da Ilha Grande, provê ao ambiente marinho larvas suficientes para novas colonizações. No entanto, a expansão do coral-sol vem sendo controlada com sucesso em algumas ilhas da UC pela equipe da Estação Ecológica de Tamoios, como é o caso da Ilha dos Ganchos.

Ganchos antesGanchos depois

Bioinvasão etapas