O Que Fazemos

A Floresta Nacional do Tapajós é amplamente conhecida como sendo o local que abriga as pesquisas cientificas mais antigas de monitoramento florestal de áreas submetidas à colheita madeireira em clima tropical úmido. Estas pesquisas são coordenadas pela Embrapa que realiza o monitoramento de parcelas permanentes há, aproximadamente, 30 anos.

Além desse relevante experimento, a Unidade já abrigou o Projeto DENDROGENE, coordenado pela EMBRAPA, o Projeto Seca Floresta e o Projeto LBA, todos de grande importância para a ciência mundial.

Atualmente, todas as pesquisas que ocorrem na Unidade são autorizadas por meio do SISBIO que, de acordo com os dados dos últimos 03 (três anos) tem destacado essa Unidade de Conservação como a mais pesquisada do Bioma Amazônia. 

A unidade também faz parte do Programa de Voluntariados do ICMBio; Realiza 03 reuniões ordinárias do Conselho Consultivo por ano, variando os locais das reuniões, de tal forma que o maior número possível de representações da Floresta Nacional do Tapajós participem das reuniões; Realizou em 2011 o I Seminário de Pesquisas Científicas para divulgar as atividades científicas que ocorrem na UC; Envia, periodicamente, sugestões de matérias para os meios de comunicação locais e para a equipe do ICMBio em Foco com a finalidade de divulgar as ações que ocorrem na Floresta Nacional do Tapajós.

Dentre as diversas atividades realizadas pela população tradicional residente na Floresta Nacional do Tapajós estão a agricultura familiar, a pesca artesanal e o ecoturismo de base comunitária. Os festejos tradicionais ao longo do ano nas comunidades tradicionais e indígenas movimentam a economia de forma Incipiente, contudo, suas ocorrências ajudam a manter vivas as tradições.

A Floresta Nacional do Tapajós recebeu no ano de 2012 mais de 28 mil visitantes, com diversas motivações, dentre elas o ecoturismo de base comunitária, que ocorre o ano todo com pico de visitação no verão amazônico, com um turismo de sol e praia no verão das comunidades ribeirinhas. Apesar da quantidade de visitantes, a UC não possui um centro de visitantes, porém possui 07 bases de monitoramento estrategicamente posicionadas que funcionam como receptoras de visitantes e fiscalizadoras.

A Unidade é também sinônimo de produção sustentável. A Portaria Ibama nº 40, de 22 de agosto de 2003, concedeu para as associações intercomunitárias da Flona do Tapajós o direito de implantar, em caráter experimental, Projeto Piloto de Manejo Florestal Comunitário na área destinada ao uso intensivo da UC. As associações intercomunitárias criaram e reconheceram a Cooperativa Mista da Floresta Nacional do Tapajós - COOMFLONA como entidade comercial representativa das comunidades da Flona.

Nesse contexto surgiu o Projeto Ambé, que além de gerar benefícios diretos para as comunidades da UC também busca desenvolver modelos de exploração sob gestão comunitária que possam servir de referência para outras florestas nacionais, já que o manejo florestal executado pela COOMFLONA está entre as iniciativas mais bem sucedidas de manejo de recursos naturais em Unidade de Conservação federal.

O Plano de Manejo da Floresta Nacional do Tapajós dispõe que na área definida como Área de Manejo Florestal Madeireiro a utilização dos recursos se dará preferencialmente em regime de gestão comunitária, o que eventualmente representa um ganho social para as comunidades tradicionais residentes na UC.