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Primeiro Parque Nacional do Brasil, o Itatiaia foi criado em 14 de junho de 1937, através do Decreto no.1.713, pelo Presidente Getúlio Vargas, a partir da Estação Biológica do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, que havia sido criada em 1928. Inicialmente abrangendo uma área de 11.943 hectares, foi ampliado para aproximadamente 28.000 hectares em 20 de setembro de 1982, através do Decreto no 87.586.

O Parque Nacional do Itatiaia (PNI) é uma Unidade de Conservação (UC) de proteção integral e faz parte do Mosaico de Unidades de Conservação da Serra da Mantiqueira, conforme a Portaria No 351/2006, do Ministério do Meio Ambiente, o Corredor Ecológico da Serra da Mantiqueira , que está inserido no Corredor da Serra do Mar e faz parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, reconhecida pela UNESCO, além de estar classificado pelo Ministério do Meio Ambiente como área de prioridade extremamente alta para a conservação da biodiversidade, conforme a revisão de 2007 (http://mapas.mma.gov.br)

Situado na Serra da Mantiqueira, na divisa dos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, o Parque abrange parte de dois municípios no Rio: Itatiaia e Resende e dois em Minas: Itamonte e Bocaina de Minas. Apresenta um relevo caracterizado por montanhas e elevações rochosas, com altitude variando de 540 a 2.791 m, no seu ponto culminante, o Pico das Agulhas Negras.

O Itatiaia se destaca pela sua riqueza hídrica, sendo inclusive denominado como "o Castela das Águas" pelo geógrafo Aziz Ab´Saber. A área do Parque abrange nascentes de 12 importantes bacias hidrográficas regionais, que drenam para duas bacias principais: ao Norte para a do rio Grande, afluente do rio Paraná, e ao Sul para a do rio Paraíba do Sul, o mais importante do Estado do Rio de Janeiro.

A unidade apresenta elevado grau de vulnerabilidade, representando uma “ilha de conservação” da biodiversidade entre Rio e São Paulo, as duas maiores metrópoles do país.

A vegetação, toda dentro do contexto do Bioma Mata Atlântica, se modifica gradativamente de acordo com a altitude. Nos gradientes mais baixos, predomina a Floresta Densa, com fauna e flora ricas e exuberantes. Conforme a altitude aumenta, árvores e arbustos cedem espaço à vegetação rasteira caracterizando os Campos de Altitude, onde a flora é formada principalmente por gramíneas que sobrevivem às condições de frio intenso, geada e formação de crostas de gelo.

O PNI abriga aproximadamente 5.000 espécies de insetos, 384 de aves e 50 de mamíferos, além de inúmeros répteis e anfíbios, muitas das quais endêmicas ou ameaçadas, como o sapo flamenguinho (Melanophryniscus moreirae), a onça parda ou suçuarana (Puma concolor), o macaco muriqui (Brachyteles hypoxanthus), entre outras.

As aves têm grande importância para a Unidade, tanto sob o ponto de vista ecológico, quanto pelo seu potencial turístico. O Parque Nacional é considerado um dos melhores locais do mundo para a prática do “birdwatching” ou observação de aves. Atualmente pelo menos 384 espécies são relatadas para o PNI, sendo 51 consideradas endêmicas (HONKALA & NIIRANEN, 2010) e 42 vivendo em altitudes elevadas (IBAMA, 1994)

Entre as espécies da flora, podemos destacar a araucária (Araucaria angustifolia), que tem nessa região sua ocorrência natural mais ao Norte em território brasileiro, as espécies endêmicas Piper itatiaianum, Itatiaia cleistopetala, Fernsea itatiaiae, além de inúmeras espécies características dos campos de altitude, inclusive rupícolas.