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Lepidoptera - Borboletas e mariposas

 

Avaliação das espécies de borboletas e mariposas ameaçadas de extinção no Brasil

O Instituto Chico Mendes, através do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade do Cerrado e Caatinga (CECAT) em colaboração com a Coordenação de Avaliação do Estado de Conservação da Biodiversidade (COABio/CGESP), realizou a primeira das duas oficinas planejadas para a Avaliação de Lepidópteros do Brasil. Com o objetivo de avaliar o risco de extinção de 130 espécies de borboletas e mariposas que ocorrem no Brasil, estiveram reunidos em Brasília, de 15 a 19 de novembro de 2010, 13 especialistas brasileiros, entre taxonomistas, ecólogos e biólogos da conservação. Os trabalhos contaram com a presença do chefe do CECAT e do coordenador da COABio. O Coordenador de Táxon desse grupo taxonômico, Dr. André Victor Lucci Freitas (UNICAMP), junto com o ponto focal Dr. Onildo Marini-Filho (ICMBio), continuará a avaliar as demais espécies em parceria com os demais especialistas para a compilação dos dados necessários para completar as avaliações na segunda oficina, em 2011.

As borboletas e mariposas fazem parte da segunda ordem mais diversa de insetos, Lepidoptera. As borboletas são excelentes modelos para estudos biológicos, ecológicos e evolutivos e têm sido muito importantes no desenvolvimento da teoria da Biologia da Conservação. Estes insetos também são utilizados em estudos bioquímicos e de outras áreas do conhecimento para o desenvolvimento tecnológico. Lepidópteros fazem parte de diversas cadeias tróficas, regulando populações de plantas e servindo de alimento para outros organismos. No Brasil há uma grande diversidade de espécies de lepidópteros, sendo que muitos são endêmicos.

Dado o bom conhecimento existente sobre as borboletas, este é o grupo de insetos mais representado na lista nacional de espécies ameaçadas. O principal fator de ameaça identificado para este grupo é a perda de habitats, que provoca reduções e isolamento de populações. Populações pequenas e isoladas tendem a se extinguir localmente e quando se situam muito distantes das fontes de colonização, a chance dos fragmentos serem recolonizados é muito diminuída.

Na última avaliação, 13 espécies passaram da categoria “Ameaçada” para “Dados Insuficientes”, uma vez que as informações existentes não permitem a categorização segundo os critérios da UICN. No entanto, outros cinco taxa passaram a figurar na lista. Dois taxa tiveram sua categoria rebaixada, 16 tiveram sua categoria elevada e 27 mantiveram-se como antes. Entre as espécies atualmente categorizadas como “Dados Insuficientes”, há espécies que não são observadas há mais de 60 anos e outras que são conhecidas apenas da localidade tipo (localidade onde foram encontradas pela primeira vez). Das 130 espécies inicialmente avaliadas, 48 foram consideradas pelos especialistas como ameaçadas de extinção.

Após a segunda avaliação, os taxa passarão por uma etapa de revisão científica ao serem publicadas na revista Biodiversidade Brasileira, periódico eletrônico do ICMBio. O grupo de especialistas também vem trabalhando a cinco anos na elaboração do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Lepidópteros, que visa a implementação de medidas de conservação para essas espécies. O documento está em fase de diagramação e deverá ser lançado em breve.

 

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