Guariba - Alouatta belzebul ululata

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Foto: Val Campos

 A característica mais marcante é o dicromatismo sexual: os machos são negros, com as extremidades dos membros, cauda e parte do dorso em tom ruivo e a lateral com pêlos dourados; a coloração das fêmeas é, na maioria das vezes, pardo-amarelada, com uma tonalidade olivácea.
 A espécie habita em geral áreas de vegetação aberta de transição, com alta freqüência de babaçu, tendo sido encontrado em áreas de floresta ombrófila aberta e floresta estacional semidecidual em meio à Caatinga, e até em vegetação de mangue. Tem uma dieta folívoro-frugívora, o que o torna um animal pouco ativo, de movimentos lentos, passando mais de 70% de seu tempo em descanso.
Tais características favorecem a caça, tendo sido registrada em algumas áreas uma aparente predileção por esses animais (OLIVEIRA; FERREIRA, 2008).

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MACHADO et al., 2005

GRUPO Mamíferos
ESPÉCIE Alouatta belzebul ululata (Elliot, 1912)
NOME VULGAR Guariba e Capelão
FATORES DE AMEAÇA Distribuição restrita, redução e fragmentação de habitat e caça
BIOMA Caatinga, Cerrado
PLANO DE AÇÃO PAN Primatas do Nordeste

PAN Primatas do Extremo Oriental da Amazônia (Previsto para 2013)

PAN Manguezais (Previsto para 2013)

CENTROS DE PESQUISA CPB
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO - APA Serra da Ibiapaba¹ (CE/PI);

- APA do Delta do Parnaíba¹ (CE/PI/MA);

- Parna de Ubajara¹ (CE);

- Resex Delta do Parnaíba² (PI/MA).
REFERÊNCIAS - MACHADO, A. B. M; MARTINS, C. S.; DRUMMOND, G. M. (eds). Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção: Incluindo as Espécie Quase Ameaçadas e Deficientes em Dados. Belo Horizonte: Fundação Biodiversitas, 2005. 160 pp.

- ¹NASCIMENTO, J.L.; CAMPOS, I.B. (orgs.). Atlas da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção em Unidades de Conservação Federais. Brasília, DF: ICMBio, 2011. 276 pp.

- ²de OLIVEIRA, M. M.; FERREIRA, J. G. Alouatta belzebul ululata (Elliot, 1912). In: MACHADO, A. B. M; DRUMMOND, G. M.; PAGLIA, A. P. (eds). Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Volume II. 1.ed. Brasília, DF: Ministério do Meio Ambiente, 2008. 906 p. 722 - 723.

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