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Primatas

altO Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (clique no link e acesse o site) completou dez anos de atividades em 18 de outubro de 2011. Foram anos de intenso trabalho, desenvolvido por diversos profissionais, que colocaram este Centro em destacado papel na conservação das 134 espécies e subespécies que fazem do Brasil o país com a maior diversidade de primatas do mundo.

O CPB produz e gerencia informações sobre todos os primatas brasileiros, tendo como foco central o desenvolvimento de pesquisas científicas e ações de manejo para a conservação das 26 espécies constantes na Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Todo esse trabalho é desenvolvido com a fundamental colaboração ou apoio de mais de 30 instituições parceiras, entre universidades, órgãos públicos, sociedades científicas, ONGs e empresas.

A sede nacional do CPB está localizada no Centro Histórico de João Pessoa, em prédio tombado pelo Patrimônio da União. A equipe é formada por profissionais das áreas de biologia, veterinária, comunicação, administração, informática e geoprocessamento, a maioria com pós-graduação. A organização interna se dá em cinco setores – Técnico-Científico, Tecnologia da Informação, Comunicação e Marketing, Assessoria de Planejamento, e Chefia –, apoiados por laboratório e biblioteca especializados. 

PESQUISA CIENTÍFICA

Nas pesquisas científicas, o CPB prioriza as espécies mais ameaçadas e menos conhecidas. As investigações são focadas em lacunas de conhecimento fundamentais para diagnosticar a situação das populações remanescentes de espécies ameaçadas de extinção. Com a caracterização dos principais impactos e o conhecimento gerado sobre distribuição geográfica, abundância populacional e ecologia, busca traçar estratégias de manejo conservacionista para esses primatas.

O projeto Primatas do Norte da Mata Atlântica e Caatinga, em execução desde 2004, reúne investigações voltadas à conservação do macaco-prego-galego (Cebus flavius), dos guigós criticamente ameaçados (Callicebus coimbrai e Callicebus barbarabrownae), das populações nordestinas do guariba-de-mãos-ruivas (Alouatta belzebul) e do bugio-ruivo-do-norte (Alouatta guariba guariba). Já com o projeto Primatas Amazônicos, também em andamento desde 2004, estão sendo desenvolvidas pesquisas sobre o guariba (Alouatta ululata), o caiarara (Cebus kaapori) e o sauim-de-coleira (Saguinus bicolor). Além desses projetos coordenados pelo CPB, por meio de parcerias têm sido executados estudos sobre outras espécies, como os muriquis-do-sul (Brachyteles arachnoides) e os bugios-pretos (Alouatta caraya).

O CPB também apóia o desenvolvimento de pesquisas de outras formas. Durante 2010, por exemplo, foram analisadas mais de 150 solicitações de autorizações para atividades científicas e didáticas por meio do SISBIO. Constantemente são atendidas consultas sobre temas diversos, desde a identificação de animais até condutas clínicas. Prioridades de pesquisa e potenciais colaboradores para sua execução também são recorrentemente indicados pelo CPB. 

MANEJO E APOIO À GESTÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

Com o projeto Manejo Experimental para Controle de Primatas Invasores o CPB promoveu, ao longo de 2010, articulações interinstitucionais e iniciou ações e experimentos para o manejo de populações invasoras de primatas. Estão sendo desenvolvidas diferentes estratégias para tratar de casos que colocam em risco a biodiversidade protegida em Unidades de Conservação (UCs): sagüis-de-tufo-branco (Callithrix jacchus) no Parque Estadual da Ilha Grande (RJ); micos-de-cheiro (Saimiri sp.) na Reserva Biológica Saltinho (PE); e micos-leões-de-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas) no Parque Estadual da Serra da Tirirca (RJ). Neste último caso a situação é ainda mais grave pela ameaça de contato das populações invasoras com o também ameaçado e congênere mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia).

Por meio do projeto Impacto Demográfico sobre Primatas em Unidades de Conservação por Febre Amarela, o CPB avaliou, em 2010, os efeitos do recente surto de febre amarela em 12 UCs federais e estaduais do Rio Grande do Sul e seu entorno. Estima-se que na metade dessas áreas houve declínio das populações de primatas. O projeto Primatas em Unidades de Conservação da Amazônia, desenvolvido em parceria com o CEPAM e diversas UCs federais, iniciou ao final de 2009 a estruturação de uma rede de primatólogos para qualificar o conhecimento e proteção sobre os primatas amazônicos, principalmente em UC.

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA A CONSERVAÇÃO DE PRIMATAS

O CPB está coordenando a avaliação do estado de conservação dos primatas com ocorrência no Brasil. Também assumiu a responsabilidade de coordenar essa avaliação para os xenartros (preguiças, tatus e tamanduás), já que se trata de um grupo sem um Centro dedicado. Este processo, conduzido em estreita parceria com a comunidade científica, prevê a realização de consultas à sociedade e de oficinas de trabalho para a validação das avaliações, e terá como resultado a nova lista oficial de espécies ameaçadas de extinção.

Uma série de Planos de Ação Nacionais (PAN) para a conservação de primatas estão sendo coordenados pelo CPB. Em 2010, foi finalizado o PAN para a Conservação dos Muriquis e iniciada sua implementação. Também foi elaborado o PAN para a Conservação dos Mamíferos da Mata Atlântica Central, incluindo 13 primatas ameaçados. Ainda em 2011, está prevista a elaboração dos PAN para a conservação dos sauins-de-cara-nua (Saguinus bicolor, Saguinus martinsi martinsi e Saguinus martinsi ochraceus), dos primatas do nordeste (Callicebus barbarabrownae, Callicebus coimbrai, Cebus flavius, Cebus xanthosternos, e Alouatta belzebul) e dos primatas do extremo oriental da Amazônia (Alouatta ululata, Cebus kaapori, e Chiropotes satanas). 

Coordenação do CPB
Leandro Jerusalinsky
leandro.jerusalinsky@icmbio.gov.br
primatas.sede@icmbio.gov.br
Tel: (83) 3241-1302 / 3241-1580
Fax: (83) 3221-5521
VOIP: 9727
Endereço: Praça Antenor Navarro Nº 5 - Varadouro - Centro Histórico - João Pessoa-PB - CEP: 58010-480

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