Rebio do Tinguá reúne pesquisadores

Brasília (28/11/2011) – Membros da comunidade científica participaram, entre os dias 24, 25 e 26 deste mês, do VII Encontro de Pesquisadores da Reserva Biológica (Rebio) do Tinguá, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. O evento intitulado Conhecer para preservar, teve o objetivo de articular todos os segmentos que estudam a biodiversidade da unidade e o conhecimento tradicional local, buscando subsidiar as políticas de proteção do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) para a região.

O encontro na sede da Onda Verde, entidade ambientalista, e a programação foi organizada de forma que nos três dias todos pudessem perceber por que a Mata Atlântica é classificada como o quinto hot spot de preservação mundial e a Reserva Biológica do Tinguá reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

No primeiro dia, foram apresentados os procedimentos do sistema de autorização de pesquisas. Muitas dúvidas puderam ser dirimidas pelo coordenador de pesquisa da Rebio, o analista ambiental Almir Ramalho. Paulo Motta, representado a Coordenação Regional do ICMBio, falou sobre as Unidades de Conservação da regional e as ações de apoio às pesquisas.

O professor Eugênio Izecksohn, que descreveu em 1971 o sapo pulga, o menor anfíbio do mundo, e o auxiliar de campo Walter da Silva, que empresta seu nome a uma espécie endêmica do Tinguá e que tem em sua história um grande exemplo de vida, foram homenageados pela Reserva Biológica do Tinguá pelos serviços prestados a esse patrimônio natural.

Ainda no primeiro dia, foram apresentadas as estruturas de apoio aos pesquisadores, construídas recentemente pelas instituições do conselho da Unidade de Conservação (UC), sinalizando como uma das melhores estruturas de alojamento, laboratórios e logística de campo das UCs do país.

No segundo dia, foram apresentados os trabalhos realizados na Rebio. A troca de experiências foi intensa. Os representantes das universidades debateram o conteúdo de cada apresentação. Os resultados apresentados sinalizaram linhas de apoio à gestão da unidade.

No terceiro, dia foi realizada a Expedição em Busca do Universo de Novas Descobertas com os pesquisadores participantes. Cada área acadêmica pôde perceber a potencialidade da reserva e as linhas de conhecimento que os projetos científicos podem ser trabalhados. Os gradientes de altitudes que variam de 100m a 1600m, a malha hídrica da unidade e as formações de flora avistadas surpreenderam a todos.

Nos três dias, o encontro teve a participação de 108 pesquisadores, representando as seguintes instituições:

Universidade Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ
Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz
Universidade do Grande Rio – Unigranrio
Universidade do Estado do Rio de Janeiro -  UERJ
Universidade Gama Filho – UGF
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Unirio
Jardim Botânico do Rio de Janeiro – JBRJ
Universidade Estácio de Sá – Unesa
Universidade Cândido Mendes – Ucam
Universidade Abeu – Uniabeu
Fundação Nacional de Saúde – Funasa
Universidade Federal Fluminense – UFF
Instituto Nacional de Metrologia – Inmetro
Parque Natural Municipal de Nova Iguaçu – PMNNI
Universidade Iguaçu – Unig
Sercretaria Municipal de Meio Ambiente de Nova Iguaçu – Semam-NI
Instituto Superior Tecnológico Paracambi – IST
Sindicato dos Petrolheiros Duque de Caxias – Sidipetro – Caxias
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro – IFRJ