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Mamíferos - Brachyteles hypoxanthus - Muriqui-do-norte

Avaliação do Risco de Extinção de Brachyteles hypoxanthus (Khul, 1820) no Brasil

Fabiano Rodrigues de Melo1, Leandro Jerusalinsky2, Fernanda Pedreira Tabacow3, Daniel da Silva Ferraz4



1 Universidade Federal de Goiás, Regional Jataí, Jataí, GO. < frmelo@carangola.br>
2 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros – CPB, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio. <leandro.jerusalinsky@icmbio.gov.br>
3 Centro de Estudos Ecológicos e Educação Ambiental. < fetabacow@gmail.com>
4 Universidade do Estado de Minas Gerais / Centro de Estudos Ecológicos e Educação Ambiental. <ferrazds@yahoo.com.br> 


 Brachyteles hypoxanthus Carla de Borba Possamai CPB Brachyteles hypoxanthus 
Ordem: Primates
Família: Atelidae
Nomes comuns por região/língua:
Português
– muriqui-do-norte, mono-da-cara-manchada, mono, mono-carvoeiro, buriqui, buriquim, mariquina, muriquina
Inglês – Woolly Spider Monkey, Northern Muriqui
Outros – Mono Carvoeiro, Mono Grande, Muriki

Sinonímia/s: 
1820 Ateles hypoxanthus Kuhl. Brasil: Bahia.
1829 Eriodes hemidactylus I. Geoffroyi. “Brazil”.

Notas taxonômicas: 
Em seu trabalho clássico, Aguirre (1971) tratou Brachyteles como tendo um único táxon infragenérico, apesar de Vieira (1944) ter indicado a existência de duas subespécies para o gênero. Novas evidências indicaram que a proposta de dois táxons para Brachyteles seria válida, mas que a diferenciação entre eles poderia justificar a classificação dessas duas formas como espécies plenas (Lemos de Sá et al. 1990, Fonseca et al. 1991, Lemos de Sá & Glander 1993, Coimbra-Filho et al. 1993). Strier & Fonseca (1997) revalidaram a proposta de duas subespécies para o gênero. Já Rylands et al. (2000) listaram os dois táxons de muriquis como espécies plenas, mesmo tratamento dado por Groves (2001, 2005). Essa classificação, considerando B. arachnoides e B. hypoxanthus como espécies distintas, tem sido a mais aceita atualmente, sendo seguida por Rylands (2012) e por Mittermeier et al. (2013), e é a utilizada no presente documento.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Criticamente em Perigo (CR) - C2a(i).

Justificativa: 
Brachyteles hypoxanthus é uma espécie endêmica à Mata Atlântica, ocorrendo em fragmentos florestais de Minas Gerais, Espírito Santo e da Bahia. Apresenta uma tendência de diminuição populacional continuada em razão da fragmentação severa e do tamanho populacional reduzido de algumas subpopulações. Sua população atual está estimada em cerca de 1000 indivíduos, com menos de 250 indivíduos maduros para cada subpopulação. Este táxon sofre ameaças resultantes da perda, fragmentação e degradação da qualidade do hábitat, caça, especialmente devido a assentamentos rurais, além de agricultura e pecuária. Sendo assim, a espécie foi categorizada como Criticamente em Perigo (CR), segundo os critérios C2a(i).

Histórico das avaliações nacionais anteriores:
Criticamente em Perigo (CR).

Avaliações em outras escalas:
Avaliação Global (IUCN): Criticamente em perigo (CR) - A2cd
Avaliação Estadual: ES – Criticamente em perigo (CR); MG – Em Perigo (EN).

História de vida

Maturidade sexual (anos)
Fêmea 5-7 anos (Martins & Strier 2004, Printes & Strier 1999)
Macho 5 anos (Possamai et al. 2005).
Peso Adulto (g)
Fêmea 8400 - 9600 (Lemos de Sá & Glander 1993)
Macho 8400 - 9600 (Lemos de Sá & Glander 1993)
Comprimento Adulto (mm)
Fêmea 1290 (F. R. de Melo, dados não publicados, Talebi et al. 2011)
Macho 1330 (F. R. de Melo, dados não publicados, Talebi et al. 2011).
Tempo geracional (anos)
15-20 (IUCN/SSC 2007, Chaves et al. 2011)
Sistema de acasalamento Poligâmico (Strier 1986, 1997, Possamai et al. 2007)
Intervalo entre nascimentos 3 anos (Strier & Ziegler 1997)
Tempo de gestação (meses)
7,2 (Strier & Ziegler 1997)
Tamanho da prole 1- 2 (Guedes et al. 2008)
Longevidade Pelo menos 28 anos (Strier & Ives 2012)
Características genéticas
Cariótipo: Cariótipo: 2N = 34 (Rosenberger & Strier 1989)
Informações sobre variabilidade genética do táxon (padrões filogeográficos e relações filogenéticas): 
Esta espécie é endêmica à Mata Atlântica brasileira e ocorre nos estados da Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais, onde é residente e nativo (Aguirre 1971, Melo et al. 2004, Mendes et al. 2005a, Melo 2005, Talebi et al. 2011). Recentemente, uma única população conhecida no estado do Rio de Janeiro foi confirmada para o Parque Nacional do Itatiaia (Cunha et al. 2009, Izar Aximoff, comunicação pessoal, 2013), apesar de ser uma população registrada desde a década de 1990 (Câmara 1995), mas sem o status específico definido. Segundo Talebi et al. (2011), as populações de muriquis-do-norte estão localizadas em sua maioria em alguns fragmentos florestais de Minas Gerais e Espírito Santo, além de terem sido virtualmente extintas da Bahia (Oliver & Santos 1991, Rylands et al. 1995, 2000, Melo et al. 2004). Nesse estado, a ocorrência atual do muriqui-do-norte foi confirmada apenas no Parque Nacional do Alto Cariri, situado em Guaratinga, Bahia e no Refúgio de Vida Silvestre Mata dos Muriquis, situado entre os municípios de Salto da Divisa e de Santa Maria do Salto, em Minas Gerais, na divisa com o estado da Bahia (Melo et al. 2004). Além disso, a espécie também ocorre na divisa do Rio de Janeiro com Minas Gerais, no Parque Nacional do Itatiaia, e há relatos não confirmados de sua presença no entorno dessa Unidade de Conservação, especificamente em Marambá (André Cunha, comunicação pessoal) e municípios mineiros, como Itamonte (Marcelo Passamani, comunicação pessoal).
Por se tratar de um primata de grande porte, com vocalização singular e de longo alcance, sua identificação nas florestas é relativamente fácil. Entretanto, a maioria das escassas populações remanescentes habitam áreas montanhosas bastante escarpadas e geralmente de difícil acesso, o que dificulta os registros e, portanto, a definição exata de alguns limites de distribuição (Talebi et al. 2011).
Considerando que atualmente são conhecidas apenas 13 populações remanescentes (Talebi et al. 2011), em ambientes florestais isolados, juntamente com a extinção virtual já ocorrida na Bahia (Oliver & Santos 1991, Rylands et al. 1995, 2000) e o fato de que sua distribuição geográfica histórica deveria cobrir a Mata Atlântica daqueles estados - com exceção das terras baixas no extremo sul da Bahia e norte do Espírito Santo - (Aguirre 1971, Talebi et al. 2011), infere-se que a distribuição atual do táxon está reduzida em relação, tanto à sua área de ocupação, como à sua extensão de ocorrência históricas (Mendes et al. 2008a, 2008b, Talebi et al. 2011). Além disso, a extinção local da espécie já foi confirmada em muitas localidades, inclusive áreas protegidas, como a Estação Biológica de Santa Lúcia - ES, Estação Biológica de São Lourenço - ES, Reserva Florestal de Duas Bocas – ES e Reserva Florestal de Pedra Azul - ES (Mendes 1991).
A extensão de ocorrência da espécie foi calculada em 100.000 km² e estima-se que sua área de ocupação seja de 1.870 km² (Mendes et al. 2008a, 2008b, Talebi et al. 2011).

Estima-se que a população total remanescente da espécie seja de cerca de 1.000 indivíduos e que o número de indivíduos maduros esteja em torno de 500 indivíduos. Com isso, e considerando-se a situação atual de severa fragmentação de suas populações, é possível inferir que não há mais de 250 indivíduos maduros em cada subpopulação (Mendes et al. 2005a, Mendes et al. 2008c).
Brachyteles hypoxanthus organiza-se socialmente em grupos multi-machos e multi-fêmeas que podem ser coesos ou apresentar fissão-fusão, sendo que o padrão de agrupamento esta relacionado principalmente à distribuição dos recursos alimentares e à sazonalidade reprodutiva (Dias & Strier 2003). Os grupos de muriquis-do-norte podem ser formados por dezenas de indivíduos, sendo já registrados grupos sociais com mais de 100 animais (Strier & Ives 2012).

Informações sobre abundância populacional: 29 ind/km² - RPPN Feliciano Miguel Abdala, MG (Almeida-Silva et al. 2005); 1,8 ind./km² - PE Rio Doce, MG (Dias 2006); 4,9 ind./km² - RPPN Mata do Sossego, MG (Dias 2006).

Tendência populacional: Em declínio.

Brachyteles hypoxanthus ocorre em Florestas Estacionais e Ombrófilas Densas (Talebi et al. 2011). O táxon não é restrito a hábitats primários e apresenta certa tolerância a modificações/perturbações no ambiente, estando presente em florestas secundárias e em regeneração (Mendes et al. 2008).
A área de vida do táxon é estimada em 168 ha para um grupo de 23 - 27 indivíduos (Strier 1987), 309 ha para um grupo de 40 - 44 indivíduos (Moreira 2008) e de 257 ha para um grupo de 39 - 42 indivíduos (Mendes 2007).
Estima-se que apenas quatro localidades podem comportar populações viáveis para a espécie (Brito et al. 2008), sendo elas: RPPN FMA, Parque Estadual do Rio Doce, Parque Estadual da Serra do Brigadeiro e Parque Nacional do Caparaó (Talebi et al. 2011).
O histórico de desflorestamento da Mata Atlântica ao longo da distribuição geográfica da espécie para conversão em áreas produtivas, especialmente para pecuária e agricultura, ocasionou uma drástica perda de hábitat e a severa fragmentação de suas populações. Pequenas populações isoladas estão tendendo ao declínio e extinção local, como observado na Fazenda Esmeralda, em Rio Casca, MG (Melo et al. 2005) e Mata dos Luna, Lima Duarte, MG (Ferraz et al. 2005, Nogueira et al. 2009). Em outros casos, fêmeas em dispersão têm sido observadas em fragmentos sem a ocorrência da espécie, como no entorno da RPPN Feliciano Miguel Abdala, em Caratinga, MG (Tabacow et al. 2009) e no entorno da RPPN Mata do Sossego (F.P. Tabacow, dados não publicados). Práticas como o corte seletivo e queimadas geram uma contínua redução na qualidade dos hábitats remanescentes. A pressão de caça certamente contribuiu para o declínio das populações e para extinções locais. Acredita-se que atualmente esta pressão ainda exista, mas com menor gravidade, inclusive pela raridade das populações remanescentes e por parte delas estar em áreas protegidas. Assim, as principais ameaças identificadas para o táxon foram: incêndio, assentamentos rurais, agricultura, pecuária, desmatamento, desconexão de hábitat, redução de hábitat e caça. Além disso, suspeita-se que o turismo intenso e desordenado em áreas de ocorrência da espécie possa causar impactos negativos em sua conservação.
Existentes e necessárias: 
Segundo Talebi et al. (2011, p.36) as principais áreas para conservação da espécie in situ são: i) RPPN Feliciano Miguel Abdala, Caratinga, MG; ii) Parque Estadual do Rio Doce, MG; iii) Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, MG; iv) Parque Nacional Caparaó, na divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo; v) Metapopulação de Santa Maria do Jetibá, no Espírito Santo, em fragmentos situados em propriedades particulares (Mendes et al. 2005b). Estas populações são indicadas por serem as maiores populações conhecidas da espécie.
A inclusão do muriqui-do-norte em algumas listas internacionais foi de alta relevância para chamar atenção para a situação da espécie e estimular projetos de pesquisa e conservação. A espécie foi incluída na lista dos 25 primatas mais ameaçados do mundo por três edições seguidas, entre 2000 e 2006 (Mittermeier et al. 2006). Esta lista, cuja organização é coordenada pelo Grupo Especialista em Primatas (PSG) da Comissão para Sobrevivência de Espécies (SSC) da ICUN, tem como objetivo alertar para a situação dessas espécies e promover o direcionamento de esforços de pesquisa, manejo e proteção para sua conservação. Neste mesmo sentido, a espécie foi incluída na lista das 100 espécies mais ameaçadas do mundo divulgada pela IUCN em 2012 (Baillie & Butcher, 2012). Além disso, B. hypoxanthus está listada no Apêndice II da CITES, a fim de coibir o tráfico internacional da espécie.
Há vários anos vem sendo empenhados esforços para traçar e implementar estratégias para a conservação da espécie e para congregar os principais atores envolvidos nesses esforços. Dentro disso, destaca-se:
● Em 1998, foi realizada uma Avaliação da Viabilidade das Populações e Hábitats (PHVA), coordenada pelo CBSG/IUCN, elencando estratégias para a conservação da espécie (Rylands et al. 1998);
● Entre 2001 e 2007, a espécie esteve enfocada por um Comitê Internacional para Conservação e Manejo, inicialmente para muriquis, e depois para os Atelídeos da Mata Atlântica (Brasil/ IBAMA 2003, 2005, Oliveira et al. 2005);
● Entre 2005 e 2010 foi elaborado o Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação dos Muriquis (Jerusalinsky et al. 2011, Brasil/ ICMBio 2010a), por meio do qual foram pactuadas as estratégias para a conservação da espécie. Essas estratégias foram complementadas com as constantes no Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Mamíferos da Mata Atlântica Central (Brasil/ICMBio 2010b). Esses Planos de Ação contam com Grupos de Assessoramento Técnico, compostos por profissionais de diversas instituições, incluindo especialistas na espécie, que acompanham sua implementação (Brasil/ ICMBio 2014a, 2014b).
Algumas das prioridades para a conservação da espécie são:
● Geração de normativas públicas (federais, estaduais ou municipais) específicas para ações de conservação e manejo de populações remanescentes de Brachyteles hypoxanthus ao longo de sua área de ocorrência;
● Maior direcionamento de recursos públicos para ações voltadas à conservação e pesquisa da espécie;
● Manutenção das Áreas de Preservação Permanente, como encostas, topos de morros, beiras de rios e outros corpos d’água. Essas áreas podem aumentar a permeabilidade da matriz na paisagem antropizada, propiciando algum habitat e potencialmente incrementando a conectividade entre as populações;
● Em Unidades de Conservação com ocorrência da espécie e intensa visitação, recomenda-se o monitoramento sobre possíveis impactos negativos no comportamento e área de ocupação dos grupos de muriquis residentes (Cunha 2010);

Espírito Santo: Reserva Biológica Augusto Ruschi (3.562 ha), e vários fragmentos florestais nos municípios de Santa Leopoldina, Santa Teresa e Santa Maria do Jetibá (Aguirre 1971, Mittermeier et al. 1987, Mendes & Chiarello 1993, Pinto et al. 1993, Vieira & Mendes 2005, Talebi et al. 2011).
Minas Gerais: Parque Estadual Alto Cariri (6.151,13 ha), Refúgio de Vida Silvestre Mata dos Muriquis (2.722,60 ha) (Melo et al. 2004), Reserva Biológica da Mata Escura (50.872,42 ha) (Melo et al. 2004), RPPN Feliciano Miguel Abdala (957ha) (Aguirre 1971, Castro 2001, Strier et al. 2002, Tabacow et al. 2009, Strier & Ives 2012), RPPN Estação Biológica Mata do Sossego (133,74 ha) (Martins et al. 2003, Dias et al. 2005), Parque Estadual do Rio Doce (35.974 ha) (Aguirre 1971, Mittermeier et al. 1987, Stallings & Robinson 1991, IEF 1994, Dias 2006), Parque Estadual da Serra do Brigadeiro (14.984 ha) (Aguirre 1971, Cosenza & Melo 1998, Moreira 2008, Oliveira et al. 2008), Parque Estadual do Ibitipoca (1.488 ha) (Fontes et al. 1996).
Bahia: Parque Nacional do Alto Cariri (19.238,02 ha) (F.R. Melo, comunicação pessoal citado em Talebi et al. 2011) e Reserva Biológica de Una (18.715,06 ha) (de Vleeschouwer et al. 2004).
Espírito Santo e Minas Gerais: Parque Nacional do Caparaó (32.000ha) (Alves 1986, Mittermeier et al. 1987, Mendes & Chiarello 1993, Gomes & Melo 2005).
Rio de Janeiro e Minas Gerais: Parque Nacional do Itatiaia (28.084,10 ha) (Aguirre 1971, Mittermeier et al. 1987, Lemos de Sá et al. 1990, Marroig & Sant'anna 2001, Cunha et al. 2009).

Existentes e necessárias:
Talebi et al. (2011, p.36) descreveram, no Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Muriquis, as seguintes pesquisas existentes para conservação da espécie:
● Estudos de Longo Prazo: RPPN Feliciano Miguel Abdala, MG – 1982-atual (Karen B. Strier); Santa Maria do Jetibá, ES – 2001-atual (Sérgio L. Mendes); Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, MG – 2004-2007 (Leandro S. Moreira, Fabiano R. de Melo e Luiz G. Dias), 2007-atual (Leandro S. Moreira e Fabiano R. de Melo); RPPN Mata do Sossego, MG – 2004-2006 (Carlos Leandro de S. Mendes, Luiz G. Dias e Fabiano R. de Melo, 2011-atual (Fernanda P. Tabacow e Fabiano R. de Melo);
● Monitoramento de Populações: RPPN Feliciano Miguel Abdala, Caratinga, MG – Monitoramento demográfico (responsável: Karen B. Strier); Santa Maria do Jetibá, ES – (Sérgio L. Mendes); Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, Parque Estadual do Rio Doce e RPPN Mata do Sossego, MG – Censo por transecção, habituação e coleta de dados ecológicos de 3 grupos de muriquis-do-norte (Luiz G. Dias, Leandro S. Moreira, Elaine F. Barbosa, Carlos Leandro de S. Mendes, Fabiano R. de Melo e André Hirsch);
● Necessidade de realização de maiores estudos na região do Parque Nacional do Itatiaia, considerando o registro recente de muriqui-do-norte nesta área, com a finalidade de se confirmar a importância desse sítio para a espécie;
● Por suas dimensões, a REBIO Mata Escura e o Complexo de Unidades de Conservação do Alto Cariri necessitam um levantamento populacional sistemático que se possa indicar o tamanho real da população de muriquis no Vale Jequitinhonha;
● Levantamento e mapeamento de populações (Surveys): Parque Estadual da Serra do Papagaio e entorno, MG – (Fabiano R. de Melo); Corredor Sossego/Caratinga – (CECO - Fernanda Tabacow, Carla Possamai e Fabiano R. de Melo); Sul da Bahia – (IESB – Gabriel R. dos Santos e Fabiano R. de Melo); Demografia e conservação do muriqui-do-norte – (Sérgio L. Mendes, Karen B. Strier, Valéria Fagundes); História de vida e demografia do muriqui-do-norte na RPPN Feliciano Miguel Abdala – (Karen B. Strier e Sérgio L. Mendes); Sul da Bahia e nordeste de Minas Gerais – (UFG e CECO - Fabiano R. de Melo); Zona da Mata Mineira – (UFG e CECO – Fabiano R. de Melo, Fernanda P. Tabacow e Carla de B. Possamai);
● Ações de Manejo: Translocação de fêmeas (CECO - Fabiano R. de Melo); Manejo metapopulacional (UFES e IPEMA - Sérgio Mendes); Manejo de indivíduos isolados e manutenção de uma colônia cativa da espécie (UFG e CECO - Fabiano R. de Melo).

Além disso, Mendes et al. (2008) descreveram no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção os seguintes especialistas e núcleos de pesquisa e conservação da espécie: “A maior parte dos dados sobre o muriqui-do-norte deve-se ao trabalho de Karen B. Strier (Wisconsin University, EUA) e auxiliares, desenvolvido na RPPN Feliciano Miguel Abdala (Caratinga/MG), atualmente com a parceria de Sérgio Lucena Mendes (UFES). Jean P. Boubli coordena outro projeto sobre a ecologia da espécie na RPPN Feliciano Miguel Abdala. Em Minas Gerais, há ainda o projeto coordenado por Luiz Gustavo Dias (Fundação Biodiversitas), com apoio de Fabiano Rodrigues de Melo (UFG), abrangendo três Unidades de Conservação. No Espírito Santo, Sérgio Lucena Mendes (UFES) coordena um projeto de conservação de muriqui, em Santa Maria de Jetibá, e outro de censo populacional, no PARNA do Caparaó. Fabiano Rodrigues de Melo, Waldney Pereira Martins e Luiz Gustavo Dias, todos pelo CECO, e Sérgio Lucena Mendes, pelo IPEMA, desenvolvem projetos com a espécie mediante financiamento do Programa de Proteção as Espécies Ameaçadas de Extinção da Mata Atlântica Brasileira, coordenado em parceria pela Fundação Biodiversitas e CEPAN”. Entretanto, vários desses projetos estão encerrados e novos projetos de pesquisa que envolvem o monitoramento de populações estão sendo iniciados este ano de 2014, como no Parque Nacional do Caparaó, com Daniel da Silva Ferraz, Mariane Kaizer, Alba Coli, Waldomiro de Paula Lopes, Leandro S. Moreira e Fabiano R. de Melo, ou mesmo estão sendo reiniciados, como no Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, com Leandro S. Moreira e Fabiano R. de Melo, no Parque Estadual do Rio Doce (Flávia Machado, Daniel Brito e Fabiano R. de Melo) e na RPPN Mata do Sossego, com Fernanda P. Tabacow, Theo Anderson e Fabiano R. de Melo, este último em andamento desde 2012.

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Citação:

Melo, F.M.; Jerusalinsky, L.; Fernanda Pedreira Tabacow, F.P.; Ferraz, D.S.Avaliação do Risco de Extinção de Brachyteles hypoxanthus (Khul, 1820) no Brasil. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/lista-de-especies/7181-mamiferos-brachyteles-hypoxanthus-muriqui-do-norte.html

Oficina de Avaliação do Estado de Conservação de Primatas Brasileiros.
Data de realização: 30 de julho a 03 de agosto de 2012.
Local: Iperó, SP.

Avaliadores:
Alcides Pissinatti, Amely B. Martins, André C. Alonso, André de A. Cunha, André Hirsch, André L. Ravetta, Anthony B. Rylands, Armando M. Calouro, Carlos E. Guidorizzi, Christoph Knogge, Fabiano R. de Melo, Fábio Röhe, Fernanda P. Paim, Fernando de C. Passos, Gabriela Ludwig, Gustavo R. Canale, Ítalo Mourthé, Jean P. Boubli, Jessica W. Lynch Alfaro, João M. D. Miranda, José Rímoli, Júlio C. Bicca-Marques, Leandro Jerusalinsky, Leandro S. Moreira, Leonardo G. Neves, Leonardo de C. Oliveira, Líliam P. Pinto, Liza M. Veiga, Márcio P. Carvalho, Maria Adélia B. de Oliveira, Marcos de S. Fialho, Mariluce R. Messias, Mônica M. Valença-Montenegro, Rosana J. Subirá, Renata B. Azevedo, Rodrigo C. Printes, Waldney P. Martins e Wilson R. Spironello.

Colaboradores:
Amely B. Martins (Ponto Focal), André C. Alonso (Apoio), André Cunha, Camila C. Muniz (Apoio), Daniel Brito, Emanuella F. Moura (Apoio), Gabriela Ludwig (Apoio), Fabiano R. de Melo (Coordenador de táxon), Gerson Buss (Apoio), Liza M. Veiga (Coordenadora de táxon), Marcos de S. Fialho (Coordenador de táxon), Maurício C. dos Santos (Apoio), Roberta Santos (Facilitadora), Taissa Régis (Apoio) e Werner L. F. Gonçalves (Apoio)

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