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Mamíferos - Callimico goeldii - Sagui de goeldi

Avaliação do Risco de Extinção de Callimico goeldii (Thomas, 1904) no Brasil

Rodrigo del Rio do Valle1, Armando Muniz Calouro2



1Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Paulista, São Paulo, SP. <rodrigo@wlmconsultoria.com.br>

2Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, Universidade Federal do Acre, Acre, AC. <acalouro@bol.com.br> 

 Callimico goeldi ValCampos CPB Callimico goeldii

Ordem: Primates
Família: Callitrichidae
Nomes comuns por região/língua:
Português
– Sagui-de-Goeldi, Calimico, Mico-preto, Macaco-de-Goeldi, Soim-preto, Taboqueiro.
Inglês – Goeldi’s Monkey, Callimico, Goeldi’s Marmoset, Goeldi’s Tamarin.
Outros – Chichilo, Marimonito, Mico-de-goeldii, Mono Goeldi, Mono Negro, Pichico Negro, Tití De Goeldi (espanhol).

Notas taxonômicas: 
É um gênero monotípico. Recentes pesquisas genéticas com animais de cativeiro indicaram a existência de depressão por exogamia o que leva a suspeita de haver mais de uma espécie neste gênero (Vasarhelyi 2002). Aqui está sendo seguida a taxonomia proposta por Rylands (2012).

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Menos Preocupante (LC).

Justificativa: 
Callimico goeldii distribui-se no sudoeste do Amazonas, Acre e noroeste de Rondônia. Ocorre naturalmente em manchas, é uma espécie de difícil detecção, e já foi registrada em áreas protegidas. Embora possa ser afetada por pavimentação de estradas e desmatamento, não é alvo de caça. Acredita-se que as ameaças identificadas não afetam a população como um todo e, por isso, suspeita-se que o declínio populacional nas próximas três gerações não atingirá os limiares para sua categorização como ameaçada. Desta forma, C. goeldii foi categorizada como Menos Preocupante (LC).

Histórico das avaliações nacionais anteriores: Quase Ameaçada (NT).

Razão para alteração de categoria atual: Novas ou melhores informações disponíveis.

Avaliações em outras escalas:
Avaliação Global (IUCN): Vulnerável - A3c.

História de vida

Maturidade sexual (anos)
Fêmea 1,19 (1 – 1,46) (Dettling & Pryce 1999).
Macho 1 - 1,5 (Pryce & Dettling 1995; Tacutu et al. 2013).
Peso Adulto (g)
Fêmea 355 (n=5) (Encarnación & Heymann 1998)
Macho 366 (n=3) (Encarnación & Heymann 1998)
Comprimento Adulto (mm)
Fêmea Cabeça-corpo: 245, cauda: 355 (n=1) (Hernández-Camacho & Barriga-Bonilla 1966)
Macho Cabeça-corpo: 190, cauda: 255 (n=1) Holótipo (Hernández-Camacho & Barriga-Bonilla 1966)
Tempo geracional (anos)
6 (IUCN/SSC 2007)
Sistema de acasalamento Monogâmico. Apresentam grupos monogâmicos (Porter 2001), poligínicos (Encarnación & Heymann, 1998; Christen 1999; Porter 2001) ou poliândricos (Porter & Garber 2005)
Intervalo entre nascimentos 2 nascimentos por ano, em fevereiro e agosto (Garber & Leigh 1997; Porter 2001)
Tempo de gestação (meses)
4,8 -5,2 (Carrol et al. 1990; Pryce et al.1993)
Tamanho da prole 1 (Cornejo 2008).
Longevidade Cativeiro - até 22,2 anos (Weigl 2005) / até 17,9 anos (Hakeem et al. 1996).
Características genéticas
Cariótipo: Macho 2n=47 / Fêmea 2n=48 (Seuánez et al. 1989)
Informações sobre variabilidade genética do táxon (padrões filogeográficos e relações filogenéticas): Recentes pesquisas genéticas com animais de cativeiro indicaram a existência de depressão por exogamia o que leva a suspeita de haver mais de uma espécie neste gênero (Vasarhelyi 2002).

O táxon não é endêmico ao Brasil, ocorrendo também na Bolívia, Colômbia e Peru (Cornejo 2008).
No Brasil está presente nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia, onde é residente e nativo (Cornejo 2008) e no Pará sua origem é incerta (R.R. Valle, comunicação pessoal)
Ocorre na parte superior do rio Amazonas, a partir do rio Caquetá na Colômbia, expandindo-se para o sul da Amazônia peruana e oeste da Amazônia brasileira, até a região do Pando no norte da Bolívia (Hernández-Camacho & Barriga-Bonilla 1966; Hernández-Camacho & Cooper 1976; Hershkovitz 1977). Apesar de ter uma ampla distribuição, é fato que a espécie tem uma distribuição em manchas, estando ausente em muitas áreas na Colômbia. Em particular, no Brasil, ocorre em uma pequena parte do sudoeste da Amazônia no estado do Acre, através da serra do Divisor ao sul do alto rio Juruá até o rio Gregório (estado do Amazonas), no rio Iaco abaixo do rio Acre, no sul (margem direita) do alto rio Purus e adentrando a bacia do rio Madeira, ao longo do rio Abunã em Rondônia (Cornejo 2008).
É preciso uma maior amostragem por se tratar de um táxon raro e difícil de registrar, pois habita florestas de bambu e áreas de mata com sub-bosque denso. Os grupos ficam amplamente separados na mata, de acordo com a disponibilidade de alimentos no mosaico de habitats (Cornejo 2008).

O tamanho da população total remanescente não é conhecido e não se sabe se o número de indivíduos maduros deste táxon é superior a 10.000.
Callimico goeldii apresenta grupos formados por 2 a 5 indivíduos (Christen & Geissaman 1994; Porter & Garber 2005) ou podem ser um pouco maiores, com 7 a 12 indivíduos (Encarnacíon & Heyman 1998; Porter 2001).
Existe o aporte de indivíduos de fora do Brasil, entretanto a contribuição relativa de populações estrangeiras para a manutenção das populações nacionais é desconhecida, sabendo-se apenas que a população do Brasil não sofre declínio devido a modificações ocorridas em populações estrangeiras.

Informações sobre abundância populacional: Brasil: 0,8-1,2 grupos/km² em um fragmento de 820 ha no Acre (Rehg 2007); 1,35-1,64 grupos/10 km percorridos na RESEX do Cazumbá-Iracema, Acre (Oliveira 2012); 0,09 grupos/10 km percorridos no Acre (Botelho et al. 2012); 5,5 ind/km² na Floresta Estadual do Antimary, Acre (Calouro 2005)
Bolívia: 0,29 grupos/km² (Izawa & Yoneda 1981); 0,25 grupos/km² (Pook & Pook 1981); 9,6 ind/km² (Cameron et al. 1989); 6,1 ind/km²; e 37 ind/km² na região noroeste (Porter 2007).

Tendência populacional: Em declínio

Callimico goeldii ocorre em floresta com presença de manchas de bambus e nos Varillales (floresta sobre areia branca, altamente oligotrófica, sem potencial agrícola, escassos, dispersos, de pequena superfície, grande fragilidade e alto endemismo). Existem alguns habitats chaves para o táxon, tais como borda de floresta, floresta com manchas de bambus e fragmentos de florestas secundárias onde crescem determinadas espécies de fungos consumidos por C. goeldii (Cornejo 2008; Rehg 2010). No Acre, foram observadas associações sazonais de Callimico com Saguinus labiatus e Saguinus weddelli, variando conforme a disponibilidade de frutos (Rehg 2006, 2010). Izawa (1979), Buchanan-Smith (1991), e Ferrari et al. (1999) indicam que a espécie é especialista em habitat, neste caso, florestas com bambus e florestas secundárias, pois passa mais tempo no sub-bosque e em áreas de vegetação densa. Não se sabe se é um táxon restrito a habitats primários, assim estudos são necessários para se avaliar a tolerância desta espécie a habitats perturbados (Porter 2007). A área de vida do táxon foi estimada em 59 ha no Acre, Brasil (Rehg 2007), 114 ha no Departamento Pando, Bolívia (Porter 2007; Porter et al. 2007), e 150 ha no noroeste da Bolívia (Porter & Garber 2008).

As principais ameaças identificadas para o táxon foram: pecuária, desmatamento, aumento da matriz rodoviária e redução de habitat. O táxon é afetado pelo impacto de rodovias pavimentadas e supressão do habitat.
A espécie está listada no Apêndice II da CITES.

Acre: PARNA Serra do Divisor (837.555,19ha) (Rylands & Bernardes 1989; Calouro 1999; Lopes & Rehg 2003), ESEC Rio Acre (79.093,73ha) (Rylands & Bernardes 1989; Calouro 2006), PE do Chandless (69.3970,4ha) (Calouro 2008), TI Campinas/ Katukina (187.400ha) (Calouro 2007), Floresta Estadual do Antimary (57.629ha) (Calouro 2005), RESEX do Cazumbá-Iracema (750,794.70ha) (Oliveira 2012), Parque Ambiental Chico Mendes (57 ha) (Carmo et al. 2009), Reserva Florestal Humaitá (2.000ha) (Botelho et al. 2012), Fazenda Experimental Catuaba (820ha) (Rehg 2007, 2010).
Rondônia: ESEC Estadual Antônio Mujica Nava (18.281ha) (M. Messias, comunicação pessoal).
Amazonas: FLONA Purus (256.121,13ha) (ICMBio 2011).

Além disto, a espécie está presente em Unidades de Conservação em outros países: Colômbia: Parque Nacional Natural Amacayacu (293.000ha), que pertence à área de distribuição prevista da espécie (Defler 1994, 2003, 2004); Parque Nacional Natural Cahuinarí (575.500ha) pertence à área de distribuição prevista da espécie (Defler 2003, 2004); Parque Nacional Natural La Paya (442.000ha) (INDERENA 1989; Palanco-Ochoa et al. 1999) pertence a área de distribuição prevista da espécie (Defler 2003, 2004).
Peru: Parque Nacional Manu (Terborgh 1983).

Biologia reprodutiva: Projeto de Pesquisa “Caracterização e criopreservação do sêmen de Primatas Neotropicais”, UNIP/USP (Arakaki et al. 2011; Valle et al. 2013).
Arakaki, P.R.; Carvalho, F.M.; Castro, P.H.G.; Muniz, J.A.P.C. & Valle, R.R. 2011. Collection and analysis of semen from Goeldi's monkey (Callimico goeldii). In: Proceedings of the American Association of Zoo Veterinarians Conference, 2011. Kansas City, Missouri, USA. Kansas City: AAZV. pp. 14-15.

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Citação:
Valle, R. R.; Calouro, A. M. 2015. Avaliação do Risco de Extinção de Callimico goeldii (Thomas, 1904) no Brasil. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira.  ICMBio.http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7197-mamiferos-callimico-goeldii-sagui-de-goeldi.html

Oficina de Avaliação do Estado de Conservação de Primatas Brasileiros.
Data de realização: 30 de julho a 03 de agosto de 2012.
Local: Iperó, SP.

Avaliadores:
Alcides Pissinatti, Amely B. Martins, André C. Alonso, André de A. Cunha, André Hirsch, André L. Ravetta, Anthony B. Rylands, Armando M. Calouro, Carlos E. Guidorizzi, Christoph Knogge, Fabiano R. de Melo, Fábio Röhe, Fernanda P. Paim, Fernando de C. Passos, Gabriela Ludwig, Gustavo R. Canale, Ítalo Mourthé, Jean P. Boubli, Jessica W. Lynch Alfaro, João M. D. Miranda, José Rímoli, Júlio C. Bicca-Marques, Leandro Jerusalinsky, Leandro S. Moreira, Leonardo G. Neves, Leonardo de C. Oliveira, Líliam P. Pinto, Liza M. Veiga, Maria Adélia B. de Oliveira, Marcos de S. Fialho, Mariluce R. Messias, Mônica M. Valença-Montenegro, Rosana J. Subirá, Renata B. Azevedo, Rodrigo C. Printes, Waldney P. Martins, Wilson R. Spironello.

Colaboradores:
Amely B. Martins (Ponto Focal), André C. Alonso (Apoio), Camila C. Muniz (Apoio), Carlos E. Guidorizzi (Facilitador), Emanuella F. Moura (Apoio), Fabiano R. de Melo (Coordenador de táxon), Gerson Buss (Apoio), Liza M. Veiga (Coordenador de táxon), Marcos de S. Fialho (Coordenador de táxon), Mariluce Messias, Rosana J. Subirá (Facilitadora), Taissa Régis (Apoio), Werner L. F. Gonçalves (Apoio).

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