Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Fauna Brasileira > Fauna Brasileira > Espécies Ameaçadas - Lista 2014 > Répteis - Mesoclemmys hogei - Cágado-de-hogei
Início do conteúdo da página

Répteis - Mesoclemmys hogei - Cágado-de-hogei

AVALIAÇÃO DO RISCO DE EXTINÇÃO DE MESOCLEMMYS HOGEI (MERTENS, 1967) NO BRASIL.

Richard Carl Vogt1, Camila Kurzmann Fagundes2, Yeda Soares de Lucena Bataus2, Rafael Antônio Machado Balestra2, Flávia Reina de Queiroz Batista2, Vívian Mara Uhlig2, Adriano Lima Silveira3, Alex Bager4, Alexandre Milaré Batistella5, Franco Leandro de Souza6, Gláucia Moreira Drummond7, Isaías José dos Reis2, Rafael Bernhard1, Sônia Helena Santesso Teixeira de Mendonça2, Vera Lúcia Ferreira Luz2.


1Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
2Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
3Museu Nacional - Universidade Federal do Rio de Janeiro - MN/UFRJ
4Universidade Tecnológica Federal de Lavras - UFLA
5Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso
6Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS
7Fundação Biodiversitas

Vogt, R. C.; Fagundes, C. K.; Bataus, Y. S. L.; Balestra, R. A. M.; Batista, F. R. W.; Uhlig, V. M.; Silveira, A. L.; Bager, A.; Batistella, A. M.; Souza, F. L.; Drummond, G. M.; Reis, I. J.; Bernhard, R.; Mendonça, S. h. S. T.; Luz, V. L. F. 2015. Avaliação do Risco de Extinção de Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967) no Brasil. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7385-repteis-mesoclemmys-hogei-cagado-de-hogei-2.html

Mesoclemmys hogei site Mesoclemmys hogei site
Foto: Bruno Tinti
Elaboração: NGeo - RAN/ICMBio


Ordem: Testudines
Família: Chelidae

Nomes comuns: Cágado-de-hogei, cágado-do-Paraíba, cágado (Almeida et al. 2007), cágado-de-hoge, cágado-do-Paraíba-do-Sul, Hoge's side-neckd turtle (Uétz 2014).

Sinonímias: Phrynops hogei, Ranacephala hogei (Uétz 2014).

Notas taxonômicas: Não há.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Criticamente em perigo (CR) A4bc.

Justificativa:Mesoclemmys hogei é endêmica do Brasil, ocorre no bioma Mata Atlântica, na bacia do rio Paraíba do Sul, nos estados do Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais, até o rio Itapemirim, nas regiões costeiras do estado do Espírito Santo. Sua extensão de ocorrência calculada é de 32.012,32 km2. O estado de conservação foi definido a partir do conhecimento acumulado sobre a espécie no rio Carangola, Minas Gerais. Nessa sub-bacia, houve redução da área de ocupação da espécie, passando de aproximadamente 40 km para 15 km de extensão linear (c). Estimativas da tendência populacional entre 1992-2010 indicam que esta subpopulação sofreu acentuada redução populacional, em média, 16,2% ao ano (A4). Nenhuma ação de conservação foi implementada, de modo que essa tendência deve ser mantida, o que gera a previsão de que, em aproximadamente sete anos, a subpopulação do cágado-de-hogei esteja localmente extinta. Apesar dos estudos sobre a espécie serem escassos, na maior parte da sua área de distribuição, suspeita-se que a situação observada no rio Carangola (b) se estenda para toda população da espécie na bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul, que é considerada uma das mais degradadas no Brasil, devido, especialmente, ao desmatamento, forte expansão demográfica e ao intenso, diversificado e desordenado desenvolvimento econômico ocorrido no último século. Deste modo, pode-se estimar que a redução da população como um todo chegue a 80% num futuro próximo. Por essas razões, Mesoclemmys hogei foi categorizada como Criticamente em perigo (CR) pelo critério A4bc.

Histórico das avaliações nacionais anteriores, mais recentes: Em perigo (EN) - B1ab(iii) (Machado 2005).

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Informações recentes melhores e mais confiáveis.

Avaliações em outras escalas:
Internacional: Avaliada como Vulnerável (VU) - B1+2c pela União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) (Tortoise & Freshwater Turtle Specialist Group 1996).
Listas estaduais: Rio de Janeiro - Vulnerável (VU) (Bergallo et al. 2000); Espírito Santo - Em perigo (EN) - B2a (iii) (Almeida et al. 2007); Minas Gerais - Em perigo (EN) - B2ab(iii) (Estado de Minas Gerais 2010).


Mesoclemmys hogei é endêmica do Brasil, ocorre no bioma Mata Atlântica, na bacia do rio Paraíba do Sul, no estado do Rio de Janeiro (RJ) e sul de Minas Gerais (MG), até o rio Itapemirim, nas regiões costeiras do estado do Espírito Santo (Moreira 2002). Não ocorre no estado de São Paulo, sendo que Mertens (1967) (apud Mittermeier et al. 1980, Rhodin et al. 1982, Drummond & Coutinho 2009) possivelmente incorreu em erro ao determinar a localidade-tipo como sendo o rio Pequena, no sudoeste do estado de São Paulo. Sua extensão de ocorrência calculada é de 32.012,32 km2, via mínimo polígono convexo, a partir dos pontos de registro da espécie, não considerando o registro em São Paulo. Houve redução da área de ocupação da espécie no rio Carangola (MG), passando de aproximadamente 40 km para 15 km de extensão linear. Suspeita-se que o mesmo esteja ocorrendo no restante da bacia do rio Paraíba do Sul (Gláucia Moreira Drummond, comunicação pessoal, 2010). Segundo Moreira (2002), há um registro pontual da espécie na área do aproveitamento hidrelétrico da represa de Funil, entre Itatiaia e Rezende (RJ). Porém, a partir desse registro não houve qualquer esforço de conhecimento sobre a situação da espécie no local.

Desde a sua descrição, em 1967, poucos são os estudos sobre a espécie. Resultados dos estudos sobre a estrutura populacional de M. hogei no rio Carangola (MG), entre os anos 2000 e 2002, indicaram uma maior proporção de adultos (cc >25 cm) que jovens (Moreira 2002). Hoje, a proporção de indivíduos jovens na população parece ser ainda menor (Gláucia Moreira Drummond, comunicação pessoal, 2010).
Estimativas da tendência populacional, por meio da comparação do sucesso de captura no intervalo de 18 anos, indicam que a população do cágado-de-hogei, no médio rio Carangola, diminuiu, em media, 16,2% ao ano. Deste modo, se mantida esta tendência, e se nenhuma ação de recuperação da espécie for implementada, a previsão é de que em aproximadamente sete anos a população do cágado-de-hogei esteja localmente extinta (Drummond et al. 2010). Desse modo, pode-se estimar que a redução da população, como um todo, chegue a 80%, num futuro próximo.

Os registros de indivíduos adultos de M. hogei se associam às calhas principais dos rios, ao passo que filhotes recém-nascidos parecem ocupar tributários menores (Gláucia Moreira, comunicação pessoal, 2010). A espécie apresenta fidelidade à área de uso, sendo também sedentária (Gláucia Moreira Drummond, observação pessoal, 2010). Habitam preferencialmente locais de remanso próximos às corredeiras. Análises do conteúdo estomacal de adultos de M. hogei revelaram a predominância de frutos de figueira, Ficus obtusiuscula, espécie arbórea comum nas margens do rio Carangola, por exemplo (Drummond et al. 2010). M. hogei parece apresentar ciclo reprodutivo anual e o período de desova corresponde ao final dos meses chuvosos e início da estação seca, de março a abril (Moreira 2002). O tamanho médio da ninhada é de 06 ovos (5-7). Há evidências de que a eclosão dos ovos coincide com o início do período chuvoso. Não há informação sobre os locais de postura, bem como sobre a estrutura dos ninhos. Faltam estudos em relação aos mecanismos de determinação sexual (Ferreira Junior 2009).

O fato de M. hogei ter sua distribuição associada à bacia do rio Paraíba do Sul, constitui o principal risco à sobrevivência da espécie, pois esta bacia está entre as mais degradadas de todo o país, devido, especialmente, ao desmatamento, forte expansão demográfica e ao intenso, diversificado e desordenado desenvolvimento econômico ocorrido no último século. Deve-se ainda, mencionar que estão sendo planejados empreendimentos hidrelétricos no médio-baixo Paraíba do Sul, abrangendo locais onde a espécie foi registrada. Os estudos realizados para o licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica (UHE) Itaocara (RJ) indicam a ocorrência da espécie no trecho em que o reservatório da usina será formado (Drummond & Coutinho 2009). Acredita-se que a mudança no regime hídrico do rio irá afetar negativamente as supopulações do cágado-de-hogei ali estabelecidas. Quanto ao uso, sabe-se que, ocasionalmente, são consumidos por pescadores amadores locais (Gláucia Moreira Drummond, observação pessoal, 2010).

Como parte do processo de licenciamento ambiental da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Carangola (MG), existe a proposição da criação de uma unidade de conservação em local com remanescentes florestais que correspondem às áreas com maior índice populacional da espécie na bacia do rio Carangola (Drummond et al. 2009). M. hogei é uma das espécies-alvo dos Planos de Ação Nacional para a Conservação das Espécies Aquáticas Ameaçadas de Extinção da Bacia do Rio Paraíba do Sul (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) (Brasil 2010,2012) e do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna do Sudeste da Mata Atlântica, cuja aprovação está prevista para o final de 2014 (Vivian Uhlig, comunicação pessoal, 2014). O Projeto de Conservação do Cágado-do-Paraíba, fruto da parceria entre o Projeto Piabanha, a Fundação Biodiversitas e o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios- RAN/ICMBio, vem desenvolvendo estudos para ampliar o conhecimento sobre a espécie no rio Paraíba do Sul, em especial no trecho correspondente ao domínio das Ilhas Fluviais da bacia (Yeda Soares de Lucena Bataus, comunicação pessoal, 2010).

Desconhecido

• Tornar obrigatório, nos processos de licenciamento ambiental, a realização de estudos específicos sobre M. hogei em toda a sua área de distribuição na bacia do rio Paraíba do Sul;
• Implantar estudos e monitoramento populacionais de longo prazo sobre a espécie;
• Implantar, de modo urgente, um programa de conservação ex-situ, com vistas às futuras reintroduções da espécie na natureza; e
• Recuperar e conservar os hábitats da espécie.

Almeida, A. P.; Gasparini, J. L.; Abe, A. S.; Argôlo, A. J. S.; Baptistotte, C.; Fernandes, R.; Rocha, C. F D. & Van Sluys, M.. 2007. Os répteis ameaçados de extinção no Estado do Espírito Santo. (Capítulo 5). Pp. 65-84. In: Passamani, M. & Mendes, S. L. 2007. Espécies da fauna ameaçadas de extinção no estado do Espírito Santo. Vitória: Instituto de Pesquisas da Mata Atlântica. 140p.

Bergallo, H.G., Rocha, C.F.D., Alves, M.A.S. & Sluys, M. 2000. A fauna ameaçada de extinção do Estado do Rio de janeiro. EDUERJ.168p.

Brasil, 2010. Portaria nº 131, de 14 de dezembro de 2010. Diário Oficial da União. Edição n° , Seção 1, 17 de dezembro de 2010.

Brasil, 2012. Portaria nº 107, de 11 de outubro de 2012. Diário Oficial da União. Edição n° , Seção 1, 15 de novembro de 2012.

Drummond. G.M. & Coutinho, M.E. 2009. Investigação da ocorrência do cágado Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967) (Testudines: Chelidae) na bacia do rio Paraíba da área do futuro reservatório da UHE Itaocara, Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Relatório Técnico Final. Ecology Brasil. 86p.

Drummond, G.M.; Coutinho, M.E.; Cosenza, B.; Oliveira, A.F. de; Tinti, B.V.; Soeiro, I.A.R. & Silva, R.L. de. 2009. Monitoramento do cágado-de-hogei (Phrynops hogei) no Médio Rio Carangola, Minas Gerais. Relatório técnico. IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis). 43p.

Drummond, G.M.; Tinti, V.; Silva, R.; Cosensa, B. & Coutinho, M. 2010. Biologia aplicada à conservação do cágado-de-hogei, Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967) na bacia do rio Carangola, Minas Gerais. 23-15. In: II Seminário de Pesquisa e Iniciação Científica do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade: Biodiversidade e Economia. Anais do... ICMBio. 111p.

Estado de Minas Gerais, 2010. Deliberação Normativa COPAM Nº. 147, de 30 de Abril de 2010. Lista de Fauna Ameaçada de Minas Gerais.

Ferreira Júnior, P.D. 2009. Aspectos Ecológicos da Determinação Sexual em Tartarugas. Acta Amazônica, 39(1):139 -154.

Machado, A. B. M. 2005. Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção: incluindo as espécies quase ameaçadas e deficientes em dados. [S.l.]: Fundação Biodiversitas. 157p.

Mittermeier, R.A.; Medem, F. & Rhodin, A.G.J. 1980. Vernacular names of South American turtles. Soc. Stud. Amph. Rept. Herpetol. Circ., 1: 1-44.

Moreira, G.M. 2002. Distribuição, status populacional e conservação do cágado Phrynops hogei (Mertens, 1967) (Tetudines Chelidae) no Rio Carangola. Dissertação (Mestrado em Biologia da Conservação). Universidade Federal de Minas Gerais. 112p.

Rhodin, A.G.J.; Mittermeier, R.A. & Rocha-e-Silva, R. 1982. Distribution and taxonomic status of Phrynops hogei, a rare chelid turtle from Southeastern Brazil. Copeia, 1982(1):179-181.

Tortoise & Freshwater Turtle Specialist Group 1996. Mesoclemmys hogei. The IUCN Red List of Threatened Species 1996. <http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.1996.RLTS.T17081A6797504.en>. (Acesso em: 10/08/2010).

Uétz, P. 2014. Mesoclemmys hogei. Reptile Database. http://reptile-database.reptarium.cz/species?genus= Mesoclemmys & hogei = maximiliani. Acesso em: 8/12/2014.

Oficina de Avaliação do Estado de Conservação de Quelônios Continentais Brasileiros
Local e Data de realização: Goiânia-GO, de 8 a 11 de setembro de 2010.

Facilitador: Alessandro Santana dos Santos (Fundação Pró-Tamar).

Avaliadores: Richard Carl Vogt (INPA), Gláucia Moreira Drummond (Fundação Biodiversitas), Alex Bager (UFLA), Adriano Lima Silveira (UFRJ), Alexandre Milaré Batistella (SEMA/MT), Rafael Bernhard (INPA), Franco Leandro de Souza (UFMS), Isaías José dos Reis (RAN/ICMBio),Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio), Rafael Antônio Machado Balestra (RAN/ICMBio), Vera Lúcia Ferreira Luz (RAN/ICMBio), e Sônia Helena Santesso Teixeira de Mendonça (RAN/ICMBio).

Colaborador(es): Bruno de Oliveira Ferronato (USP).

Apoio:
Camila Kurzmann Fagundes (consultora, RAN/ICMBio), Rafael Antônio Machado Balestra (RAN/ICMBio), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio), Flávia Regina Batista Queiroz (RAN/ICMBio), Richard Carl Vogt (INPA).

  _cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
Fim do conteúdo da página