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Répteis - Hydromedusa maximiliani - Cágado-da-serra

AVALIAÇÃO DO RISCO DE EXTINÇÃO DE Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)  NO BRASIL.

Richard Carl Vogt1, Camila Kurzmann Fagundes2, Yeda Soares de Lucena Bataus2, Rafael Antônio Machado Balestra2, Flávia Reina de Queiroz Batista2, Vívian Mara Uhlig2, Adriano Lima Silveira3, Alex Bager4, Alexandre Milaré Batistella5, Franco Leandro de Souza6, Gláucia Moreira Drummond7, Isaías José dos Reis2, Rafael Bernhard1, Sônia Helena Santesso Teixeira de Mendonça2, Vera Lúcia Ferreira Luz2.


1Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
2Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
3Museu Nacional - Universidade Federal do Rio de Janeiro - MN/UFRJ
4Universidade Tecnológica Federal de Lavras - UFLA
5Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso
6Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS
7Fundação Biodiversitas

Vogt, R. C.; Fagundes, C. K.; Bataus, Y. S. L.; Balestra, R. A. M.; Batista, F. R. W.; Uhlig, V. M.; Silveira, A. L.; Bager, A.; Batistella, A. M.; Souza, F. L.; Drummond, G. M.; Reis, I. J.; Bernhard, R.; Mendonça, S. h. S. T.; Luz, V. L. F. 2015. Avaliação do Risco de Extinção de Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)  no Brasil. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7403-repteis-hydromedusa-maximiliani-cagado-da-serra.html

 Hydromedusa maximiliani 2site  Hydromedusa maximiliani site
Foto: Adriano Silveira
Elaboração: NGeo -RAN/ICMBio

Ordem: Testudines
Família: Chelidae

Nomes comuns:  Cágado (Almeida et al. 2007), Cágado-da-serra, Cágado-pescoço-de-cobra, Maximilian´s snake-necked turtle (Uétz 2014), Brazilian snake-necked turtle

Sinonímias: Chelodina flavilabris, Emys maximiliani, Hydromedusa depressa, Hydromedusa subdepressa e Hydromedusa bankae, Chelomedusa flavilabis e  Hydromedusa flavilabis (Uétz 2014).

Notas taxonômicas:  Em uma análise filogeográfica foram distinguidos dois grandes grupos geográficos de H. maximiliani, uma subpopulação oriental (estado de São Paulo) e uma ocidental (estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais), as quais constituem unidades de significância evolutiva (Souza et al. 2003). Entretanto, ambas as subpopulações continuam reconhecidas como um único táxon.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Dados insuficientes (DD).

Justificativa: Hydromedusa maximiliani é endêmica do Brasil e do bioma Mata Atlântica. Possui extensão de ocorrência calculada de 471.747,80 km². Sua distribuição abrange as bacias hidrográficas mais meridionais da região Atlântico Leste, porção setentrional da região Atlântico Sudeste, leste da bacia do rio Paraná e alto rio São Francisco. Ocorrendo nas regiões montanhosas da costa leste e sudeste do país, incluindo os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e sul da Bahia. Sua distribuição abrange as bacias hidrográficas mais meridionais da região Atlântico Leste, porção setentrional da região Atlântico Sudeste, leste da bacia do rio Paraná e alto rio São Francisco. A espécie está associada a ambientes específicos, riachos com mata conservada que, em grande parte, encontram-se alterados por ação antrópica. A espécie é de raro encontro na maior parte de sua área de distribuição. Essa área é muito povoada e industrializada, sofrendo declínio contínuo de extensão e qualidade de hábitat, associados ao desmatamento e a poluição dos ambientes. Todavia, não há informação sobre a taxa da redução populacional, que possibilite uma avaliação mais apropriada à espécie. Por isso, Hydromedusa maximiliani foi categorizada como Dados insuficientes (DD).

Histórico das avaliações nacionais anteriores, mais recentes:  Quase ameaçada (NT) (Machado 2005).

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Aplicação mais adequada do método.

Avaliações em outras escalas:
Internacional:  A espécie foi avaliada como Vulnerável (VU) - B1+2cd pela União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) (Tortoise & Freshwater Turtle Specialist Group 1996).
Listas estaduais: Na Lista da fauma ameaçada do estado de Minas Gerais, a espécie foi avaliada como vulnerável (VU) - B2ab(iii) (Estado de Minas Gerais 2010) e na Lista de espécies ameaçadas do EStado do espírito Santo, a aespécie foi avaliada como Vulnerável (VU)B2a (Almeida et al. 2007).


Hydromedusa maximiliani é endêmica do Brasil e da Mata Atlântica, ocorrendo nas regiões montanhosas da costa leste e sudeste do país, incluindo os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e sul da Bahia (Argôlo & Freitas 2002, Chagas & Raposo-Filho 1999, Drummond 1998, Iverson 1992, Luederwaldt 1926, Novelli & Sousa 2006, 2007, Salles & Silva-Soares 2010, Sazima 2001, Souza & Martins 2009, Souza et al. 2003). Os registros mais interioranos de H. maximiliani são no sul da Cadeia do Espinhaço (área ecótone com o Cerrado) e no vale do rio Doce em Minas Gerais (Drumond 1998, Iverson 1992). A espécie também pode ser encontrada em riachos na baixada litorânea e há registros em ilhas oceânicas (p. ex. Ilha Grande - RJ e Ilha Bela - SP) (Souza & Martins 2009), provavelmente trata-se de introdução.
Sua distribuição abrange as bacias hidrográficas mais meridionais da região Atlântico Leste, porção setentrional da região Atlântico Sudeste, leste da bacia do rio Paraná e alto rio São Francisco.
O polígono de sua distribuição é amplo, abrangendo cinco estados brasileiros, e sua extensão de ocorrência calculada é de 471.747,80 km², por meio do mínimo polígono convexo a partir dos pontos de registro.

De modo geral, H. maximiliani é de raro encontro na natureza em grande parte de sua distribuição geográfica, como, por exemplo, em remanescentes de Mata Atlântica de Minas Gerais (Adriano Lima Silveira, Alex Bager e Gláucia Moreira Drummond, comunicação pessoal, 2010). Mas, em algumas localidades, como no Parque Estadual Carlos Botelho (SP), a espécie pode ser abundante (Famelli 2009, Guix et al. 1992, Martins 2006, Souza 1995a, 1995b, Souza & Abe 1995, Souza & Abe 1997a, Souza & Abe 1997b, Souza & Abe 1998, Souza & Martins 2009, Souza et al. 2003).  No Parque Carlos Botelho a população apresenta sinais de incremento (Martins & Souza 2009). Todavia, não há estudos dessa natureza para outras subpopulações da espécie.

H. maximiliani é restrito aos riachos de corredeira, arenosos e rochosos e com águas claras, normalmente com pequenas cachoeiras (Souza 2005). Sua atividade é fortemente influenciada pelo regime de chuvas e pela temperatura. No sul do Estado de São Paulo, a espécie apresenta maior atividade de setembro a janeiro, período no qual as chuvas são mais frequentes, enquanto que de maio a agosto, quando ocorre menor temperatura e estiagem, a atividade da espécie diminui (Souza 1995a, Souza & Abe 1997a). A espécie é encontrada tipicamente em riachos com margem coberta por floresta conservada e em drenagens costeiras (Argôlo & Freitas 2002, Iverson 1992, Souza 2005, Souza & Martins 2009, Adriano Lima Silveira, comunicação pessoal, 2010).
H. maximiliani é um cágado de menor porte, com comprimento linear médio da carapaça variando de 100-200 mm, sendo os machos maiores que as fêmeas (Souza & Martins 2009). A idade de maturação sexual em fêmeas varia entre 09 a 15 anos (Famelli 2009, Martins & Souza 2008). Já para machos, a idade média é de 14 anos (Famelli 2009, Martins & Souza 2008). A longevidade da espécie pode atingir os 100 anos (Martins & Souza 2008, Famelli 2009).
A espécie nidifica de setembro a janeiro (Martins & Souza 2008) e seu período reprodutivo está associado à estação quente e chuvosa (Famelli 2009). De acordo com Guix et al. (1992), as fêmeas de H. maximiliani devem realizar a postura em locais não muito próximos das margens dos riachos, fora da área de inundação periódica. No entanto, esse aspecto merece melhores investigações (Famelli 2009).
Um estudo realizado no Parque Estadual Carlos Botelho (SP) sugere que a espécie produza apenas uma ninhada por estação reprodutiva (Famelli 2009). Há registros de ninhadas de H. maximiliani com 01 a 03 ovos (Guix et al. 1992, Yamashita 1990). O período de incubação estimado é de 250 a 300 dias (Famelli 2009, Souza et al. 2006). Os filhotes são encontrados no início de setembro a janeiro, coincidindo com o início das chuvas em certas partes de sua distribuição (Souza & Martins 2009).

A principal ameaça à espécie é a perda de hábitat em decorrência do desmatamento das margens dos rios, o assoreamento do leito, poluição e envenenamento decorrente do despejo de lixo industrial e doméstico e de produtos agroquímicos (Rodrigues 2005). Mas a magnitude destas ameaças sobre as populações de H. maximiliani ainda é pouco conhecida.
Em um estudo realizado no Parque Estadual Carlos Botelho (SP) foi possível constatar que a desconexão e redução de hábitat e o desmatamento são as ameaças de maior influência na população de H. maximiliani (Famelli 2009). Estes impactos alteram os eventos de migrações e deslocamentos terrestres, possibilitando assim a colonização de outras áreas (Souza et al. 2002a,b).
A Mata Atlântica vem sofrendo contínuo processo de desflorestamento. Entre 2008 a 2010, 9,60% (21.190 ha) dos remanescentes foram desmatados nos estados onde H. maximiliani ocorre (Fundação SOS Mata Atlântica e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais 2011). Esse índice alarmante de desflorestamento constitui forte ameaça de perda e fragmentação de hábitat para a espécie.
Ocasionalmente H. maximiliani é criada como animal de estimação. Espécimes podem ser fortuitamente encontrados sendo vendidos de forma ilegal em feiras livres na região metropolitana do Rio de Janeiro (Adriano Lima Silveira, comunicação pessoal, 2010).

Ações de conservação voltadas especificamente para H. maximiliani são inexistentes. Segundo Paglia et al. (2004) somente 2,3% da área de distribuição conhecida para H. maximiliani está em áreas protegidas, sendo necessária a criação de novas unidades de conservação que abranjam áreas de ocorrência da espécie. Esta ação torna-se prioritária nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, onde a espécie é, atualmente, considerada ameaçada de extinção, na categoria Vulnerável (Estado de Minas Gerais 2010, Passamani & Mendes 2007).

Parque Estadual do Itacolomi (MG), Parque Nacional do Caparaó (MG/ES), Reserva Biológica de Augusto Ruschi (ES), Área de Proteção Ambiental Serra da Mantiqueira (MG/RJ/SP), Parque Estadual de Ilha Grande (RJ), Área de Proteção Ambiental Floresta do Jacarandá (RJ), Área de Proteção Ambiental de Petrópolis (RJ), Área de Proteção Ambiental de Cairuçu (RJ), Reserva Particular do Patrimônio Natural do Sítio Santa Cruz (RJ), Parque Estadual de Carlos Botelho (SP), Parque Estadual Intervales (SP), Parque Estadual Ilha Bela (SP), Parque Estadual Serra do Mar - N. São Sebastião (SP), Parque Estadual Serra do Mar - N. Cubatão (SP) e Área de Proteção Ambiental da Serra do Mar (SP).

No Parque Estadual Carlos Botelho (SP) a população de H. maximiliani vem sendo estudada desde 1995 e, portanto, encontra-se melhor conhecida. Nas demais áreas onde a espécie ocorre há poucos estudos disponíveis e o estado de conservação das populações é desconhecido.
São necessários mais estudos sobre distribuição geográfica e dinâmica e estrutura populacional da espécie nos estados da Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
Recomenda-se a realização de estudos que visem dimensionar os impactos decorrentes das ameaças citadas anteriormente.


Almeida, A. P.; Gasparini, J. L.; Abe, A. S.; Argôlo, A. J. S.; Baptistotte, C.; Fernandes, R.; Rocha, C. F D. & Van Sluys, M.. 2007. Os répteis ameaçados de extinção no Estado do Espírito Santo. (Capítulo 5). Pp. 65-84. In: Passamani, M. & Mendes, S. L. 2007. Espécies da fauna ameaçadas de extinção no estado do Espírito Santo. Vitória: Instituto de Pesquisas da Mata Atlântica. 140p.

Argôlo, A.J.S. & Freitas, M.A. 2002. Geographic distribution. Hydromedusa maximiliani. Herpetological Review, 33: 147.

Chagas, A.C.S. & Raposo Filho, J.R. 1999. Biologia do comportamento de Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1820) (Testudines: Chelidae) na Reserva Biológica Santa Cândida em Juiz de Fora – MG. Bioscience Journal, 15(2): 15-23.

Drummond, G.M. 1998. Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1820). In: Barbosa, A.M.; Cartelle, C. & Fonseca, G.B. (Orgs.). Livro Vermelho das Espécies Ameaçadas de Extinção da Fauna de Minas Gerais. Fundação Biodiversitas. 608p.

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Famelli, S. 2009. Ecologia Reprodutiva e Análise de Viabilidade de uma População do Cágado Hydromedusa maximiliani (Testudines, Chelidae) no Parque Estadual Carlos Botelho, SP. Dissertação (Mestrado em Ecologia Aplicada). Universidade de São Paulo, Escola Superior de Agricultura ´Luiz de Queiroz´. 114p.

Fundação SOS Mata Atlântica e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. 2011. Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica Período 2008-2010. Fundação SOS Mata Atlântica e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. 122p.

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Iverson, J.B. 1992. A Revised Checklist with Distribution Maps of the Turtles of the World. Privately Printed. 363p.

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Novelli, I.A. & Souza, B.M. 2007. Análise descritiva do comportamento de corte e cópula de Hydromedusa maximiliani (Mikan 1820) (Testudines, Chelidae) em laboratório. Revista Brasileira de Zoociências, 9: 43-50.

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Yamashita, C. 1990. Natural History Notes. Hydromedusa maximiliani. Ecology. Herpetological Review, 21(1): 19.

Oficina de Avaliação do Estado de Conservação de Quelônios Continentais Brasileiros
Local e Data de realização: Goiânia-GO, de 8 a 11 de setembro de 2010.

Facilitador: Alessandro Santana dos Santos (Fundação Pró-Tamar).

Avaliadores: Richard Carl Vogt (INPA), Gláucia Moreira Drummond (Fundação Biodiversitas), Alex Bager (UFLA), Adriano Lima Silveira (UFRJ), Alexandre Milaré Batistella (SEMA/MT), Rafael Bernhard (INPA), Franco Leandro de Souza (UFMS), Isaías José dos Reis (RAN/ICMBio),Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio), Rafael Antônio Machado Balestra (RAN/ICMBio), Vera Lúcia Ferreira Luz (RAN/ICMBio), e Sônia Helena Santesso Teixeira de Mendonça (RAN/ICMBio).

Colaborador(es): Clóvis de Souza Bujes (UFRGS).

Apoio:
Camila Kurzmann Fagundes (consultora, RAN/ICMBio), Rafael Antônio Machado Balestra (RAN/ICMBio), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio), Flávia Regina Batista Queiroz (RAN/ICMBio), Richard Carl Vogt (INPA).

  _cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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