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Anfíbios - Physalaemus deimaticus

Avaliação do Risco de Extinção de Physalaemus deimaticus (Sazima & Caramaschi, 1988), no Brasil

Célio Fernando Baptista Haddad1, Iberê Farina Machado2, João Gabriel Ribeiro Giovanelli2, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Flávia Regina de Queiroz Batista3, Carlos Alberto Gonçalves da Cruz5, Carlos Eduardo Conte4, Caroline Zank15, Christine Strüsmann6, Clarissa Coimbra Canedo18, Daniel Loebmann19,Débora Leite Silvano8, Fausto Nomura9, Hugo Bonfim de Arruda Pinto3, Ivan Borel Amaral3, João Luiz Rosetti Gasparini10, Luciana Barreto Nascimento17, Márcio Roberto Costa Martins11, Marcelo Felgueiras Napoli16, Marcelo Gordo13, Marinus Steven Hoogmoed20, Mirco Solé Kienle21, Natan Medeiros Maciel9, Paula Hanna Valdujo11, Paulo Christiano de Anchieta Garcia12, Ricardo Jannini Sawaya7, Rodrigo Lingnau22, Rogério Pereira Bastos9 e Ulisses Caramaschi5.


1 Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita - UNESP/Rio Claro
2 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - consultor-PNUD/RAN/ICMBio
3 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4 Universidade Federal do Paraná - UFPR
5 Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro - MN/UFRJ
6 Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT
7 Universidae Federal de São Paulo - UNIFESP/Diadema
8 Universidade Católica de Brasília - UCB
9 Universidade Federal de Goiás - UFG
10 Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
11 Universidade de São Paulo - USP
12 Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
13 Universidade Federal do Amazonas - UFAM
14 Universidade de Brasília - UnB
15 Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
16 Universidade Federal da Bahia - UFBA
17 Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUCMinas
18 Universidade Federal do Rio de Janeiro -UFRJ
19 Universidade Federal do Rio Grande - FURG
20 Museu Paraense Emilio Goeldi - MPEG
21 Universidade Estadual de Santa Cruz -UESC
22 Universidade Tecnológica Federal do Paraná -UTFPR


Haddad, C. F. B., Machado, I. F., Giovanelli, J. G. R., Bataus,  Y. S. L., Uhlig, V. M., Batista, F. R. Q., Cruz, C. A. G., o Conte, C. E., Zank, C., Strüsmann, C., Canedo, C. C., Loebmann, D., Silvano, D. L., Nomura,  F., Pinto,  H. B. A., Amaral, I. B., Gasparini, J. L. R., Nascimento, L. B., Martins, M. R. C., Napoli, M. F., Gordo, M., Hoogmoed, M. S.,  Kienle, M. S., Maciel, N. M., Valdujo, P. H., Garcia, P. C. A., Sawaya, R. J., Lingnau, R., Bastos, R. P. e Caramaschi, U.. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de Physalaemus deimaticus (Sazima & Caramaschi, 1988). Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7660-anfibios-physalaemus-deimaticus.html

   Physalaemus deimaticus
Foto:
Elaboração: NGeo - RAN/ICMBio

Ordem: Anura

Família: Leptodactylidae

Nomes comuns: Jaboticatubas Dwarf Frog (Frost 2011).

Sinonímias: Não há.

Notas taxonômicas: Não há.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Dados insuficientes (DD).

Justificativa: Physalaemus deimaticus é endêmica do Brasil, do bioma Cerrado, apresenta distribuição restrita a Serra do Cipó, no estado de Minas Gerais. A espécie parece ser rara, pois apesar do esforço de captura na localidade-tipo, não se tem encontrado exemplares.  Essa região sofre alteração frequente causada pelo fogo e perturbações resultantes do turismo e de estradas. Embora sua extensão de ocorrência calculada seja de 1.336,13 km2, os dados sobre ameaças, tamanho/estrutura, tendência e distribuição da população, são insuficientes para a aplicação mais adeuada dos critérios. Por isso, Physalaemus deimaticus foi avaliada como Dados insuficientes (DD).

Histórico das avaliações nacionais anteriores, mais recentes: Na Lista da fauna brasileira ameaçada de extinção, a espécie foi avaliada como Dados insuficientes (DD) (Machado 2005).

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Não é o caso.

Avaliações em outras escalas:
Internacional: Na Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (UICN), a espécie foi avaliada como Dados insuficientes (DD) (Caramaschi et al. 2004).
Listas estaduais: Na lista das espécies da fauna ameaçada de extinção do estado de Minas Gerais, a espécie foi avaliada como Dados insuficientes (DD) (Biodiversitas 2007).


Physalaemus deimaticus é endêmica do Brasil, apresenta distribuição restrita à Serra do Cipó, acima de 800 m de altitude, no estado de Minas Gerais (Sazima & Caramaschi 1988, Caramaschi et al. 2003, Nascimento 2005, Oliveira et al., 2009). Sua extensão de ocorrência calculada é de 1.336,13 km2, tomando por base o mínimo polígono convexo formado a partir dos pontos de registro. Entretanto, sua distribuição é pouco conhecida.

A população desta espécie parece ser rara, pois apesar de esforços de captura na localidade tipo (Serra do Cipó), a espécie não tem sido encontrada. A tendência populacional é desconhecida por não existir estudos suficientes para evidenciar uma variação da população.

A espécie ocorre no bioma Cerrado da região sudeste do Brasil, vive em solo rochoso acima de 800m de altitute. Presume-se que a reprodução seja na água (Caramaschi et al. 2004).

Não há informação suficiente sobre sua distribuição, reprodução e exigência ecológicas, portanto, não são conhecidas ameaças que possam levá-la a extinção. Não há informação quanto à utilização desta espécie. No entanto, sabe-se que a região onde ocorre sofre alteração frequente causada pelo fogo e perturbações resultantes do turismo e de estradas, principalmente na localidade-tipo.

A espécie ocorre na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Répteis e Anfíbios Ameaçados de Extinção na Serra do Espinhaço (Brasil 2012).

Área de Proteção Ambiental Morro da Pedreira.

Estudos sobre história de vida e distribuição são necessários para melhor compreeender o estado de conservação da espécie.

Biodiversitas. Revisão das listas das espécies da flora e da fauna ameaçadas de extinção do estado de Minas Gerais. Relatório ed. Belo Horizonte: Fundação Biodiversitas, 2007. v. 3. p. 142.

Brasil. Portaria nº 24, de 17 de fevereiro de 2012. Diário Oficial da União. Edição nº 36, Seção 1, 22 de fevereiro de 2012.

Caramaschi, U.; Feio, R. N.; Guimarães-Neto, A. S. 2003. A New, brightly colored species of Physalaemus (Anura: Leptodactylidae) from Minas Gerais, southeastern Brazil. Herpetologica, v. 59, n. 4, p. 521-526.

Caramaschi, U., Nascimento, L. B. & Silvano, D.. 2004. Physalaemus deimaticus. The IUCN Red List of Threatened Species 2004: e.T57251A11609332. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2004.RLTS.T57251A11609332.en. Acessado em: 04/03/2011.

Frost, D. R. 2011. Amphibian Species of the World: an Online Reference. Version 5.5. Disponível em: <http://research.amnh.org/vz/herpetology/amphibia/>. Acesso em: 04/03/2011.

Machado, A.B.M. 2005. Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção: incluindo as listas das espécies Quase ameaçadas e as Deficientes em dados. Belo Horizonte. Fundação Biodiversitas.

Nascimento L.B., Caramaschi U. & Cruz C.A.G. 2005.Taxonomic review of the species groups of the genus Physalaemus Fitzinger, 1826 with revalidation of the genera Engystomops Jiménez-de-la-Espada, 1872 and Eupemphix Steindachner, 1863 (amphibia, anura, leptodactylidae). Arquivo do Museu  Nacional, Rio de Janeiro, v.63, n.2, p.297-320, abr./jun.

Oliveira, E. F. Tolledo, J.  & Feio, R. N. 2009. Amphibia, Anura, Physalaemus rupestris Caramaschi, Carcerelli and Feio, 1991: Distribution extension and geographic distribution map. Check List, Campinas, 5(4): 815–818, December.

Sazima, I. & Caramaschi, U. 1988. Descrição de Physalaemus deimaticus sp. n., e observações dobre comportamento deimático em P. nattereri (Steindn.)Anura. Revista De Biologia. Lisboa, v. 13, p. 91-101.

II Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Anfíbios no Brasil

Local e Data de realização:
Goiânia-GO, de 6 a 10 de junho de 2011

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)

Avaliadores: Carlos Alberto Gonçalves da Cruz (MN/UFRJ), Carlos Eduardo Conte (UFPR), Caroline Zank (UFRGS), Célio Fernando Baptista Haddad (UNESP), Christine Strüsmann (UFMT), Clarissa Coimbra Canedo (UFRJ), Daniel Loebmann (FURG),  Débora Leite Silvano (UCB), Fausto Nomura (UFG), Hugo Bonfim de Arruda Pinto (RAN/ICMBIO), Ivan Borel Amaral (RAN/ICMBIO),  João Luiz Rosetti Gasparini (UFES), Luciana Barreto Nascimento (PUCMinas), Marcelo Gordo (UFAM), Marcelo Felgueiras Napoli (UFBA), Márcio Roberto Costa Martins (USP), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Mirco Solé Kienle (UESC), Natan Medeiros Maciel (UFG), Paula Hanna Valdujo (USP), Paulo Christiano de Anchieta Garcia (UFMG), Ricardo Jannini Sawaya (UNIFESP), Rodrigo Lingnau (UTFPR), Rogério Pereira Bastos (UFG), Ulisses Caramaschi (MN/UFRJ).

Colaborador(es):

Apoio:
Cíntia Maria Silva Coimbra (RAN/ICMBio), Sônia Helena Santesso Teixeira de Mendonça (RAN/ICMBio), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio), Ilka Barroso D’Avila Ferreira  (estagiária-CIEE/RAN/ICMBio), Iberê Farina Machado (consultor-PNUD/RAN/ICMBio)Vivian Mara Uhlig (RAN/ICMBio), Flávia Regina Queiroz Batista (RAN/ICMBio) e Cleiton José Costa Santos (estagiário-CIEE/RAN/ICMBio)


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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