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Anfíbios - Atretochoana eiselti

Avaliação do Risco de Extinção de Atretochoana eiselti (Taylor, 1968), no Brasil

Célio Fernando Baptista Haddad1, Iberê Farina Machado2, João Gabriel Ribeiro Giovanelli2, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Flávia Regina de Queiroz Batista3, Carlos Alberto Gonçalves da Cruz5, Carlos Eduardo Conte4, Caroline Zank15, Christine Strüsmann6, Clarissa Coimbra Canedo18, Daniel Loebmann19,Débora Leite Silvano8, Fausto Nomura9, Hugo Bonfim de Arruda Pinto3, Ivan Borel Amaral3, João Luiz Rosetti Gasparini10, Luciana Barreto Nascimento17, Márcio Roberto Costa Martins11, Marcelo Felgueiras Napoli16, Marcelo Gordo13, Marinus Steven Hoogmoed20, Mirco Solé Kienle21, Natan Medeiros Maciel9, Paula Hanna Valdujo11, Paulo Christiano de Anchieta Garcia12, Ricardo Jannini Sawaya7, Rodrigo Lingnau22, Rogério Pereira Bastos9 e Ulisses Caramaschi5.


1 Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita - UNESP/Rio Claro
2 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - consultor-PNUD/RAN/ICMBio
3 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4 Universidade Federal do Paraná - UFPR
5 Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro - MN/UFRJ
6 Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT
7 Universidae Federal de São Paulo - UNIFESP/Diadema
8 Universidade Católica de Brasília - UCB
9 Universidade Federal de Goiás - UFG
10 Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
11 Universidade de São Paulo - USP
12 Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
13 Universidade Federal do Amazonas - UFAM
14 Universidade de Brasília - UnB
15 Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
16 Universidade Federal da Bahia - UFBA
17 Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUCMinas
18 Universidade Federal do Rio de Janeiro -UFRJ
19 Universidade Federal do Rio Grande - FURG
20 Museu Paraense Emilio Goeldi - MPEG
21 Universidade Estadual de Santa Cruz -UESC
22 Universidade Tecnológica Federal do Paraná -UTFPR


Haddad, C. F. B., Machado, I. F., Giovanelli, J. G. R., Bataus,  Y. S. L., Uhlig, V. M., Batista, F. R. Q., Cruz, C. A. G., o Conte, C. E., Zank, C., Strüsmann, C., Canedo, C. C., Loebmann, D., Silvano, D. L., Nomura,  F., Pinto,  H. B. A., Amaral, I. B., Gasparini, J. L. R., Nascimento, L. B., Martins, M. R. C., Napoli, M. F., Gordo, M., Hoogmoed, M. S.,  Kienle, M. S., Maciel, N. M., Valdujo, P. H., Garcia, P. C. A., Sawaya, R. J., Lingnau, R., Bastos, R. P. e Caramaschi, U. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de Atretochoana eiselti (Taylor, 1968). Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira, ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7710-anfibios-atretochoana-eiselti.html
   Atretochoana eiselti
Foto:
Elaboração: NGeo - RAN/ICMBio
Ordem: Gymnophiona

Família: Typhlonectidae

Nomes comuns: Eiselt's Caecilian e Atretochoan of Eistelt (Frost 2011).

Sinonímias: Typhlonectes eiselti (Frost 2011).

Notas taxonômicas: Não há.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Dados insuficientes (DD).

Justificativa: Atretochoana eiselti é endêmica do Brasil, ocorre em rios turvos de águas quentes e profundas das terras baixas da bacia amazônica brasileira, com um registro no estado de Rondônia (Cachoeira Santo Antônio, rio Madeira) e dois bem próximos entre si, no estado do Pará (um na Ilha de Mosqueiro e outro na foz do rio Amazonas, na Ilha do Marajó). Apesar de existirem algumas informações sobre o seu hábitat, os dados sobre a sua história de vida, incluindo reprodução, fisiologia (especialmente sua respiração) e morfologia funcional, são insuficientes para uma avaliação adequada sobre sua distribuição, status populacional e ameaças. Por essas razões, Atretochoana eiselti foi categorizada como Dados insuficientes (DD).

Histórico das avaliações nacionais anteriores, mais recentes: Na Lista da fauna brasileira ameaçada de extinção a espécie foi avaliada como Dados Insuficientes (DD) (Machado 2005).
 
Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Não é o caso.

Avaliações em outras escalas:
Internacional: A espécie foi categorizada como Dados insuficientes (DD) pela União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) (Wilkinson et al. 2004).
Listas estaduais: Não há.


Atretochoana eiselti é endêmica do Brasil, conhecida apenas de localidades na bacia amazônica brasileira, bastante distante entre si, e ambas em baixas altitudes: uma próxima à foz do rio Amazonas, com dois registros (um na ilha de Mosqueiro e outro na baía de Marajó, município de Belém, estado do Pará/PA) e outra localidade no rio Madeira (com um registro em Cachoeira Santo Antônio, estado de Rondônia/RO), no canteiro de obras da UHE Santo Antônio, próximo à fronteira entre Brasil e Bolívia (Hoogmoed et al. 2011). Sua extensão de ocorrência calculada, tomando por base o mínimo polígono convexo a partir dos três poucos ponto de registro é de 9.560,72 km2. Para Hoogmoed et al. (2011) a espécie parece ter distribuição ampla na Amazônia brasileira e possivelmente pode ocorrer em outros países, como a Bolívia, no entanto, não há estudo suficiente para afirmar sobre a distribuição da espécie.

A população é conhecida apenas de cinco exemplares e pode ser considerada rara (difícil encontro). A tendência populacional é desconhecida por não existir estudos suficientes para evidenciar uma variação populacional.

É uma espécie aquática, que não habita águas frias, em ambiente de correnteza saturado de oxigênio, a grandes altitudes, como se supunha até agora (Nussbaum & Wilkinson 1995), mas, ao contrário, habita águas quentes e profundas (entre 18 e 55 metros), com temperaturas em torno de 24-30ºC, turvas, com correnteza, nas terras baixas da bacia amazônica brasileira (Hoogmoed et al. 2011). Uma das localidades, Praia de Marahú situada em frente da Ilha de Marajó/PA, apresenta uma faixa de praia relativamente estreita de areia, com extensa área pedregosa e lajes de rocha que afloram na maré baixa. Já na outra localidade, Cachoeira de Santo Antônio, seu hábitat é uma piscina remanescente no ponto mais profundo do leito do rio perto de uma pequena ilha no rio Madeira. O leito naquele ponto consiste de uma queda de rochas nuas desprovidas de qualquer vegetação e tem uma profundidade de 55m (Hoogmoed et al. 2011).

O hábitat da subpopulação no rio Madeira (RO) sofre ameaça iminente devido a previsão de construção de uma série de barragens para hidroeléctricas. O ambiente da subpopulação no estado do Pará, nas imediações da Praia de Marahú sofre forte impacto humano em decorrência do lançamento de todo resíduo não tratado da capital, Belém, fluir a jusante da Ilha de Mosqueiro. Essa ilha é um local de lazer para a população de Belém [1,6 milhões de pessoas] ao longo do ano frequentam as praias desse local. Todavia, não se sabe o efeito desses impactos sobre as subpopulações da espécie.

Não há.

Não há registro.

Faz-se necessário a realização de estudos sobre história de vida, distribuição e sobre o efeito das ameaçadas sobre a espécie.

Frost, D. R. Amphibian Species of the World: an Online Reference. Version 5.5. Disponível em: <http://research.amnh.org/vz/herpetology/amphibia/>. Acesso em: 16/02/2011.

Hoogmoed, M.S.; Maciel, A.O. & Coragem, J.T. 2011. Discovery of the largest lungless tetrapod, Atretochoana eiselti (Taylor, 1968) (Amphibia: Gymnophiona: Typhlonectidae), in its natural habitat in Brazilian Amazonia. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, Ciências Naturais, 6(3): 241-262.

Machado, A.B.M. 2005. Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção: incluindo as listas das espécies Quase ameaçadas e as Deficientes em dados. Belo Horizonte. Fundação Biodiversitas.

Nussbaum, R.A. & Wilkinson, M. 1995. A new genus of lungless tetrapod: a radically divergent caecilian (Amphibia: Gymnophiona). Proceedings of the Royal Society of London. Series B, Biological Sciences, 26(1362): 331-335.

II Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Anfíbios no Brasil

Local e Data de realização:
Goiânia-GO, de 6 a 10 de junho de 2011

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)

Avaliadores: Carlos Alberto Gonçalves da Cruz (MN/UFRJ), Carlos Eduardo Conte (UFPR), Caroline Zank (UFRGS), Célio Fernando Baptista Haddad (UNESP), Christine Strüsmann (UFMT), Clarissa Coimbra Canedo (UFRJ), Daniel Loebmann (FURG),  Débora Leite Silvano (UCB), Fausto Nomura (UFG), Hugo Bonfim de Arruda Pinto (RAN/ICMBIO), Ivan Borel Amaral (RAN/ICMBIO),  João Luiz Rosetti Gasparini (UFES), Luciana Barreto Nascimento (PUCMinas), Marcelo Gordo (UFAM), Marcelo Felgueiras Napoli (UFBA), Márcio Roberto Costa Martins (USP), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Mirco Solé Kienle (UESC), Natan Medeiros Maciel (UFG), Paula Hanna Valdujo (USP), Paulo Christiano de Anchieta Garcia (UFMG), Ricardo Jannini Sawaya (UNIFESP), Rodrigo Lingnau (UTFPR), Rogério Pereira Bastos (UFG), Ulisses Caramaschi (MN/UFRJ).

Colaborador(es):

Apoio:
Cíntia Maria Silva Coimbra (RAN/ICMBio), Sônia Helena Santesso Teixeira de Mendonça (RAN/ICMBio), Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio), Ilka Barroso D’Avila Ferreira  (estagiária-CIEE/RAN/ICMBio), Iberê Farina Machado (consultor-PNUD/RAN/ICMBio)Vivian Mara Uhlig (RAN/ICMBio), Flávia Regina Queiroz Batista (RAN/ICMBio) e Cleiton José Costa Santos (estagiário-CIEE/RAN/ICMBio)


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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