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Répteis - Hydrodynastes melanogigas

AVALIAÇÃO DO RISCO DE EXTINÇÃO DE Hydrodynastes melanogigas Franco, Fernandes & Bentim, 2007, NO BRASIL



Márcio Roberto Costa Martins1, Cristiano de Campos Nogueira2, Bruno Ferreto Fiorillo3, Josué Anderson Rêgo Azevedo3, Yeda Soares de Lucena Bataus4, Vívian Mara Uhlig4, Adriano Lima Silveira5, Ana Lúcia da Costa Prudente6, Antônio Jorge Suzart Argôlo7, Carlos Roberto Abrahão4, Fausto Erritto Barbo2, Gabriel Corrêa Costa8, Gláucia Maria Funk Pontes9, Guarino Rinaldi Colli10, Hussam El Dine Zaher2, Márcio Borges Martins11, Maria Ermelinda do Espírito Santo Oliveira12, Paulo Gustavo Homem Passos13, Renato Silveira Bérnils14, Ricardo Jannini Sawaya15, Sônia Terezinha Zanini Cechin16 e Thaís Barreto Guedes da Costa17.

1. Universidade de São Paulo - USP
2. Museu de Zoologia da Universadade de São Paulo - MZUSP
3. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - bolsista-RAN/ICMBio
4. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
5. Engenharia e Gestão de Projetos Ltda - AMPLO
6. Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG
7. Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC
8. Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN
9. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS
10. Universidade de Brasília - UnB
11. Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
12. Universidade Federal do Amazonas - UFAM
13. Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro - MN/UFRJ
14. Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
15. Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP
16. Universidade Federal de Santa Maria - UFSM
17. Instituto Butantan - IB

Martins, M. R.C, Nogueira, C. C., Fiorillo, B. F., Azevedo, J. A R., Bataus, Y. S. L., Uhlig, V. M.,  Silveira, A. L., Prudente, A. L. C.,  Argôlo, A. J. S., Abrahão, C. R., Barbo, F. E., Costa, G. C., Pontes, G. M. F., Colli, G. R., Zaher, H. D., Martins, M. B., Oliveira, M. E. E. S, Passos, P. G. H., Bérnils, R. S., Sawaya, R. J., Cechin, S. T. Z. & Costa, T. B. G. .2016. Avaliação do Risco de Extinção de Hydrodynastes melanogigas Franco, Fernandes & Bentim, 2007, no Brasil. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7883-repteis-hydrodynastes-melanogigas.html

 Hydrodynastes melanogigas site  Hydrodynastes melanogigas
Foto: Otávio Marques
Elaboração: Azevedo, J.A.R. (UnB) e
Uhlig, M.V. (NGeo/RAN/ICMBio), 2012

Ordem:  Squamata
Família: Dipsadidae

Nomes comuns:  Cobra-d´água grande do Tocantins

Sinonímias: Hydrodynastes gigas (Uetz 2012).

Notas taxonômicas:  Não há.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Em perigo (EN) B1ab(iii)

Justificativa: Hydrodynastes melanogigas é endêmica do Brasil, do bioma Cerrado, trata-se de espécie de hábitos aquáticos, é conhecida de poucos registros ao longo de um trecho de 110 km do rio Tocantins.  Antes e durante o enchimento da barragem da Usina Hidroelétrica (UHE) Luís Eduardo Magalhães, no estado do Tocantins, a espécie era encontrada; após o enchimento da barragem não houve mais registro da espécie. Aparentemente tem distribuição restrita. Sua extensão de ocorrência foi calculada em 942 km2 (B1). É conhecida de uma única localidade (os poucos registros conhecidos estão muito próximos entre si), considerada como uma localização (a) em face de ameaças plausíveis decorrentes de expansão da agricultura e urbanização, causando também, declínio continuado de área e da qualidade do hábitat [b(iii)]. Por essas razões, Hydrodynastes melanogigas foi categorizada como Em perigo (EN), pelo critério B1ab(iii).
  
Histórico das avaliações nacionais anteriores, mais recentes:  Não há.
 
Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Não é o caso.

Avaliações em outras escalas:  Não há.
Listas estaduais:
Listas internacionais:



Hydrodynastes melanogigas é endêmica do Brasil, conhecida de poucos registros ao longo de um trecho de 110 km do rio Tocantins. Esta espécie, aparentemente, tem distribuição restrita, no bioma Cerrado. Sua extensão de ocorrência foi calculada em 942 km2, via soma da área de buffers de 10 km de raio ao redor dos únicos registros conhecidos. Cerca de 59% da área da distribuição (calculada pela soma da área de quadrículas de 6 minutos de lado coincidentes com a extensão de ocorrência) permaneciam como remanescentes de vegetação nativa em 2008.

Não existem informações populacionais para esta espécie. Não há informação sobre coleta de exemplares desta espécie após as amostragens no período de construção da Usina Hidrelétrica - UHE Luís Eduardo Magalhães.

O maior indivíduo possui 2.018 mm de comprimento total (Franco et al. 2007). Ocorre em áreas cuja vegetação predominante é a de Cerrado (Franco et al. 2007).  Esta espécie possui hábitos aquáticos, mas até o momento não existem informações sobre atividade, fecundidade e dieta para esta espécie.

Entre 2003 e 2008, cerca de 6% da vegetação nativa da área de distribuição da espécie foi perdida - usando dados do PMDBBS/2012 (Ibama 2014). Além disso, o enchimento da represa da UHE Luis Eduardo Magalhães, no médio rio Tocantins deve ter afetado diretamente as áreas de ocorrência conhecidas.  As áreas adjacentes são usadas para atividades agrícolas e existe a possibilidade de expansão dessas atividades. Há também crescimento da atividade imobiliária na área. Antes e durante do enchimento da UHE Luis Eduardo Magalhães a espécie foi encontrada; após o enchimento da barragem ela não foi mais encontrada (Pavan 2007, Gabriel Costa, comunicação pessoal, 2012).

Não há.

Área de Proteção Ambiental Serra do Lajeado, Reserva Particular do Patrimônio Natural Sítio Ecológico Monte Santo.

Há necessidade de esforço amostral sistematizado na região e de estudos populacionais.

Franco, F.L., Fernandes, D.S. & Bentim, B.M. 2007. A new species of Hydrodynastes Fitzinger, 1843 from central Brazil (Serpentes: Colubridae: Xenodontinae). Zootaxa, 1613: 57–65.

Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). 2014. Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite (PMDBBS/Ibama 2009). <http://siscom.ibama.gov.br/monitorabiomas/>. (Acesso em: 15/07/2014).

Pavan, D. 2007. Assembléia de Répteis e anfíbios do Cerrado ao longo da Bacia do Rio Tocantins e o impacto do aproveitamento hidrelétrico da região na sua conservação. Tese (Doutorado em Zoologia). Universidade de São Paulo.

Uetz, P. 2012. Hydrodynastes melanogigas. Reptile Databese. http://reptile-tabase.reptarium.cz/species?genus=Philodryas&species=psammophidea. Acesso do em :10/02/2012.

I Oficina de Avaliação do Estado de Conservação das Serpentes no Brasil

Local e Data da Avaliação: Iperó-SP, no período de 23 a 27 de abril de 2012.

Facilitador(es): Marcelo  Fabio  Tognelli (UICN), Carlos Eduardo Guidorizzi de Carvalho (COABIO/ICMBio) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio).

Avaliadores:
Adriano Lima Silveira (AMPLO); Ana Lúcia da Costa Prudente (MPEG); Antônio Jorge Suzart Argôlo (UESC);  Carlos Roberto Abrahão (RAN/ICMBio); Cristiano de Campos Nogueira (MZUSP);  Fausto Erritto Barbo (MZUSP); Gabriel Corrêa Costa (UFRN); Gláucia Maria Funk Pontes (PUCRS); Guarino Rinaldi Colli (UnB); Hussam El Dine Zaher (MZUSP);  Márcio Borges Martins (UFRGS); Márcio Roberto Costa Martins (USP); Maria Ermelinda do Espírito Santo Oliveira (UFAM); Paulo Gustavo Homem Passos (MN/UFRJ); Renato Silveira Bérnils (UFES); Ricardo Jannini Sawaya (UNIFESP);  Sônia Terezinha Zanini Cechin (UFSM); Thaís Barreto Guedes da Costa (Instituto Butantan).

Colaborador(es):

Apoio:

Bruno Ferreto Fiorillo (bolsista, RAN/ICMBio), Cristiano de Campos Nogueira (MZUSP),  Josué Anderson Rêgo Azevedo (bolsista, RAN/ICMBio), Laura Rodrigues Vieira de Alencar (USP), Márcio Roberto Costa Martins (USP), Vívian Mara Uhlig (RAN/ICMBio) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio).


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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