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Anfíbios - Hypsiboas cymbalum

Avaliação do Risco de Extinção de Hypsiboas cymbalum (Bokerman, 1963), no Brasil

Célio Fernando Baptista Haddad1, Magno Vicente Segalla2, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Flávia Regina de Queiroz Batista3, Adrian Garda4, Alexandre de Assis Hudson3, Carlos Alberto Gonçalves da Cruz5, Christine Strüsmann6, Cínthia Aguirre Brasileiro7, Débora Leite Silvano8, Fausto Nomura9, Hugo Bonfim de Arruda Pinto3, Ivan Borel Amaral3, João Luiz Rosetti Gasparini10, Leôncio Pedrosa Lima3, Márcio Roberto Costa Martins11, Marinus Steven Hoogmoed16, Patrick Colombo15, Paula Hanna Valdujo11, Paulo Christiano de Anchieta Garcia12, Renato Neves Feio13, Reuber Albuquerque Brandão14, Rogério Pereira Bastos9 e Ulisses Caramaschi5.


1 Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita - UNESP/Rio Claro
2 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - consultor-PNUD/RAN/ICMBio
3 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4 Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN
5 Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro - MN/UFRJ
6 Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT
7 Universidae Federal de São Paulo - UNIFESP/Diadema
8 Universidade Católica de Brasília - UCB
9 Universidade Federal de Goiás - UFG
10 Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
11 Universidade de São Paulo - USP
12 Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
13 Universidade Tecnológica Federal de Viçosa - UFV
14 Universidade de Brasília - UnB
15 Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS

16 Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG

Haddad, C. F. B., Segalla, M. V., Bataus, Y. S. L., Uhlig, V. M., Batista, F. R. Q., Garda, A., Hudson, A. A., Cruz, C. A. G., Strüsmann, C., Brasileiro, C. A., Silvano, D. L., Nomura, F., Pinto, H. B. A., Amaral, I. B., Gasparini, J. L. R., Lima, L. P., Martins, M. R. C., Hoogmoed, M. S., Colombo, P., Valdujo, P. H., Garcia, P. C. A., Feio, R. N., Brandão, R. A., Bastos, R. P. & Caramaschi, U. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de Hypsiboas cymbalum (Bokerman, 1963). Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio.http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7505-anfibios-hypsiboas-cymbalum.html

   Hypsiboas cymbalum
Foto:
Elaboração: NGeo - RAN/ICMBio

Ordem:  Anura   
Família:  Hylidae

Nomes comuns:  Campo Grande Treefrog (Frost 2010).

Sinonímias: Hyla cymbalum, Boana cymbalum (Frost 2010).

Notas taxonômicas:  Não há.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Criticamente em perigo (CR) A2a; B1ac(iv) – provavelmente extinta

Justificativa: Hypsiboas cymbalum é endêmica do Brasil, habita matas ilhadas nas margens de riachos do bioma Mata Atlântica. É conhecida apenas da localidade-tipo e da série-tipo (a), na Serra de Paranapiacaba, no município de Santo André, estado de São Paulo.  Sua extensão de ocorrência calculada é de 4 km² (B1), sendo que a principal ameaça à espécie é o desmatamento. Embora seja uma espécie de grande porte e com vocalizações de volume alto e muito característica, novos exemplares não são registrados há mais de 50 anos, apesar de dezenas de expedições terem sido realizadas para encontrá-la, por diferentes pesquisadores experientes. Considerando que 10 anos é maior que três gerações da espécie, é possível estimar que houve uma redução extrema da população maior que 80%, sendo que a causa pode não ter cessado (A2a) [c(iv)], existindo, inclusive, a possibilidade de estar extinta. Por essas razões, Hypsiboas cymbalum foi categorizada como Criticamente em Perigo (CR) pelos critérios A2a e B1ac(iv), provavelmente extinta.

Histórico das avaliações nacionais anteriores, mais recentes:
Na Lista da fauna brasileira ameaçada de extinção a espécie foi avaliada como Criticamente em perigo (CR) B2ac(ii) (MMA 2003, Machado et al. 2008).

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior:
Não houve mudança real no estado de conservação do táxon: Criticamente em perigo (CR), apenas houve uma melhor compreensão do método.

Avaliações em outras escalas:
Internacional:  A espécie foi categorizada como Criticamente em perigo (CR) B1ab(iii)+2ab(iii) pela União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) (Garcia & Rodrigues 2004).
Listas estaduais: Na lista Vermelha do estado de São Paulo, a espécie foi avaliada como Em perigo (EN)  B2ab(iv) (Estado de São Paulo 2008).


Hypsiboas cymbalum é endêmica do Brasil, conhecida apenas da localidade-tipo na Serra de Paranapiacaba, município de Santo André, no estado de São Paulo.

Conhecida apenas da série-tipo e nunca mais foi encontrada após a descrição (década de 1960). Acredita-se na possibilidade da espécie estar extinta. Embora seja uma espécie de grande porte e com vocalizações de volume alto e muito características, novos exemplares desta espécie não são registrados há mais de 50 anos, apesar de dezenas de expedições terem sido realizadas para encontrá-la, por diferentes pesquisadores experientes (exemplos: Werner C. A. Bokermann, Adão José Cardoso, Célio F. B. Haddad, Paulo C. A. Garcia, José P. Pombal Jr.). Desta forma, pode-se estimar que houve uma redução extrema da população maior que 80%, considerando-se que 10 anos é maior que três gerações da espécie.

Machos vocalizam a partir de matas ilhadas nas margens de riachos. Encontrada próxima a locais alterados por desmatamento e poluição (Machado et al. 2008).

A região próxima a Cubatão sofreu em tempos recentes com a intensa poluição industrial, que afetou muito a floresta. Além disso, houve perda de área florestal, tanto como decorrência da poluição como por desmatamento ao longo de muitos anos e ainda continua ocorrendo.

O registro da espécie é dentro da área de abrangência do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna da Mata Atlântica do Sudeste, cuja aprovação está prevista para o final de 2014 (Vivian Uhlig, comunicação pessoal, 2014).

Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleos Itutinga-Pilões

Aumento de estudos sobre a distribuição, história natural e da dinâmica populacional da espécie para ratificar a área de extensão de ocorrência da espécie. Elaboração do plano de manejo da Unidade de Conservação e avaliar a sua efetividade com relação à espécie.

Estado de São Paulo, 2008. Decreto Estadual nº 53.494 de 02 de outubro de 2008 do Estado de São Paulo. Declara as Espécies da Fauna Silvestre Ameaçadas, as Quase Ameaçadas, as Colapsadas, Sobre-explotadas, Ameaçadas de Sobre-explotação e com dados insuficientes para avaliação no Estado de São Paulo e dá providências correlatas.

Frost, D. R. 2010. Amphibian Species of the World: an Online Reference. Version 5.5. Disponível em: <http://research.amnh.org/vz/herpetology/amphibia/>. Acesso em: 21/08/2010

Garcia, P. & Rodrigues, M.T. 2004. Hypsiboas cymbalum. The IUCN Red List of Threatened Species 2004. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2004.RLTS.T55461A11300769.en. (Acesso em: 21/08/2010).

Machado, A. B. M.; Drummond, G. M. & Paglia, A. P. 2008. Livro vermelho da fauna brasileira ameaçada de extinção. Belo Horizonte: Ministério do Meio Ambiente, Fundação Biodiversitas, v. IIp. 1420. 

MMA (Ministério do Meio Ambiente), 2003. Instrução Normativa n°03, de 27 de maio de 2003. Lista das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF.

I Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Anfíbios no Brasil

Local e Data de realização:
Goiânia-GO, de 8 a 11 de setembro de 2010.

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP).

Avaliadores: Adrian Garda  (UFRN), Alexandre de Assis Hudson (RAN/ICMBio), Carlos Alberto Gonçalves da Cruz (MN/UFRJ), Célio Fernando Baptista Haddad (UNESP), Christine Strüsmann (UFMT), Cinthia Aguirre Brasileiro (UNIFESP), Débora Leite Silvano (UCB), Fausto Nomura (UFG), Hugo Bonfim de Arruda Pinto (RAN/ICMBio), Ivan Borel Amaral (RAN/ICMBio), João Luiz Rosetti Gasparini (UFES), Leôncio Pedrosa Lima (RAN/ICMBio), Magno Segalla (consultor-RAN/ICMBio), Márcio Roberto Costa Martins (USP), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Patrick Colombo (FZB/RS), Paula Hanna Valdujo (USP), Paulo Christiano de Anchieta Garcia (UFMG), Renato Neves Feio (UFV), Reuber Albuquerque Brandão (UnB), Rogério Pereira Bastos (UFG), Ulisses Caramaschi (MN/UFRJ).

Colaborador(es):

Apoio:
Ivan Borel Amaral (RAN/ICMBio), Magno Vicente Segalla (consultor-PNUD/RAN/ICMBio), Vivian Mara Uhlig (RAN/ICMBio), Flávia Regina Queiroz Batista (RAN/ICMBio) e Cleiton José Costa Santos (estagiário-CIEE/RAN/ICMBio)


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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