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Anfíbios - Xenohyla truncata

Avaliação do Risco de Extinção de Xenohyla truncata (Izecksohn, 1959), no Brasil

Célio Fernando Baptista Haddad1, Magno Vicente Segalla2, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Flávia Regina de Queiroz Batista3, Adrian Garda4, Alexandre de Assis Hudson3, Carlos Alberto Gonçalves da Cruz5, Christine Strüsmann6, Cínthia Aguirre Brasileiro7, Débora Leite Silvano8, Fausto Nomura9, Hugo Bonfim de Arruda Pinto3, Ivan Borel Amaral3, João Luiz Rosetti Gasparini10, Leôncio Pedrosa Lima3, Márcio Roberto Costa Martins11, Marinus Steven Hoogmoed16, Patrick Colombo15, Paula Hanna Valdujo11, Paulo Christiano de Anchieta Garcia12, Renato Neves Feio13, Reuber Albuquerque Brandão14, Rogério Pereira Bastos9 e Ulisses Caramaschi5.


1 Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita - UNESP/Rio Claro
2 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - consultor-PNUD/RAN/ICMBio
3 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4 Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN
5 Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro - MN/UFRJ
6 Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT
7 Universidae Federal de São Paulo - UNIFESP/Diadema
8 Universidade Católica de Brasília - UCB
9 Universidade Federal de Goiás - UFG
10 Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
11 Universidade de São Paulo - USP
12 Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
13 Universidade Tecnológica Federal de Viçosa - UFV
14 Universidade de Brasília - UnB
15 Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS

16 Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG

Haddad, C. F. B., Segalla, M. V., Bataus, Y. S. L., Uhlig, V. M., Batista, F. R. Q., Garda, A., Hudson, A. A., Cruz, C. A. G., Strüsmann, C., Brasileiro, C. A., Silvano, D. L., Nomura, F., Pinto, H. B. A., Amaral, I. B., Gasparini, J. L. R., Lima, L. P., Martins, M. R. C., Hoogmoed, M. S., Colombo, P., Valdujo, P. H., Garcia, P. C. A., Feio, R. N., Brandão, R. A., Bastos, R. P. & Caramaschi, U. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de Xenohyla truncata (Izecksohn, 1959). Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/estado-de-conservacao/7522-anfibios-xenohyla-truncata.html

 Xenohyla truncata site  Xenohyla truncata
Foto: João Luiz Gasparini
Elaboração: NGeo - RAN/ICMBio

Ordem:  Anura
Família:  Hylidae

Nomes comuns:  Perereca de bromélia, Bromediad treefrog, Izecksohn's Brazilian Treefrog (Frost 2010).

Sinonímias: Não há.

Notas taxonômicas:  Não há.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Em perigo (EN) B1ab(ii, iii) + B2ab(ii,iii)

Justificativa: Xenohyla truncata é endêmica do Brasil, do bioma Mata Atlântica no litoral sul do estado do Rio de Janeiro, possui uma área de extensão de ocorrência de 2.292km² (B1); porém, a espécie ocorre somente em ambientes de restinga, de forma que a área de ocupação é muito menor, talvez apenas 10% da extensão de ocorrência (B2). A área de restinga dessa região vem sofrendo forte impacto (ocupação urbana desordenada, desmatamento, poluição entre outras interferências), causando a fragmentação do hábitat e consequentemente das subpopulações da espécie (isolamento genético) (a), assim como, redução da área de ocupação [b(ii)] e perda da qualidade do hábitat [b(iii)]. Por essas razões, Xenohyla truncata foi categorizada como Em perigo (EN) pelos critérios B1ab(ii, iii) + B2ab(ii,iii).

Histórico das avaliações nacionais anteriores, mais recentes:  Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Não é o caso.

Avaliações em outras escalas:
Internacional:  A espécie foi categorizada como Quase ameaçada (NT) pela União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) (Carvalho-Silva et al. 2004).
Listas estaduais: Não há.


Xenohyla truncata é endêmica do Brasil, ocorre apenas em formação de restinga do sul do estado do Rio de Janeiro (Barra da Tijuca, Maricá, Marambaia,  Itaguai, Gumari ) (Izecksohn 1959, Caramaschi 1998, Izecksohn & Carvalho-e-Silva 2001, Napoli 2001, Silva & Brito-Pereira 2006, Peixoto 2007, Silva et al. 2008). Sua extensão de ocorrência é de 2.292km², calculada por meio do mínimo polígono convexo a partir dos pontos de registro. Por ser uma espécie especializada em formação de restinga, sua distribuição é muito localizada e restrita a esse hábitat, podendo-se supor que sua área de ocupação corresponda a 10% da extensão de ocorrência.

A espécie é considerada rara por ser muito especializada, de ocorrência esparsa e de difícil localização.   

A espécie é endêmica do bioma Mata Atlântica, ocorrendo apenas em formações de restingas. Vive em bromélias, principalmente Neoregelia cruenta, em ambiente de restinga. É uma das únicas espécies de anfíbios conhecidas por ser frugívora (também se alimenta de invertebrados). Reproduz em poças temporárias. O girino é típico de poça temporária, ocorrendo na meia-água, apresentando cauda alta e colorida, com flagelo terminal (Silva & Britto-Pereira 2006).

Ocorre em ambiente de restinga próximo à costa, onde há intensa pressão antrópica devido à ocupação urbana desordenada, o que ocasiona séria redução e desconexão de hábitat pelo desmatamento, e possivelmente isolamento genético entre as subpopulações da espécie.

A espécie ocorre na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna  da Mata Atlântica do Sudeste, cuja aprovação está prevista para o final de 2015 (Vivian Uhlig, comunicação pessoal, 2014).

Reserva Particular do Patrimônio Natural Toque Toque Pequeno, Reserva Particular do Patrimônio Natural Reserva Rizzieri, Reserva Particular do Patrimônio Natural Morro do Curussu Mirim, Área Natural Tombada Serra do Mar e de Paranapiaca, Área de Proteção Ambiental de Maricá, Parque Natural Municipal de Grumari, Restinga de Marambaia.

Fiscalização das áreas já demarcadas como protegidas, bem como dos ambientes remanescentes de restinga. Monitoramento das subpopulações conhecidas e busca por novas populações.

Carvalho-e-Silva, S.P.; Telles, A.M. & Cruz, C.A.G. 2004. Xenohyla truncata. he IUCN Red List of Threatened Species 2004.<http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2004.RLTS.T56053A11418199.en>. (Acesso em: 21/08/2010).

Frost, D. R. 2010 Amphibian Species of the World: an Online Reference. Version 5.5. Disponível em: <http://research.amnh.org/vz/herpetology/amphibia/>. Acesso em: 21/08/2010

Izecksohn, E. 1959. Uma nova espécies de Hylidae da Baixada Fluminense, Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Revista Brasileira de Biologia, 19: 259-264.

Izecksohn, E. & Carvalho-e-Silva, S.P. 2001. Anfíbios do município do Rio de Janeiro. Editora UFRJ, Rio de Janeiro.

Napoli, M.F. 2001. Xenohyla truncata (NCN) Antipredator behavior. Herpetological Review, 32(1).

Silva, H.R. & Britto-Pereira, M.C. 2006. How much fruit do fruit-eating frogs eat? An investigation on the diet of Xenohyla truncata (Lissamphibia: Anura: Hylidae). Journal of Zoology, 270(4): 692-698.

Silva, H.R., Carvalho, A.L.G. & Bittencourt-Silva, G.B. 2008. Frogs of Marambaia: a naturally isolated Restinga and Atlantic Forest remnant of southeastern Brazil. Biota Neotrop. 8(4): 167-174.

I Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Anfíbios no Brasil

Local e Data de realização:
Goiânia-GO, de 8 a 11 de setembro de 2010.

Facilitador(es): Márcio Roberto Costa Martins (USP).

Avaliadores: Adrian Garda  (UFRN), Alexandre de Assis Hudson (RAN/ICMBio), Carlos Alberto Gonçalves da Cruz (MN/UFRJ), Célio Fernando Baptista Haddad (UNESP), Christine Strüsmann (UFMT), Cinthia Aguirre Brasileiro (UNIFESP), Débora Leite Silvano (UCB), Fausto Nomura (UFG), Hugo Bonfim de Arruda Pinto (RAN/ICMBio), Ivan Borel Amaral (RAN/ICMBio), João Luiz Rosetti Gasparini (UFES), Leôncio Pedrosa Lima (RAN/ICMBio), Magno Segalla (consultor-RAN/ICMBio), Márcio Roberto Costa Martins (USP), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Patrick Colombo (FZB/RS), Paula Hanna Valdujo (USP), Paulo Christiano de Anchieta Garcia (UFMG), Renato Neves Feio (UFV), Reuber Albuquerque Brandão (UnB), Rogério Pereira Bastos (UFG), Ulisses Caramaschi (MN/UFRJ).

Colaborador(es):

Apoio:
Ivan Borel Amaral (RAN/ICMBio), Magno Vicente Segalla (consultor-PNUD/RAN/ICMBio), Vivian Mara Uhlig (RAN/ICMBio), Flávia Regina Queiroz Batista (RAN/ICMBio) e Cleiton José Costa Santos (estagiário-CIEE/RAN/ICMBio)


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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