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Répteis - Kentropyx vanzoi

AVALIAÇÃO DO RISCO DE EXTINÇÃO DE Kentropyx vanzoi Gallagher & Dixon, 1980, NO BRASIL



Guarino Rinaldi Colli1, Jéssica Fenker Antunes 2, Leonardo Gonçalves Tedeschi1, Yeda Soares de Lucena Bataus3, Vívian Mara Uhlig3, Adriano Lima Silveira4, Cristiano de Campos Nogueira5, Diva Maria Borges-Nojosa6, Gabriel Corrêa Costa7, Geraldo Jorge Barbosa de Moura8, Gisele Regina Winck9, Juliana Rodrigues dos Santos Silva10, Laura Verrastro Vinas11, Marco Antônio Ribeiro Júnior12, Marinus Steven Hoogmoed12, Moacir Santos Tinoco13, Patrícia Almeida dos Santos9, Rafael Martins Valadão3, Roberto Baptista de Oliveira14, Teresa Cristina Sauer de Avila Pires12, Vanda Lúcia Ferreira15 e Vanderlaine Amaral de Menezes9
 
1. Universidade de Brasília - UnB
2. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - Bolsista/RAN/ICMBio
3. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - RAN/ICMBio
4. Museu Nacional – MN/UFRJ
5. Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo - MZUSP
6. Universidade Federal do Ceará - UFC
7. Universidade Federal do Rio Grande do Norte- UFRN
8. Universidade Federal Rural de Pernambuco-UFRPE
9. Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ
10. Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - FEMPTEC/RAN/ICMBio
11. Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
12. Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG
13. Universidade Catolica do Salvador - UCSAL
14. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS
15. Universidade Federal do Mato Grosso do Sul - UFMS
 

Colli, G. R.; Fenker, J. A.;Tedeschi, L. G;Bataus, Y. S. L; Uhlig, V. M.;Lima, A. S.;Nogueira, C. C.;  Borges-Nojosa, D. M.;Costa, G. C.;Moura, G. J. B.;Winck, G. R.;Silva, J. R. S.;Vinas, L. V.;Ribeiro Júnior, M. A.; Hoogmoed, M. S; Tinoco, M.S.;Santos, P. A.;Valadão, R. M.;Oliveira, R. B.; Avila-Pires, T. C. S.;Ferreira, V. L. & Menezes, V. A.. 2016. Avaliação do Risco de Extinção de Kentropyx vanzoi Gallagher & Dixon, 1980, no Brasil. Processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. ICMBio. http://www.icmbio.gov.br/portal/faunabrasileira/carga-estado-de-conservacao/8163-repteis-kentropyx-vanzoi

 Kentropyx vanzoi Rafael Valadão site  Kentropyx vanzoi
Kentropyx vanzoi Foto: Rafael Valadão
Elaboração: Leonardo Tedeschi (UnB) e
Uhlig, M.V. (NGeo/RAN/ICMBio), 2013

Ordem:  Squamata
Família:  Teiidae.

Nomes comuns:  Calango e Gallagher's Kentropyx (Uetz, 2013).

Sinonímias:  Não há.

Notas taxonômicas:  Não há.

Categoria e critério para a avaliação da espécie no Brasil: Vulnerável A2c

Justificativa:  Kentropyx vanzoi é endêmica do Brasil, conhecida por registros nos estados do Mato Grosso e Rondônia. É uma espécie terrícola  de fácil detecção que habita áreas abertas do bioma Cerrado. Sua extensão de ocorrência calculada é de 372.840,7 km², essa área está inserida dentro do Arco do desmatamento, que nos últimos 10 anos (tempo maior que três gerações da espécie), suspeita-se que tenha sofrido 30% de perda da vegetação nativa. Considerando que a espécie habita  áreas arenosas bem preservadas, próximas a rios e abaixo de 650 metros de altura (área de ocupação), pode-se supor a equivalência para a redução de sua população, também nesses 10 últimos anos (A2c). Deve-se ressaltar que as ameaças persistem em ritmo acelerado. Por essas razões, Kentropyx vanzoi foi categorizada como Vulnerável (VU) pelo critério A2c.

Histórico das avaliações nacionais anteriores:  Não há.

Justificativa para a mudança em relação à lista nacional anterior: Não é o caso.

Avaliações em outras escalas:  Não há.
Internacional: 
Estaduais: 



Kentropyx vanzoi é endêmica do Brasil, possui registros apenas nos estado de Mato Grosso e Rondônia (Coleção Herpetológica da Universidade de Brasília; Gallaguer & Dixon, 1992; Montero et al., 1995; Nogueira, 2006; Santos et al., 2011; Vitt & Caldwell, 1993). É endêmica do Cerrado, sendo encontrada em áreas abertas e regiões arenosas (Nogueira, 2006). Sua extensão de ocorrência é de 372.840,7 km2, calculada via mínimo polígono convexo formado a partir dos pontos de registro.

Não há informações relativas  a população, porém Vitt e Caldwell (1993) relatam o fácil encontro da espécie na localidade em que estudaram (Vilhena, Rondônia). Considerando que 10 anos é maior que três gerações para a espécie e sua especificidade de hábitat, pode-se suspeitar que a redução da população seja equivalente à perda do hábitat.

Com um tamanho máximo de aproximadamente 65 mm de comprimento rostro-cloacal (Gallagher & Dixon, 1992), é uma espécie terrícola que habita área abertas do Cerrado, principalmente áreas arenosas bem preservadas, próximos a rios e abaixo de 650 metros de altura (Gallagher & Dixon, 1992; Vitt & Caldwell, 1993; Nogueira, 2006). Pode ser encontra em simpatria com a espécie congenérica, K. paulensis, sendo provavelmente segregadas em relação a altitude na região da Chapada dos Guimarães e alopatricamente ocupando margens diferentes do rio Araguaia (Nogueira, 2006). Possui ninhada com média de três ovos (Werneck et al., 2009). Parece possuir dimorfismo sexual em relação à coloração, no qual o macho é mais verde que a fêmea (Vitt & Caldwell, 1993). Pouco se sabe sobre suas características ecológicas, mas supõem-se que sua dieta seja baseada em artrópodes, principalmente aranhas, cupins e ortópteros (Vitt & Caldwell, 1993).

A região onde a espécie ocorre é denominada Arco do desmatamento (Alexander Charles Lees, comunicação pessoal, 2014), justamente devido às fortes perturbações que sofre o ambiente (extração de madeira, pecuária e agricultura em larga escala, principalmente plantação de soja). Observando-se a ferramenta Google Earth Engine (2014), suspeita-se que nos últimos 10 anos essa área tenha sofrido, aproximadamente,  30%  de perda vegetação nativa e dada as características do hábitat onde a espécie efetivamente ocorre (área de ocupação), suspeita-se que tenha havido a mesma taxa de redução populacional.

Não é conhecida nenhuma ação para a conservação da espécie.

Não há registro.

Não há recomendações neste caso.

Coleção Herpetológica da Universidade de Brasília, Departamento de Zoologia, Universidade de Brasília. Campus Darcy Ribeiro, Brasilia, Distrito Federal.

GALLAGHER, D. S. J.; DIXON, J. R. Taxonomic Revision of the South America Lizars Genus Kentropix Spix (Sauria:Teiidae). Bollettino del Museo Regionale di Scienze Naturali Torino, v. 10, n. 1, p. 125 - 171, 1992.

GOOGLE EARTH ENGINE. Landsat Annual Timelapse 1984-2012. Disponível em: https://earthengine.google.org/#intro Acessado em: 12/12/2014

MONTERO, R. et al. Nuevas Citas de Saurios, Anfisbenidos y Ofidios para Bolivia. Cuadernos de Herpetologia, v. 9, n. 1, p. 7 - 13, 1995.

NOGUEIRA, C. D. C. Diversidade e Padrões de Distribuição da Fauna de Lagartos do Cerrado. 297 (PhD). Departamento de Ecologia, Universidade de São Paulo, Instituto de Biociências.2006

SANTOS, M. M. D.; ÁVILA, R. W.; KAWASHITA-RIBEIRO, R. A. Checklist of the amphibians and reptiles in Nobres municipality, Mato Grosso state, central Brazil. Herpetology Notes, v. 4, p. 455-461, 2011.

UETZ, P.. Kentropyx vanzoi. Reptile Databese. http://reptile-database.reptarium.cz/species?genus= Kentropyx &species=vanzoi. Acesso em :10/02/2013.

VITT, L. J.; CALDWELL, J. P. Ecological Observations on Cerrado Lizards in Rondonia, Brazil. Journal of Herpetology, v. 27, n. 1, p. 46-52, 1993.

WERNECK, F. D. P. et al. Phylogeny, biogeography and evolution of clutch size in South American lizards of the genus Kentropyx (Squamata: Teiidae). Molecular Ecology, v. 18, p. 262 - 278, 2009.

I Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Lagartos no Brasil

Local e Data da Avaliação: Iperó - SP, no período de 7 a 11 de outubro de 2013.

Facilitador(es): Marina Palhares de Almeida (COABIO/ICMBio) e Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio)

Avaliadores:
Adriano Lima Silveira (MN/UFRJ), Cristiano de Campos Nogueira (MZUSP), Diva Maria Borges-Nojosa (UFC), Gabriel Corrêa Costa (UFRGN), Geraldo Jorge Barbosa de Moura (UFRPE), Gisele Regina Winck  (UERJ), Guarino Rinaldi Colli  (UnB), Juliana Rodrigues dos Santos Silva  (FEMPTEC/RAN/ICMBio), Laura Verrastro Vinas (UFRGS), Marco Antônio Ribeiro Júnior (MPEG), Marinus Steven Hoogmoed (MPEG), Moacir Santos Tinoco (UCSAL), Patrícia Almeida dos Santos (UERJ), Rafael Martins Valadão  (RAN/ICMBio), Roberto Baptista de Oliveira (PUCRS), Teresa Cristina Sauer de Avila Pires (MPEG), Vanda Lúcia Ferreira (UFMS), Vanderlaine Amaral de Menezes (UERJ).

Colaborador(es): Coleção Herpetológica da Universidade de Brasília  (CHUNB) e Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SISBIO/ICMBio).

Apoio: Jéssica Fenker Antunes (Bolsista/RAN/ICMBio), Leonardo Gonçalves Tedeschi (UnB), Nadya Lima (Bolsista/RAN/ICMBio), Rafael Martins Valadão (RAN/ICMBio), Guarino Rinaldi Colli (UnB),
Yeda Soares de Lucena Bataus (RAN/ICMBio), Juliana Rodrigues dos Santos Silva  (FEMPTEC/RAN/ICMBio) e Vera Lúcia Ferreira Luz (RAN/ICMBio).


familia nome_cient
Chelidae Acanthochelys macrocephala Rhodin, Mittermeier & McMorris, 1984
Chelidae Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820)
Chelidae Acanthochelys spixii (Duméril & Bibron, 1835)
Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix, 1824)
Testudinidae Chelonoidis denticulata (Linnaeus, 1766)
Chelidae Chelus fimbriatus (Schneider, 1783)
Chelidae Hydromedusa maximiliani (Mikan, 1825)
Chelidae Hydromedusa tectifera Cope, 1869
Kinosternidae Kinosternon scorpioides (Linnaeus, 1766)
Chelidae Mesoclemmys gibba (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys heliostemma (McCord, Joseph-Ouni & Lamar, 2001)
Chelidae Mesoclemmys hogei (Mertens, 1967)
Chelidae Mesoclemmys nasuta (Schweigger, 1812)
Chelidae Mesoclemmys perplexa Bour & Zaher, 2005
Chelidae Mesoclemmys raniceps (Gray, 1855)
Chelidae Mesoclemmys tuberculata (Lüderwaldt, 1926)
Chelidae Mesoclemmys vanderhaegei (Bour, 1973)
Podocnemididae Peltocephalus dumerilianus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops geoffroanus (Schweigger, 1812)
Chelidae Phrynops hilarii (Duméril & Bibron, 1835)
Chelidae Phrynops tuberosus (Peters, 1870)
Chelidae Phrynops williamsi Rhodin & Mittermeier, 1983
Chelidae Platemys platycephala (Schneider, 1792)
Podocnemididae Podocnemis erythrocephala (Spix, 1824)
Podocnemididae Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)
Podocnemididae Podocnemis sextuberculata Cornalia, 1849
Podocnemididae Podocnemis unifilis Troschel, 1848
Chelidae Rhinemys rufipes (Spix, 1824)
Geoemydidae Rhinoclemmys punctularia (Daudin, 1801)
Emydidae Trachemys adiutrix Vanzolini, 1995
Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril & Bibron, 1835)
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