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Programa Monitora

Foto: Acervo ICMBio
Monitorar a biodiversidade é realizar um conjunto de atividades de longo prazo que permita avaliar as respostas de populações ou ecossistemas às práticas de conservação e aos impactos de fatores externos, como a perda de habitat, as alterações da paisagem, a sobre-explotação de espécies e as mudanças climáticas. Com ações balizadas pelo monitoramento, é possível criar estratégias para atenuar as pressões sobre os ecossistemas.

O programa de monitoramento do ICMBio foi idealizado em 2007 e de lá para cá, passou por diversos aprimoramentos sendo instituído formalmente em 2017, por meio da Instrução Normativa ICMBio nº 03, sendo chamado de Programa Monitora - Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade.

O Programa Monitora busca fortalecer o diálogo em torno das questões ambientais, com base no compartilhamento de informações e na formulação de questões, envolvendo pesquisadores, gestores das áreas e das comunidades. Tem sido estabelecido um conjunto de procedimentos para levantar dados a partir do emprego de técnicas simples, com baixo custo financeiro e operacional, privilegiando a participação de atores locais, acompanhado do compartilhamento de análises e interpretação coletiva de resultados. Tais atividades requerem a capacitação constante em diversas áreas do conhecimento e permanente processo de animação e articulação de iniciativas.
Foto: Camila Moura LemkeO cuidado com o estabelecimento de procedimentos padronizados, com conjunto mínimo de variáveis em comum, visa a comparabilidade e o ganho de escala, de modo que o programa gere informações relevantes para as decisões de manejo e uso dos recursos em escala local, mas também para a manifestações em escala regional e nacional.

A busca pela excelência na gestão de dados e informações visa também potencializar a capacidade analítica, inclusive para subsidiar a manifestação do instituto e posicionamento da sociedade perante situações complexas como a implementação de grandes empreendimentos.

O Programa Monitora tem como objetivos:

  • gerar informação qualificada para a avaliação continuada da efetividade das UCs federais e do Sistema Nacional de Unidades de Conservação no cumprimento de seus objetivos de conservação da biodiversidade;
  • subsidiar, avaliar e acompanhar “in situ” projeções de alteração na distribuição e locais de ocorrência das espécies em resposta às mudanças climáticas e demais vetores de pressão e ameaça, a fim de atualizar as medidas de conservação, incluindo o manejo;
  • fornecer subsídios para o planejamento do uso sustentável das espécies da fauna e flora em unidades de conservação federais;
  • fornecer subsídios para a avaliação do estado de conservação da fauna e flora brasileira e para implementação das estratégias de conservação das espécies ameaçadas de extinção e com dados insuficientes para a avaliação (categoria DD); e
  • fornecer subsídios para o planejamento e a avaliação de programas de controle de espécies exóticas invasoras, especialmente em unidades de conservação federais.

A gestão do Programa Monitora está a cargo da CGPEQ – Coordenação Geral de Pesquisa e Monitoramento da Biodiversidade, mais especificamente da COMOB – Coordenação de Monitoramento da Biodiversidade.

As atividades desenvolvidas por essa Coordenação estão previstas no Decreto nº 8.974, de 24 de janeiro de 2017, que aprova a Estrutura Regimental do ICMBio, que estabelece em seu art. 2º, inciso XXVII, entre as atribuições do instituto: “desenvolver programa de monitoramento da biodiversidade para subsidiar a definição e a implementação de ações de adaptação às mudanças climáticas nas unidades de conservação federais e a análise da sua efetividade".


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Programas de monitoramento quando bem estruturados e articulados passam a ter importância estratégica para a gestão de UCs. Se bem projetado e aplicado, o monitoramento é uma poderosa ferramenta para a gestão de áreas protegidas, pois dá suporte a processos de tomada de decisão em políticas públicas e ações de manejo. Seus dados e informações ajudam a detectar problemas e permitem reações em fase precoce, quando soluções ainda podem ser relativamente baratas. Detectar, antecipar e reagir são palavras-chave para nortear o processo de monitoramento.
Diante da diversidade de ecossistemas brasileiros, a primeira pergunta que surge para viabilizar a implantação de um programa de monitoramento é:Em termos logísticos, de recursos financeiros e esforço demandado, é inviável monitorar as populações de todas as espécies encontradas em uma área protegida. Assim, o caminho para solucionar esse impasse é monitorar poucos indicadores biológicos, representantes da fauna e da flora, que são reconhecidamente de grande importância para o funcionamento dos ecossistemas e que apresentam potencial de discriminar níveis de impactos ambientais e cujas respostas representem os efeitos sobre outros grupos da biodiversidade.A seleção destes indicadores biológicos é realizada integrando os resultados de oficinas envolvendo representantes da comunidade científica e de comunitários locais e uma criteriosa revisão da literatura, além de considerar aspectos de viabilidade e qualidade da indicação biológica. Com base nesses procedimentos, são selecionados os grupos alvos que compõem o conjunto elementar de indicadores para cada bioma ou ecossistema.
O modelo seguido no monitoramento da biodiversidade nas Unidades de Conservação está baseado no levantamento de dois conjuntos de indicadores de biodiversidade: (I) indicadores mínimos e (II) indicadores complementares. Os grupos biológicos e suas métricas foram escolhidos considerando seu potencial de discriminar gradientes de impactos, incluindo de mudanças climáticas, e contribuir para a obtenção de informações confiáveis, de baixo esforço e custo.(I) Indicadores mínimosPermite o diagnóstico contínuo da biodiversidade in situ com o intuito de avaliar a efetividade do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, gerando respostas a mudanças climáticas e mudanças na paisagem. O monitoramento baseado em indicadores minimos trabalha com indicadores, sistema amostral e protocolos de coleta de dados padronizados para todas as UCs de cada bioma. Por exemplo, para o monitoramento nos biomas Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica são monitorados quatro grupos indicadores mínimos, que são: plantas lenhosas, grupos selecionados de aves e mamíferos e borboletas frugívoras. Já para a Caatinga temos cactáceas, répteis-squamatas, mamíferos de médio e grande porte e aves como indicadores mínimos; e para os recifes de corais do Brasil são 20 indicadores, entre eles espécies de peixes, invertebrados e de algas, além da contagem dos impactos sobre o substrato e estimativas da porcentagem de cobertura de tipos de substrato e organismos.Os indicadores mínimos podem ser amostrados em diferentes graus de complexidade de acordo com as possibilidades de cada UC (veja abaixo modelo de modularidade para o monitoramento dos grupos selecionados para Amazonia, Mata atlântica e cerrado).4.1-modularidade do monitoramentoFigura: Organograma de execução do monitoramento dos indicadores de biodiversidade para Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado, destacando o nível 1, onde os dados podem ser coletados por não especilaistas, o nível 2, formado por indicadores para espécies de interesses e o nível 3, formado por indicadores para avalição de comunidade. (II) Indicadores ComplementaresNos casos onde os indicadores mínimos não forem suficientes para responder a questões de interesse de gestão para uma UC em particular, indicadores complementares podem ser amostrados.Atualmente, somente as UCs da Amazônia possuem seus indicadores complementares escolhidos, são eles: Castanha, caça, quelônios, madeira, peixes de riacho, onça e mamíferos de médio e grande porte. E seus protocolos de amostragem encontram-se em fase de elaboração e consolidação.
Uma vez definidos os indicadores mínimos que serão monitorados, o passo seguinte é determinar as técnicas e procedimentos mais adequados para realizar a coleta de dados. Considerando a grande diversidade de hábitos e comportamentos das espécies que integram os grupos selecionados, diferentes técnicas de amostragem são necessárias para monitorá-los. Mas como amostrar grupos de indicadores biológicos distintos, de um modo prático, em um mesmo local?A solução para esta questão é a implantação de ESTAÇÕES DE AMOSTRAGEM:Como estamos trabalhando em unidades de conservação, de tamanhos, formas e localizações diversas, a solução mais viável para a padronização dos levantamentos é a implantação de Estações de Amostragem. Basicamente, as Estações de Amostragem buscam integrar, em um mesmo local, as Unidades Amostrais (UA) dos diferentes grupos de indicadores mínimos.Para mais detalhes, veja o desenho das Estações de Amostragem adotado para o monitoramento nos biomas Amazônia, Mata atlântica e Cerrado. 
 Os programas de monitoramento da Biodiversidade em UCs está dividido em 2 grandes blocos:

Programas de monitoramento em ambientes continentais

Programas de monitoramento em ambientes costeiros e marinhos   

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