Levantamento da ictiofauna e caracterização genética da bacia hidrográfica do rio Tapajós


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Chefe do CEPTA Responsável pelo Projeto (Coordenador)
Nome

Laerte Batista de Oliveira Alves

José Augusto Senhorini; Paulo Sérgio Ceccarelli

Email

Laerte.alves@
icmbio.gov.br

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Telefone

(19) 35651299 - (19) 35651075

(19) 3565-1299

ANO: 2012
RESUMO:


O presente projeto está sendo realizado na ecorregião da bacia hidrográfica do rio Tapajós, situada nas Unidades de Conservação (UCs) próximas a ele, na região de Itaituba estado do Pará, particularmente em área a ser implantada a UHE de São Luiz do Tapajós. A região é considerada de relevante importância para a conservação da biodiversidade e, vem sofrendo severos impactos com atividades ilícitas de garimpo, exploração de madeira e agricultura irregular. Somam-se a estes fatores a construção de barragens para a geração de energia elétrica previstas pelo Plano de Aceleração do Crescimento do Brasil (PAC). Está prevista nesta região, além da construção da UHE de São Luiz do Tapajós, no PARNA da Amazônia, a UHE Jatobá a sua montante, e 3 UHEs no rio Jamanxin, em áreas das FLONAS Itaituba I e II e PARNA Jamanxim. A conclusão destas obras poderá provocar a extinção em cadeia de espécies, em especial de peixes, pois estes são restritos ao ambiente aquático e não possuem grande capacidade de escapar dos impactos negativos gerados no ecossistema. Assim, faz-se necessária a realização de inventários da fauna ictíica para acessar os componentes da diversidade deste bioma antes da alteração do ecossistema, e assim gerar subsídios para avaliar, prever e amenizar as conseqüências das modificações antrópicas sobre os peixes dos rios inseridos nestas Unidades de Conservação (UCs). O objetivo central deste projeto é gerar  e sistematizar informações sobre a diversidade de peixes na ecoregião da bacia hidrográfica do rio Tapajós, antes da construção do complexo de usinas hidrelétricas, para subsidiar ações de conservação. Para isso será realizado   a complementação do inventário ictiofaunístico na região da bacia hidrográfica do rio Tapajós a ser afetada. Para a amostragem dos peixes serão utilizados diferentes métodos de captura, como redes de espera, peneiras, tarrafas, espinhéis e varas equipadas com molinetes e carretilhas. Um acervo fotográfico dos peixes coletados será formado e os espécimes representativos serão depositados em coleções zoológicas. Espera-se que os subsídios técnico-científicos adquiridos com a execução deste projeto sejam considerados para a implementação de políticas públicas voltadas à conservação da ictiofauna na bacia hidrográfica do rio Tapajós.

1.1.Resultados Alcançados Anteriormente

Para o cumprimento das metas previstas para 2011 no projeto, no período de 19/09 a 09/10/2011 foi realizada expedição para Itaituba/PA, para a coleta material biológico. As capturas de peixes foram realizadas no rio Tapajós, rio Jamanxim, 10 igarapés e algumas lagoas localizadas dentro do Parna da Amazônia, esses locais serão afetados com a construção da UHE São Luis. Durante esse período foram alcançados os seguintes resultados: Foram capturadas e identificadas na Base itinerante do CEPTA montada no próprio PARNA do AMAZONAS, 160 espécies de peixes, sendo que esse número chegou a 225 espécies na continuidade dos trabalhos no Laboratório de ictiologia da UNESP/Botucatu e, ainda esse número poderá ser aumentado devido a pequenos peixes que foram fixados em álcool etílico e ainda estão em fase de identificação. No levantamento da fauna parasitária foram analisados 234 peixes, pertencentes a 32 espécies, sendo que em todos os peixes foi encontrada pelo menos uma espécie de parasito. Os parasitos que não puderam ser identificados em campo foram fixados em formalina a 5% e AFA para posterior identificação. Durante a viagem foram percorridos cerca de 7400 quilômetros, dos quais 1200 quilômetros dentro do PARNA da Amazônia. Também foram percorridos grandes trechos utilizando embarcações e helicóptero. Durante a expedição os trabalhos foram filmados e serão exibidos no Globo Repórter no dia 02/12/2011. Participaram dos trabalhos de coletas e identificação do material analistas ambientais e pesquisadores do CEPTA, do PARNA da Amazônia, UNITAU, UNICAMP, UNESP e UNIFESP.