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Peixe-boi encontrado no Piauí chega sábado em Itamaracá

Publicado: Sexta, 09 de Novembro de 2018, 17h21
Filhote ficará cerca de dois anos em Centro de Reabilitação até ser devolvido à natureza


Ramilla Rodrigues
ramilla.rodrigues@icmbio.gov.br

Peixe-boi-marinho (Acervo ICMBio)


O filhote de peixe-boi (Trichechus manatus) que encalhou na praia de Luis Correia, na última terça-feira (6) e que estava na base do ICMBio, em Cajueiro da Praia, será transferido amanhã (10) de avião para uma das bases do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (CEPENE). Lá, ele será assistido por profissionais especializados que devem trabalhar na sua adaptação.

O bebê, que mede aproximadamente 1,30 metro e deve ter de 30 a 40 dias de vida, encalhou pela primeira vez na praia e foi socorrido por turistas que tentaram devolvê-lo ao mar onde sua mãe aguardava ansiosamente. Porém, logo depois, o filhote voltou a encalhar e desta vez não foi possível juntá-lo à mãe.

“Aquela é uma região com ondas fortes e rebentação, o que facilitou o encalhe, ainda mais de um animal tão jovem”, explicou o servidor da Área de Proteção Ambiental (APA) Delta do Parnaíba, Heleno Francisco dos Santos, que participou de toda a operação de resgate.

O bebê peixe-boi foi levado à base do ICMBio em Cajueiro da Praia onde ficou provisoriamente e amanhã será concretizada a sua transferência para Itamaracá (PE) que deve ser o lar do filhote por pelo menos dois anos. “Por ser muito pequeno, ele deve passar toda a sua infância no Centro, até a sua idade adulta”, explica dos Santos. Nos dois primeiros anos, o peixe-boi-marinho será amamentado com um composto de leite de soja e posteriormente será introduzido à alimentação natural da espécie, como algas e o capim-agulha, o favorito dos animais.

Filhote de peixe-boi-marinho (Acervo ICMBio)O filhote será o 13º animal na Base de Itamaracá e terá um tanque individual para si. Após os dois anos no Centro, ele deve ser levado a um cativeiro natural na Costa dos Corais onde será monitorado para avaliar sua adaptação. “Só depois disso poderemos saber se o peixe-boi-marinho tem condições de sobreviver no ambiente selvagem”, explica o coordenador do CEPENE, Leonardo Messias.

Se tudo der certo, a expectativa, de acordo com Heleno dos Santos, é que o animal volte às águas piauienses. “É incerto se ele vai voltar a ter contato com a mãe, mas em reabilitações anteriores já constatamos sucesso na interação de machos e fêmeas reabilitados com outros de sua espécie, inclusive com reprodução”, conta Messias.

A espécie

O peixe-boi-marinho é uma espécie de mamífero marinho que ocupa a costa dos Estados Unidos, Caribe e litoral nordeste brasileiro. No Brasil, a população é estimada em cerca de 500 indivíduos, sendo considerada, portanto, uma espécie em perigo de extinção. Estes animais podem atingir até 4 metros de comprimento e até 2 anos são completamente dependentes da mãe.

Em condições normais, esses animais podem viver até 60 anos na natureza. As fêmeas geralmente tem um filhote por vez e se dedicam somente a eles nos dois ou três primeiros anos de vida.

Este animal já esteve em vias de extinção devido à caça predatória que visa seu couro e carne. Atualmente, a degradação dos ambientes marinhos causadas pela poluição e lançamento de resíduos sólidos são grandes ameaças às vidas do mamífero. Em relação aos filhotes, o fato deles ficarem presos acidentalmente em redes de pesca também é um grande risco.






Comunicação ICMBio
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