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CECAV lança Anuário Estatístico Espeleológico

Publicado: Quinta, 03 de Janeiro de 2019, 16h33
Publicação identifica presenças de cavernas por bioma, região hidrográfica, UFs e muitos outros.

Ramilla Rodrigues
ramilla.rodrigues@icmbio.gov.br
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O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (CECAV) lançou a primeira edição do Anuário Estatístico do Patrimônio Espeleológico Brasileiro. O estudo traz dados estatísticos de 18.358 cavernas brasileiras constantes no Cadastro Nacional de Informações Espeleológicas (CANIE) com os temas: bacias hidrográficas, biomas, solos, geologia, unidades de conservação, rodovias, ferrovias, assentamentos rurais, mineração, petróleo, Usina Hidrelétrica (UHE), Pequena Central Hidrelétrica (PCHe) e Linhas de Transmissão. O material pode ser acessado aqui.

“Por ser uma análise estatística, o Anuário nos ajuda na leitura dos dados, a visualizá-los melhor, nos dando uma visão ampla de como está distribuído o patrimônio espeleológico brasileiro frente a diversas tipologias de empreendimentos e áreas protegidas”, avalia o coordenador do CECAV, Jocy Cruz. Cada tema utilizado provém de distintas bases de dados do Governo Federal por órgãos e agências regularizadoras como a Agência Nacional de Águas (ANA), Ibama, Embrapa, Serviço Geológico do Brasil (CPRM), dentre outros.

Já na sua primeira edição, o Anuário mostra um crescimento contínuo de cavernas cadastradas. Para se ter uma ideia, em 2006, eram cerca de 4500 cavernas cadastradas. Em 12 anos, o número saltou para 18.358. Segundo Cruz, o número de catalogação cresceu com o Decreto 6.640/2008. “Isso fez com que empreendimentos potencialmente impactantes ao patrimônio espeleológico realizassem estudo espeleológicos no âmbito do licenciamento ambiental, quase que triplicou o número de cavernas conhecidas, saímos de 6.280, em 2009 para 18.358 em 2018”, explica Cruz.

Maior aglomeração de cavernas
Segundo o Anuário, é na bacia hidrográfica do São Francisco que se encontram a maior parte das cavernas brasileiras (6995), seguida pela Tocantins (4531). Na classificação por biomas, o Cerrado concentra 50% das cavernas, muito à frente da Mata Atlântica (19,3) e Amazônia (15,8), que ocupam respectivamente o segundo e o terceiro lugar.

Já na classificação por estado, Minas Gerais dispara em 1º lugar (7622), com Pará (2630) e Bahia (1367) ocupando a segunda e a terceira colocação. O único estado que, por enquanto, não apresenta nenhum cadastro de cavernas é o do Acre.

O leitor ainda pode conferir a classe dominante de solos das cavidades, rochas e distribuição em cada Unidade de Conservação.

Mapa de Ocorrências de Cavernas no Brasil
O CECAV também lançou um Mapa de Ocorrências de Cavernas no Brasil que pode ser visualizado aqui. O material foi elaborado a partir da sobreposição da base de dados do CANIE de 18 de abril de 2018 e contém 17.875 cavernas. O mapa traz a visualização de cavernas cadastradas no Brasil e ainda apresenta o tipo de solo e rocha em cada uma delas. O usuário pode, ainda, fazer o download no formato pdf e os dados vetoriais com as regiões de ocorrência de cavernas em formato shapefile.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280


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