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Queixada é salvo por equipe do Parque Nacional de Brasília

Publicado: Segunda, 17 de Junho de 2019, 16h06
Animal provavelmente fugiu de uma armadilha de caça; resgate contou com apoio do Zoo de Brasília



Queixada salvo escapou de armadilha de caça (Foto: Claudia Campos)
Queixada salvo escapou de armadilha de caça (Foto: Claudia Campos)


Quem passou pelo Parque Nacional de Brasília na última quinta-feira (13) pôde ver uma cena inusitada. Um grupo de biólogos, veterinários, tratadores e técnicos ambientais do Parque Nacional de Brasília e do Zoológico de Brasília tentava socorrer um queixada (Tayassu pecari) que tinha um pedaço de arame liso enroscado no pescoço, que possivelmente era parte de um petrecho de caça. Se não fosse retirado logo, o animal poderia se machucar ou até ser estrangulado a qualquer momento.

O animal faz parte de um grupo de cerca de 35 indivíduos. Como o queixada é um animal extremamente social e que pode se tornar agressivo quando algum dos seus é ameaçado, foi necessário mover os visitantes para um local protegido e dividir o grupo em subgrupos menores. Só assim, os técnicos puderam se aproximar do animal em segurança.

Não foi preciso sedar o indivíduo, que foi capturado com um puçá, equipamento de cabo rígido e com uma rede acoplada em uma das extremidades. O arame não feriu o queixada e foi retirado rapidamente, de modo a resguardar a saúde e a integridade física do bicho.

No Parque Nacional de Brasília, esses animais podem ficar perto da área de visitação em busca de frutos, principalmente o ingá. Ao avistar o grupo, a equipe do parque recomenda manter distância, mudar a direção e esperar eles passarem, já que eles só atacam se forem provocados.
Parque Nacional de Brasília é possivelmente o único local do DF com população de queixadas (Foto: Claudia Campos)

Sobre a espécie

O queixada, também conhecido como porco-do-mato, é um animal classificado como Vulnerável (VU) no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. São animais de hábitos diurnos e se alimentam basicamente de frutas, larvas de inseto, raízes e minhocas.

Seu nome (queixada) vem do ruído que fazem quando se sentem ameaçados, similar ao bater de dentes. Quando estão em grupo e se sentem acuados perante algum predador, podem ser bem agressivos. É comum, quando um deles está ferido, o grupo todo se voltar contra o agressor para defende-lo. Há relatos até de onças que foram postas para correr por grupos de queixadas furiosos.

No Cerrado, as principais ameaças são a fragmentação e destruição do habitat causada pelo desmatamento e urbanização; e também a perda de território para espécies invasoras como o javali, que também dissemina doenças para este animal. Estima-se que 77% da área do Cerrado tem baixa e média probabilidade de sobrevivência da espécie. De acordo com um levantamento feito pela organização Brasília é o Bicho/NEX, o Parque Nacional de Brasília é o único ponto do Distrito Federal onde foram identificadas populações de queixadas.

Outra grande ameaça é a caça, seja por diversão, por conflitos por conta de prejuízos agrícolas e até mesmo com objetivos econômicos, já que sua carne é bem apreciada e o couro tem bom valor econômico.

O arame encontrado no animal salvo no Parque faz parte de um dispositivo de caça conhecido como laço. Mesmo com a fiscalização constante, o queixada ainda é um animal visado nas unidades de conservação, pois costumam ser locais bem preservados e com populações mais altas que no entorno. A equipe do Parque possui equipe de fiscalização todos os dias da semana e está sempre atenta a ocorrências de infrações ambientais, contando ainda com apoio do Batalhão da Polícia Militar Ambiental – BPMA/DF.

Denúncias podem ser feitas pelos contatos 61 32334553 (Parque Nacional de Brasília, de segunda a sexta-feira, de 08:00 às 18:00) e 61 993515736 (BPMA 24 horas).



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Comunicação ICMBio
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