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Bolsa Verde vai ajudar a proteger ararinhas-azuis

Publicado: Quarta, 10 de Fevereiro de 2016, 17h09
Programa atenderá famílias de Curuçá, onde a ave será reintroduzida


Programa atenderá famílias de Curuçá (BA), onde a ave será reintroduzida

Foto: Jorge Cardoso/MMA

Brasília (10/02/2016) – Ainda neste mês, o governo federal publica portaria criando o grupo de trabalho (GT) que estudará a inclusão no programa Bolsa Verde de famílias em extrema pobreza que moram em áreas tidas como berçário de animais ameaçados de extinção. Entre essas áreas, está o município de Curuçá, no sertão da Bahia, onde serão feitas as primeiras solturas da ararinha-azul, ave considerada extinta na natureza e oriunda da região.

A informação é da diretora do Departamento de Extrativismo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Juliana Simões, que participou, no final do mês passado, da reunião do comitê gestor do Bolsa Verde, que aprovou a criação do grupo de trabalho. “Entre as áreas que o MMA pretende ter famílias beneficiadas está Curaçá, onde será feita a soltura de ararinhas-azuis”, disse ela.

Nessa região da Caatinga baiana, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) iniciará uma fase de testes a partir de 2017. O objetivo é preparar o terreno e educar ambientalmente a população local para a soltura das aves. Até 2021, um grupo de 150 ararinhas-azuis passará a viver em liberdade, numa área protegida a ser criada na região.

Curaçá é o local de origem, o habitat histórico das ararinhas-azuis. Desde 2000, no entanto, exemplares da ave não são vistos soltos na região. A extinção se deu por conta de capturas ilegais, especialmente por causa do tráfico de animais silvestres. As aves a serem reintroduzidas em seu ambiente natural nasceram ou foram resgatadas de cativeiros.

Reintrodução

A reintrodução das aves é iniciativa do Projeto Ararinha na Natureza, desenvolvido pelo ICMBio, autarquia vinculada ao MMA, em parceria com a ONG alemã Associação para Conservação de Papagaios em Extinção (ACTP) e o Al Wabra Wildlife Preservation (AWWP), um criadouro particular localizado no deserto do Catar, entre outros parceiros.

“O objetivo de inserirmos essas famílias no Bolsa Verde é torná-las parceiras na proteção dos animais ameaçados de extinção. É bom lembrar que o Bolsa Verde significa benefício, mas, também, responsabilidade com o meio ambiente”, disse Juliana Simões.

Como é o Bolsa Verde

O Programa de Apoio à Conservação Ambiental Bolsa Verde foi lançado em setembro de 2011 pelo governo federal. O propósito é repassar, a cada trimestre, R$ 300 a famílias em situação de extrema pobreza e que vivem em áreas consideradas prioritárias para conservação ambiental.

O benefício é concedido por um período de dois anos, com possibilidade de renovação. O objetivo é aliar o aumento de renda dessas populações à conservação dos ecossistemas e ao uso sustentável dos recursos naturais.

Comunicação ICMBio – (61) 2028-9280 – com informações da Ascom do MMA (Cristina Ávila e Luciene de Assis)
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