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Manejo de espécies exóticas protege ninhos em Abrolhos

Publicado: Quinta, 29 de Setembro de 2016, 18h02
Atividades têm como foco o combate aos ratos, que prejudicam a reprodução das aves marinhas do arquipélago


O rabo-de-palha-de-bico-vermelho constrói seus ninhos no arquipélago de Abrolhos (Foto: Isaac Simão Neto)

Brasília (29/09/16) – O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (BA) e o Centro Nacional de Pesquisa para Conservação das Aves Silvestres (Cemave/ICMBio), em parceria com a Associação Vilha-Velhense de Proteção Ambiental (AVIDEPA) – entidade sem fins lucrativos que monitora e protege sítios reprodutivos de aves marinhas no litoral do Espírito Santo e sul da Bahia –, estão desenvolvendo ações para o controle e erradicação de espécies exóticas no Arquipélago dos Abrolhos.

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Entre os meses de fevereiro e setembro de 2016 foram realizadas cinco expedições para controlar essas espécies, abrangendo as seguintes ilhas: Siriba, Sueste e Santa Bárbara. O foco das atividades é o combate aos ratos, incluindo medidas para redução da oferta de alimento e abrigo através do manejo de espécies da flora (coqueiro e castanheira, por exemplo). Tais ações auxiliam a recuperação da qualidade ambiental das ilhas e evitam reinfestações.

Ninhos protegidos

O manejo de espécies exóticas cumpre, ainda, o importante papel de proteger os sítios reprodutivos das aves do arquipélago, constantemente afetados pela presença dos roedores. Sete espécies de aves marinhas utilizam as ilhas de Abrolhos para reprodução. Entre elas, destaca-se o rabo-de-palha-do-bico-vermelho (Phaethon aethereus), que está ameaçado de extinção: de 2011 a 2016, foram cadastradas no arquipélago 630 cavidades utilizadas pela espécie para construção de ninhos.

Segundo Cesar Musso, coordenador das atividades pela AVIDEPA, as ações de monitoramento constataram que o desaparecimento dos ovos do rabo-de-palha-do-bico-vermelho estava alcançando níveis alarmantes e crescentes. “Em Abrolhos, a reprodução do rabo-de-palha-do-bico-vermelho e do rabo-de-palha-do-bico-laranja já era prejudicada mesmo antes da criação do Parque Nacional, especialmente pela presença e proliferação de ratos”, ressalta o coordenador.

Ainda segundo Musso, as atividades seguem orientação do “Manual de Controle de Roedores”, publicado pelo Ministério da Saúde, com a instalação monitorada de iscas em tubos de PVC, presas por arames de cobre. Para que o combate aos ratos seja eficiente, as expedições ocorrem com intervalos de, no máximo, 45 dias. Paralelamente ao controle dos roedores, é feito o acompanhamento dos ninhos do rabo-de-palha, a fim de avaliar os reflexos do combate ao rato no sucesso reprodutivo das aves.

Durante a última expedição, realizada entre 27 de agosto a 5 de setembro, além do combate aos ratos, foram capturadas e destinadas ao continente cerca de 50 galinhas domésticas presentes na ilha de Santa Bárbara, de forma a evitar potencial transmissão de doenças próprias das aves domésticas às aves marinhas. Entre as próximas ações previstas, destaca-se o controle e erradicação do rebanho de caprinos da ilha de Santa Bárbara.

Comunicação ICMBio
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