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Abrolhos investe em sistema de proteção do fundo do mar

Publicado: Quarta, 08 de Fevereiro de 2017, 12h08
Distribuídos em 15 pontos-alvo, equipamentos do sistema de fundeio do arquipélago passaram por manutenção durante o mês de janeiro

Mergulhador realiza manutenção no sistema de proteção do fundo do mar em Abrolhos (Foto: Acervo ICMBio/Abrolhos)

Brasília (08/02/17) – Uma das principais ações de manejo previstas para o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos – unidade de conservação (UC) administrada pelo ICMBio no sul da Bahia – é o manejo do fundo do mar nas áreas onde permanecem as embarcações durante as atividades de visitação no arquipélago.

Esse trabalho tem o objetivo de proteger grupos de corais, algas e bancos de gramas marinhas que se desenvolvem sobre o fundo arenoso, sensíveis à utilização de âncoras. No início dos anos 2000, um sistema de fundeio com 15 poitas (blocos de concreto com 1200 kg) foi distribuído em 15 diferentes pontos-alvo de visitação e mergulho na UC.

Durante o mês de janeiro deste ano, todas as poitas originalmente instaladas no arquipélago dos Abrolhos passaram por uma manutenção, que incluiu a localização dos equipamentos que se encontravam fora de uso e sem sinalização, além da troca de cabos, ferragens, bóias de localização e seu reposicionamento para o adequado fundeio de embarcações de médio porte que utilizam o parque.

Como funciona o sistema de fundeio em Abrolhos

O sistema permite que os responsáveis pelos barcos visualizem o local de fundeio e realizem o atracamento por meio de cabos. “A presença e funcionamento adequado de tais equipamentos eliminam a necessidade de lançamento de âncoras sobre os ambientes recifais e garantem segurança aos tripulantes e passageiros das embarcações que permanecem no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos”, explica Fernando Repinaldo, chefe da unidade.

As poitas também têm um impacto positivo sobre a paisagem, já que as áreas utilizadas para fundeio das embarcações costumam ser a mesmas usadas pelos visitantes para a prática do mergulho livre ou snorkeling. O sistema garante, ainda, a proteção dos recifes de corais e bancos de algas e gramas marinhas, importante fonte de alimento para as tartarugas que frequentam a região.

As atividades de manutenção do sistema de fundeio foram custeadas pelo Projeto GEF Mar – Áreas Marinhas e Costeiras Protegidas, que conta com recursos do Banco Mundial e execução do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), responsável pela contratação de empresa que além da manutenção e recuperação de todas as poitas, fornecerá garantia de 1 ano pela integridade dos equipamentos.

Comunicação ICMBio
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