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Expedição estuda aves limícolas migratórias

Publicado: Sexta, 17 de Fevereiro de 2017, 21h14
Pesquisa coordenada pelo Cemave ocorreu no litoral do Pará e Maranhão, onde essas espécies, que incluem maçaricos, batuíras e narcejas, costumam circular nesta época do ano

LIMÍCOLAS

Brasília (17/02/2017) – O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), acaba de realizar expedição ao litoral do Pará e Maranhão para estudar as aves limícolas migratórias e seus habitats (Saiba mais sobre essas espécies abaixo).

Numa primeira fase a expedição deu continuidade aos mapeamentos, seguida de uma segunda fase, de captura das aves na praia de Panaquatira, em São Luis (MA), para marcação com anilhas e bandeirolas, recuperação de geolocalizadores e coleta de amostras biológicas para estudos nutricionais e da incidência de vírus como o da influenza.

LIMÍCOLAS2A expedição contou com a parceria da Conserve Wildlife Foundation e apoio da Coordenação Regional 4 (CR 4) do ICMBio, das reservas extrativistas (Resex) do Salgado Paraense, no Pará, e do Cururupu, no Maranhão, e colaboração da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade de São Paulo (USP), SAVE Brasil e pesquisadores americanos e canadenses.

Os trabalhos em campo tiveram ainda o reforço de colaboradores do Plano de Ação Nacional (PAN) das Aves Limícolas Migratórias e servidores das reservas extrativistas Caeté-Taperaçu e Chocoaré-Mato-Grosso, ambas no Pará, e Cururupu, no Maranhão.

A parceria Cemave/CWF é objeto de projeto autorizado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e financiado pela U.S. Fish and Wildlife Service. Mais informações na página do Plano de Ação Nacional (PAN) das Aves Limícolas Migratórias no site do ICMBio e no site da Iniciativa Pró-Aves Limícolas Migratórias na Rota Atlântica.

Projeto

A expedição dá continuidade ao projeto que vem sendo realizado há três anos e que tem por objetivo monitorar as aves limícolas migratórias durante o seu período de invernada no Brasil, realizar o censo para estimar a abundância das diferentes espécies e associá-las aos habitats utilizados e tipos de uso.

Com as informações levantadas, está sendo feito o mapeamento dos diferentes habitats na região das Reentrâncias Maranhenses e Salgado Paraense, por meio do uso de modelagens, identificando-se os habitats prioritários para a conservação.

Embora o mapeamento seja feito para toda a área, o trabalho tem se concentrado nas áreas das unidades de conservação da região, com o intuito de contribuir para a gestão dessas áreas protegidas.

Reentrâncias e Salgado Paraense

As Reentrâncias Maranhenses são abrangidas pela Área de Proteção Ambiental Estadual das Reentrâncias Maranhenses e tem em sua área central a Resex do Cururupu. São reconhecidas como sítio de importância hemisférica pela Rede Hemisférica de Reservas das Aves Limícolas Migratórias (WHSRN, na sigla em inglês) e 1Foto 5 Comunidade de Apeú Salvador Viseu PA Resex Gurupi Piriá. Foto Danielle Paludo 1como sítio Ramsar, pela riqueza da biodiversidade e produtividade da área úmida e importância socioeconômica para as populações humanas que ali vivem.

O Salgado Paraense, na divisa do Pará com o Maranhão até a baía de Guajará em Belém, representa um contínuo das Reentrâncias Maranhenses e compreende um conjunto de reservas extrativistas marinhas – cerca de 13 já reconhecidas e três em fase de reconhecimento – importantes para a proteção da biodiversidade e conservação das atividades produtivas das comunidades tradicionais existentes no litoral do Pará.

A região se destaca pelas atividades pesqueiras e de extração do caranguejo-uçá e possui ainda polos turísticos como a região de Salinópolis, no Pará As aves migratórias coexistem em tais ambientes e com as atividades produtivas atuais, reforçando a riqueza e grau de conservação ambiental existentes nas unidades de conservação.

As aves e o PAN

LIMÍCOLAS 3Aves limícolas migratórias, que compreendem os maçaricos, batuíras e narcejas, são patrimônio comum e objeto de esforços de conservação em todos os países por onde passam. A maioria das espécies se reproduz no Ártico e migra para o Hemisfério Sul para os períodos de invernada entre os meses de setembro e abril, anualmente.

O Brasil, com seu extenso território e muitas áreas úmidas, é importante principalmente na rota migratória da Costa Atlântica e tem participado de acordos e esforços internacionais para estudo e conservação do grupo.

O PAN das Aves Limícolas Migratórias, coordenado pelo Cemave, reúne especialistas brasileiros no planejamento e execução de ações para melhorar o conhecimento e implementar a conservação das aves e seus habitats.

Comunicação ICMBio – 2028-9280 – com informações de Danielle Paludo (Pesquisadora do Cemave e coordenadora do PAN Aves Limícolas Migratórias)
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