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Presidente do ICMBio visita núcleo de gestão de Noronha

Publicado: Quinta, 16 de Março de 2017, 14h20
Ricardo Soavisnki se reuniu com o Núcleo de Gestão Integrada de Fernando de Noronha

Ricardo Soavinski com os servidores e colaboradores do NGI Noronha (Foto:  Vinicius de Souza e Policarpo Tertuliano)

Brasília (16/03/2017) - O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ricardo Soavinski, esteve entre os dias 13 e 14 de março em visita técnica ao Núcleo de Gestão Integrada (NGI Noronha), que corresponde à Área de Proteção Ambiental (APA) e ao Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha.

Acompanhado pela coordenadora regional Carla Marcon e pelo chefe do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (Cepene/ICMBio), Leonardo Messias, Soavinski se reuniu logo pela manhã de segunda (13) com a equipe do NGI Noronha.

Para o educador ambiental do ICMBio Noronha, Marcos Aurélio Silva, a reunião foi uma oportunidade de externar sentimentos e opiniões dos servidores e colaboradores sobre a atual situação do NGI. “O presidente demonstra clareza e franqueza na situação geral, e é interessante que ele não fez promessas, mas sim demonstrou a real preocupação com o arquipélago”, comentou.

Na parte da tarde, Soavinski ainda participou da abertura de uma oficina organizada pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU) para discutir a gestão compartilhada de Fernando de Noronha. Durante a apresentação, o presidente lembrou sua participação anos atrás, quando ainda atuava como diretor, na discussão do protocolo de intenções Noronha +20. “Na época eu propus que se fizesse reuniões abertas com a sociedade, para que quem tivesse interesse pudesse participar das oficinas. Disseram que eu estava louco, mas foi um processo muito rico de discussão e amadurecimento. Nosso ponto de partida nas discussões era: Que ilha queremos que Fernando de Noronha seja? E essa tem de ser a pergunta aqui também”, destacou.

Na terça (14), o presidente do ICMBio aproveitou para visitar os atrativos do parque nacional e dialogar com a comunidade local da APA sobre temas importantes, como os conflitos da pesca e o Noronha Carbono Zero – projeto que pretende fazer do arquipélago de Fernando de Noronha o primeiro território carbono neutro do Brasil.

Finalizou a visita sendo entrevistado pelos voluntários de Comunicação do ICMBio Noronha.

Confira alguns trechos da entrevista.

ICMBio Noronha: Quais suas expectativas com relação à gestão do Arquipélago de Noronha?

Soavinski: Cuidar de espaços de territórios especialmente protegidos, quase sempre, contraria interesses de algumas pessoas e de alguns setores, e esse com certeza é um dos grandes desafios. Existem também os desafios operacionais, mas o maior desafio mesmo é o reconhecimento pela sociedade dessas áreas. Precisa ter um diálogo com a comunidade, ter os conselhos com representantes de vários segmentos da ilha é fundamental.

IMCBio Noronha: Recentemente o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha lançou o Dia do Morador, no intuito de promover a aproximação dos moradores ao parque. De que formas podemos promover o sentimento de pertencimento da comunidade?

Soavinski: Tá aí um bom exemplo. O Dia do Morador é uma atitude muito interessante. Já vi várias iniciativas aqui, como o trabalho de educação ambiental do Golfinho Rotador em parceria com o ICMBio. Seja pela educação, lazer ou esportes é importante unir a conservação do ambiente ao cotidiano da população.

ICMBio Noronha: Temos hoje, somente em Noronha, 10 profissionais atuando voluntariamente no parque. Qual o valor do voluntariado para você?

Soavinski: Eu entendo que o voluntariado é uma maneira de dar capacitação e oportunidade a profissionais que ajudam nossa instituição a cumprir sua missão, mas acima de tudo promove que essas pessoas que se voluntariam possam conhecer como é o dia a dia de uma unidade de conservação. Estamos apostando fortemente nisso, e queremos que todas as unidades tenham o programa de voluntariado.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280
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