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Instituto participa de evento sobre o Cerrado

Publicado: Segunda, 11 de Setembro de 2017, 17h53
Gestão hídrica e desmatamento são alguns dos principais problemas enfrentados pela savana com maior diversidade do mundo

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Ramilla Rodrigues
ramilla.rodrigues@icmbio.gov.br

Brasília (11/09/2017) – Neste 11 de setembro se comemora o Dia Nacional do Cerrado, bioma que ocupa 11 estados brasileiros e o Distrito Federal, englobando 25% do território nacional. Para celebrar a data, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) participou do Dia do Cerrado, evento promovido pela WWF Brasil no espaço da ONG no shopping Casa Park, em Brasília.

Além do presidente do ICMBio, Ricardo Soavinski, estiveram presentes o secretário de Meio Ambiente do DF, André Lima; a presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Jane Vilas Bôas; o coordenador do Programa Cerrado Pantanal da WWF, Júlio Sampaio; o analista ambiental da NGI Cavernas do Peruaçu, Rafael Pereira; e o presidente da Cooperativa Coperuaçu, Valdomiro Mota. Também foi realizada exposição fotográfica com imagens de unidades do cerrado como a APA Cavernas do Peruaçu e o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu. Eles serão os destinatários da exposição organizada pelo WWF.

O Cerrado possui mais de 2 milhões de quilômetros quadrados, com 5% de todas as espécies no mundo e 30% da biodiversidade brasileira. No entanto, menos de 10% está protegido por unidades de conservação. “O modelo empregado no cerrado é predatório. Se continuarmos neste ritmo, haverá mais avanço da degradação na savana com maior biodiversidade do mundo”, alertou Sampaio, do WWF.

Dois grandes desafios enfrentados são o desmatamento e a gestão hídrica. Na região, o desmate cresce num ritmo duas vezes maior que o da Amazônia. Em relação à questão hídrica, o cerrado é conhecido como “berço das águas” por abrigar seis das oito grandes bacias do Brasil além do Pantanal.

Já o secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal, André Lima, destacou a necessidade de "ousar mais" para solucionar os desafios, buscando mecanismos previstos no Sistema Nacional de Unidade de Conservação (Snuc) e do Código Florestal, como as reservas legais, que podem ser utilizadas para impulsionar a conservação.

Nesse ponto, o ICMBio tem mostrado avanços. O exemplo mais recente é a ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros . “O ICMBio tem lutado intensamente para implementar as 45 unidades no cerrado sob nossa gestão e ampliar as já existentes”, disse Soavinski. “Temos muita coisa boa acontecendo mas precisamos que estes resultados ganhem escala até para nos auxiliar a criar mais unidades. Temos feito um grande esforço institucional para isso, mesmo com carências e restrições, especialmente mecanismos econômicos como o ICMS ecológico mostrando retornos financeiros positivos aos munícipios aliados à conservação”, completa.

Diálogo com a comunidade

As veredas do norte de Minas e do sul da Bahia foram inspiração do aclamado autor Guimarães Rosa para escrever uma de suas mais célebres obras: Grande Sertão Veredas. No entanto, essas veredas estão sob ameaça. “Antes, qualquer trecho das veredas do Peruaçu se comparava ao Rio São Francisco em questão de volume. Hoje, ano após ano, vemos as águas baixando e os peixes sumindo”, relata o presidente da Cooperativa Coperuaçu, Valdomiro Mota.

“Para a gente que está nas pontas, a degradação é mais palpável. Vemos as estatísticas na forma de um pé de buriti caído, uma nascente secando...”, diz o analista ambiental Rafael Pereira. Ele é parte da equipe que compõe a gestão da NGI Cavernas do Peruaçu, uma das unidades situadas no Mosaico Sertão Veredas Peruaçu, que ainda abriga diversas UCs estaduais, bem como terras indígenas.

O ICMBio foi um ator importante no processo de emancipação das comunidades que vivem próximas às unidades. A realidade começou a mudar quando a equipe gestora buscou no diálogo com a comunidade a solução para objetivos em comum. “Hoje, com o trabalho da equipe do ICMBio, houve um diálogo com a comunidade e trabalhar em conjunto é o caminho para dar certo”, destaca Mota.

A região possui um grande número de famílias ligadas a outros modelos de produção. São notáveis as iniciativas de produção de hortaliças, que diminuem o êxodo rural; a recuperação de nascentes; a geração de renda para as mulheres e a capacitação dos condutores ambientais.

No final do evento, os participantes tiveram a oportunidade de ter contato com produtos originados da produção sustentável do Peruaçu, como geleias e compotas de frutos do cerrado. A exposição fotográfica também mostrou o trabalho e a luta dos extrativistas locais.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280

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