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Alcatrazes deve receber turistas já neste verão

Publicado: Quarta, 13 de Setembro de 2017, 20h12
Previsão foi feita pelo presidente do ICMBio no evento, em São Sebastião (SP), de assinatura de portaria que autoriza visitação no refúgio de vida silvestre no litoral paulista. Ministros do MMA e Defesa participaram

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Brasília (13/09/2017) - Turistas poderão fazer mergulhos e realizar passeios embarcados ao arquipélago de Alcatrazes, a 35 km da costa no norte de São Paulo. Os ministros do Meio Ambiente, Sarney Filho, e da Defesa, Raul Jungmann, e o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidde (ICMBio), Ricardo Soavinski, participaram nesta quarta-feira (13), em São Sebastião (SP), da assinatura da portaria que autoriza a visitação no local. O evento marcou o aniversário de um ano da transformação do conjunto de ilhas em unidade de conservação na categoria de refúgio da vida silvestre (RVS).

Com grande potencial turístico, o RVS de Alcatrazes guarda ambientes naturais únicos no mundo que continuarão a ser preservados. A portaria permitirá mergulhos e visitação apenas de dentro das embarcações em áreas definidas pelo ICMBio, órgão gestor da unidade de conservação. As empresas interessadas em fornecer os serviços precisarão atender aos critérios e fazer um cadastro que será analisado pelo Instituto.

A expectativa é que as atividades de ecoturismo no Arquipélago de Alcatrazes já possam ser oferecidas a partir de janeiro. “Estamos trabalhando para que a região comece a receber visitação já nesta temporada de verão, com a abertura de 10 pontos de mergulho”, adiantou o presidente do ICMBio, Ricardo Soavinski. Um acordo de cooperação assinado também nesta quarta-feira com a SOS Mata Atlântica oferecerá apoio à gestão local.

alcatrazes04O presidente destacou ainda que Alcatrazes, com apenas um ano de criação, já dispõe de plano de manejo, documento que regula o zoneamento e uso da unidade . "O trabalho foi feito em tempo recorde, resultado do esforço dos servidores do ICMBio e gestores da unidade. Isso agiliza ainda mais os preparativos para a abertura da unidade à visitação pública", disse Soavinski.

Conservação

A conservação da biodiversidade local foi apontada pelo ministro Sarney Filho como prioridade para a região. "Essa unidade de conservação é um patrimônio do povo brasileiro", defendeu, ao destacar que o plano de manejo garante que o ecossistema permaneça intocado. "A criação do Refúgio de Alcatrazes selou esse compromisso com o bioma marinho”, acrescentou.

As ações na região também impulsionarão a liderança brasileira na proteção dos oceanos. Para Sarney Filho, a medida contribuirá para a promoção da Iniciativa Azul do Brasil, lançada no início do mês, em congresso internacional no Chile, para captação de recursos para a gestão de unidades de conservação marinhas. “Alcatrazes é um marco nessa agenda”, declarou.

Situado em alto mar, o arquipélago também tem a Marinha do Brasil como aliada na conservação ambiental. O ministro da Defesa destacou que a presença dos militares impediu a degradação e a pesca predatória na área. “É uma convergência que se dá antes mesmo da assinatura da portaria, de unir soberania, defesa nacional e meio ambiente”, declarou Raul Jungmann. “Nossas responsabilidades nacionais, hoje, são globais.”

Antes da solenidade de assinatura da portaria que abriu o refúgio ao ecoturismo, as autoridades e membros da imprensa fizeram uma visita ao arquipélago de helicóptero.

O refúgio

09 rvs arquipelagodealcatrazes semdataBaliza da navegação desde a chegada dos portugueses à costa brasileira, o arquipélago de Alcatrazes fica a cerca de 35 km do litoral norte de São Paulo. A ilha principal de Alcatrazes se eleva a quase 300 metros acima do nível do mar e, há mais de 2 anos, deixou de ser alvo de tiro de canhões de navios da Marinha do Brasil. A demanda por visitação ao local ocorre desde a década de 1990.

O Refúgio da Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes foi criado em 2 de agosto de 2016 e é gerido de forma compartilhada com a Estação Ecológica Tupinambás. Nas duas unidades, foram registradas 1,3 mil espécies, das quais 93 sofrem algum grau de ameaça de extinção. O arquipélago abriga, ainda, espécies endêmicas (exclusivas do local) e possui a fauna recifal mais conservada e biodiversa do Sudeste e Sul do Brasil, além de ser uma área de reprodução e crescimento de espécies de valor comercial para o setor pesqueiro.

Comunicação ICMBio - (61) 2028-9280 - com informações da Ascom do MMA (Lucas Tolentino)
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