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Cemave faz censo de aves limícolas migratórias

Publicado: Sexta, 29 de Setembro de 2017, 17h36
Entre elas, estão os maçaricos e batuíras, que migram do Hemisfério Norte, fugindo do inverno boreal, e param para descansar e se alimentar no Parque Nacional da Lagoa do Peixe, no Rio Grande do Sul

maçarico pequeno de perna amarela e maçarico grande de perna amarela. Foto Danielle Paludo

Brasília (29/07/2017) – O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave) e o Parque Nacional da Lagoa do Peixe, no Rio Grande do Sul, ambos geridos pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), promoveram entre a segunda-feira (25) e a quarta-feira (27) o primeiro de três censos de aves limícolas migratórias da temporada de invernada 2017/2018.

Limícolas são aves, geralmente, associadas a zonas úmidas costeiras, como estuários e lagunas. Entre elas, estão os maçaricos e batuíras. Nesta época do ano, elas migram do Hemisfério Norte, fugindo do inverno boreal, e param para descansar e se alimentar no Parque Nacional da Lagoa do Peixe. Além disso, a primavera é período reprodutivo para algumas espécies como o piru-piru e maçarico-de-duplo-colar, que formam pares e começam a nidificar nos campos e dunas.

Tamanha diversidade de espécies e atributos naturais tornam o parque da Lagoa do Peixe um local especial para as aves migratórias que promovem um espetáculo da natureza entre os meses de setembro e abril. O Brasil, que está na rota atlântica migratória dessas aves, participa dos esforços de conservação.

Especialistas e voluntários

equipe censo lagoadopeixe 26set2017 2O censo, que contou com a participação de especialistas e voluntários da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), SAVE Brasil, além da equipe do Cemave e do parque, teve como objetivos estimar a abundância e monitorar a migração e o uso dos ambientes encontrados no parque nacional – lagoa, praias, campos inundados e secos – pelas aves limícolas.

O trabalho faz parte do projeto Monitoramento das Aves Migratórias em Unidades de Conservação Federais, desenvolvido com recursos do Projeto Áreas Marinhas e Costeiras Protegidas – GEF-Mar, do Ministério do Meio Ambiente, de acordo com o Plano de Ação Nacional para a Conservação das Aves Limícolas Migratórias.

“Saber quantas aves estão chegando a cada ano para invernar no Brasil, por quanto tempo ficam e como se distribuem nos habitats considerados críticos é importante para orientar os trabalhos de conservação. O Parque Nacional da Lagoa do Peixe é sítio de importância internacional para as aves limícolas migratórias e o conhecimento gerado pelo projeto pode subsidiar medidas de gestão da unidade”, disse Danielle Paludo, coordenadora do PAN Aves Limícolas Migratórias.

Populações em declínio

O declínio nas últimas décadas de até 80% das populações das diferentes espécies de maçaricos e batuíras que compõem o grupo colocou em alerta os países que participam da rota migratória atlântica dessas aves. Por isso, são estimuladas contagens periódicas, muitas vezes realizadas por voluntários. Elas são importantes para verificar as tendências populacionais e avaliar a eficiência dos esforços conservacionistas.

O Brasil participa de acordos e esforços internacionais para a conservação de aves limícolas migratórias e seus habitats – Convenção para Espécies Migratórias(CMS), Convenção Ramsar para o Desenvolvimento de Áreas Úmidas, Rede Hemisférica de Reservas para Aves Limícolas (WHSRN) e Iniciativa Pró Aves Limícolas na Rota Atlântica (AFSI).

Os pesquisadores observaram que espécies como o maçarico-acanelado, maçarico-de-colete e baituruçu migrantes já chegaram em pequenos grupos nos campos encharcados do parque, enquanto o maçarico-branco, piru-piru, maçarico-grande-da-perna-amarela e maçarico-pequeno-da-perna-amarela predominam nas praias.

O projeto Monitoramento das Aves Migratórias em UCs Federais prevê a realização de mais dois censos durante o período de invernada das aves no Parque Nacional da Lagoa do Peixe – um no meio e outro no final do período, em abril, quando boa parte dos pequenos maçaricos retornam em migração para o ártico para o seu período reprodutivo.

Comunicação ICMBio – (61) 2028-9280 – com informações de Danielle Paludo, do Cemave
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