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Cemave promove curso de anilhamento de aves

Publicado: Terça, 10 de Outubro de 2017, 16h30
Evento ocorre na próxima semana no Parque Nacional de Brasília. A colocação de anilhas (pequenos aros de identificação) é importante para estudos de ecologia e monitoramento de pássaros

aves

Carla Viviane
ascomchicomendes@icmbio.gov.br

Brasília (10/10/17) – O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave), do Instituto Chico Mendes da Conservação da Biodiversidade (ICMBio), promove Curso de Anilhamento de Aves Silvestres, no Parque Nacional de Brasília (DF). O curso, que começará na próxima segunda-feira (16) e terminará na sexta-feira (20), se divide entre aulas práticas, pela manhã, e teóricas, à tarde. São 12 alunos, todos estudantes ou profissionais de biologia, veterinária e áreas afins.

Além de Brasília, o curso é oferecido em Florianópolis (SC) e João Pessoa (PB) e tem o objetivo de capacitar profissionais nas técnicas de captura e colocação de anilhas (pequenos aros de identificação). Os alunos aprendem a instalar redes de neblina para capturar os pássaros, técnicas de anilhamento, coleta de dados biológicos, legislação, ética do anilhamento e a preencher os relatórios com informações que deverão ser disponibilizadas no Sistema Nacional de Anilhamento (SNA) no site do ICMBio.

“O anilhamento é uma ferramenta importante para estudos em ecologia e monitoramento de aves. São diversas aplicações, como estudo de migrações, de tendências populacionais, longevidade, dispersão, seleção de habitat, monitoramento de aves reintroduzidas na natureza, dentre várias outras aplicações”, explica a pesquisadora do Cemave em Brasília, Renata Rossato, uma das instrutoras do curso.

320 espécies do Cerrado

No Parque Nacional de Brasília, vivem mais de 320 espécies de aves, típicas do Cerrado. No último curso ocorrido em maio deste ano, 70 pássaros foram capturados e anilhados durante o período de aulas. Segundo a pesquisadora do Cemave e também instrutora do curso, Rita Surrage, o anilhamento serve, inclusive, para que as pessoas possam, ao indentificar uma ave morta, enviar ao Cemave o código de identificação presente na anilha, contribuindo para vários tipos de pesquisa, como a longevidade e a distribuição da espécie encontrada.

O curso é aberto por edital, publicado na página do Cemave, 60 dias antes da data de início. A procura é grande, e o Cemave realiza uma seleção por meio da análise de currículo e da carta de intenção. É dada prioridade a profissionais de biologia e áreas afins, que desenvolvem ou têm interesse em atividades de pesquisa e monitoramento de aves e em locais com lacunas de conhecimento, sobretudo, das espécies ameaçadas de extinção em unidade de conservação.

O Cemave é o responsável pelo gerenciamento dos dados de anilhamento de aves silvestres no Brasil. Por meio desse trabalho, tem sido possível entender melhor a biologia das espécies, o padrão de deslocamento das aves no País e os potenciais impactos de atividades humanas às populações silvestres. O Centro desenvolve também programas de manejo populacional de espécies ameaçadas, incluindo acordos internacionais para conservação de espécies migratórias e outros.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280
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