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Oficina busca conscientizar que tubarão não é vilão

Publicado: Segunda, 14 de Maio de 2018, 15h21
Espécie é responsável, entre outras funções, pela manutenção da biodiversidade marinha. 
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O Brasil é hoje o principal consumidor de tubarão no mundo. Embora cação e tubarão sejam o mesmo animal, há um considerável desconhecimento por parte do público em geral, sobre o assunto. As pessoas tendem a achar que cação é um peixe qualquer e não reconhecem como tubarão. Como costuma-se dizer em tom de brincadeira: "o bicho no mar é tubarão, no prato é cação". Esse consumo vai na direção contrária das ações de conservação necessárias para as espécies ameaçadas e foi tema de uma oficina de conscientização realizada durante a “Volvo Ocean Race” em Itajaí (SC).

Os temas apresentados na oficina estão entre as ações do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Tubarões e Raias Marinhos Ameaçados de Extinção (PAN Tubarões), coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Sudeste e Sul (Cepsul). Para Jorge Eduardo Kotas, analista ambiental do Cepsul e coordenador do PAN, “além de atender às demandas do plano de ação, atividades de conscientização como a realizada no evento são sempre importantes”.

Por que não são vilões
Os elasmobrânquios, que compreendem animais popularmente conhecidos como tubarões e raias, são peixes com esqueleto cartilaginoso, grandes maxilares superiores e inferiores, fendas branquiais laterais (no caso dos tubarões) ou ventrais (no caso das raias) e narinas abaixo da cabeça.

tubarao2Em todo mundo são conhecidas mais de 1000 espécies de elasmobrânquios, tendo já sido identificadas pelo menos 500 espécies de tubarões e 600 espécies de raias. Algumas, como é o caso dos tubarões, em razão de seu comportamento ou mesmo alterações de seu ambiente natural, podem envolver-se em incidentes com seres humanos, muitas vezes repassados à sociedade pela mídia, de forma equivocada, estimulando a aversão a algumas espécies e, até mesmo, seu extermínio.

Portanto é fundamental que cada vez mais se esclareça e divulgue o verdadeiro papel que estas espécies possuem na manutenção dos mais variados ecossistemas marinhos, uma vez que a grande maioria das espécies é carnívora e predadores de topo da cadeia trófica. Sendo assim, estes organismos atuam significativamente no controle e na manutenção de diversas populações de animais, garantindo o equilíbrio e o bom funcionamento de diferentes processos ecológicos e evolutivos marinhos. São responsáveis, entre outras funções, pela manutenção da biodiversidade marinha.

De acordo com a avaliação realizada pelo ICMBio, entre 2012 e 2014, dentre as 82 espécies de tubarão que ocorrem no Brasil, 31 encontram-se ameaçadas de extinção (vulnerável, em Perigo ou criticamente em perigo) e outras 22 não possuem informações suficientes para serem avaliadas.

A maioria das espécies de tubarão não consegue sustentar níveis altos de exploração e são muito suscetíveis aos impactos antrópicos. Pouco abundantes e situados no topo da cadeia alimentar, possuem baixas taxas de crescimento, idade avançada na reprodução, vida longa e reduzido número de filhotes, características que, em muitos casos, fazem as populações demorarem décadas para se recuperar dos impactos resultantes das atividades humanas, como é o caso da pesca e da degradação ambiental.

PAN Tubarões
O PAN Tubarões, lançado em 2014, tem como objetivo mitigar os impactos sobre os elasmobrânquios marinhos ameaçados de extinção no Brasil e de seus ambientes, para fins de conservação em curto prazo. Ele é composto por nove objetivos específicos, com as suas respectivas ações e a previsão de implementação está prevista em um prazo de cinco anos.

Saiba mais sobre o PAN Tubarões aqui


Comunicação ICMBio
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