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Cooperação em prol do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

Publicado: Quarta, 16 de Maio de 2018, 15h05
Com o objetivo de propagar experiências de parcerias e melhores práticas apresentadas no III Seminário de Boas Práticas e I Fórum Internacional de Parcerias na Gestão de Unidades de Conservação, apresentamos a boa prática “Cooperação Mútua Para a Gestão do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu”. Essa iniciativa é fruto da parceria do ICMBio, IBAM (unidade executora do projeto Parcerias Ambientais Público-Privadas – PAPP), e IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas. Acompanhe!
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O aumento da demanda de serviços de turismo no entorno do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu (MG) no final de 2016 foi a motivação que faltava aos gestores da Unidade de Conservação para buscar parceria com o objetivo de melhorar a infraestrutura da UC e, consequentemente, contribuir para o desenvolvimento local da região. Com o apoio do Instituto Ekos Brasil, foi criado o “Programa de Alocação de Recurso” para garantir a execução com qualidade do Programa de Uso Público do Parque, previsto no Plano de Manejo, as atividades de gestão socioambiental e a conservação da unidade, contribuindo para o crescimento sustentável do entorno.

Assim, para implantar uma gestão exemplar das Cavernas do Peruaçu, o Instituto Ekos criou o Fundo Peruaçu com o objetivo de apoiar a consolidação e manutenção do parque, com ênfase na busca pela sustentabilidade financeira da unidade em longo prazo e no incremento sustentável da região. De acordo com Ana Cristina Moeri Brühwiller, do Ekos, o fundo não pretende substituir recursos destinados pelo governo federal ao parque, mas apoiar atividades para as quais os governos não têm recursos ou obrigação em investir ou para acelerar a execução daquelas consideradas prioritárias:

– A captação de recursos para o Fundo Peruaçu é voltada, principalmente, para organizações privadas interessadas em associar sua marca ao Parque Nacional das Cavernas do Peruaçu e sua estrutura permite que se receba recursos privados de diferentes origens e possa direcioná-los para diversas iniciativas alinhadas com sua missão e princípios, sempre de acordo com o disposto no Plano de Manejo do Parque. Assim, a aplicação dos recursos será direcionada para projetos diversos que ocorram no território do parque e em sua zona de amortecimento e que se enquadrem em eixos temáticos definidos.

Desde que foi implantada, a prática tem contribuído para a implementação de várias metas institucionais como:

– Elaboração de materiais de divulgação do parque e guia técnico para venda, diretamente revertida nos projetos; promoção de curso de inglês para os guias; tradução do material de divulgação distribuído no parque; contratação de funcionário para receber visitantes e fazer a manutenção básica do Centro de Visitantes Principal.

– Levantamento de recursos para manutenção e reparos nas estruturas do parque; projetos de recuperação de nascentes do Rio Peruaçu com pequenos proprietários no entorno.

– Organização de orientações básicas em casos de incêndios e disseminação junto a visitantes, funcionários, comunidades vizinhas e prestadores de serviços; ampliação da troca de informações e ações integradas de proteção com as UCs do MSVP, tais como a formação de corredores ecológicos e ações permanentes para combate a incêndios e desmatamentos; fortalecimento das parcerias e ações conjuntas com as três prefeituras onde o parque está inserido, comunidades extrativistas, comunidade indígena Xacriabá e proprietários rurais, com ênfase na proteção de recursos hídricos e outros serviços ambientais do parque e da paisagem natural.

– Aumento em cinco vezes no número de visitantes do parque e incremento da infraestrutura para visitação. As ações do programa também tem proporcionado um aumento na geração de renda local e melhoria da relação entre ICMBio e entorno. Com isso, espera-se que haja uma melhoria no monitoramento espontâneo do parque por visitantes, comunidade e condutores, assim como a diminuição de atividades degradadoras.

– A captação e alocação de recursos financeiros para a melhoria da gestão permitirá que o parque possa ter maior agilidade em suas ações, capacidade de financiar pesquisas da riqueza natural, arqueológica e espeleológica local e enriquecimento do conhecimento técnico dos colaboradores do parque, incluindo funcionários, terceiros e parceiros.


Sobre o Seminário e Fórum
O III Seminário de Boas Práticas na Gestão de Unidades de Conservação e I Fórum Internacional de Parcerias na Gestão de Unidades de Conservação ocorreu em Brasília de 27 a 29 de novembro de 2017. Ao todo 46 boas práticas realizadas em UCs federais e estaduais foram apresentadas, com objetivo de difundir experiências bem sucedidas na gestão de unidades de conservação com potencial de replicação.

O evento foi realizado pelo ICMBio em parceria com o IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, Gordon and Betty Moore Foundation, Projeto Desenvolvimento de Parcerias Ambientais Público-Privadas apoiado pelo Banco Interamericano para o Desenvolvimento (BID), Caixa e Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam), Agência de Cooperação Técnica Alemã (GIZ) e outros parceiros.


Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280

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