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Esec Murici foca em ações de fiscalização

Publicado: Terça, 19 de Junho de 2018, 10h59
Balanço de 18 meses mostra que a unidade libertou animais silvestres em cativeiro, destruiu gaiolas e alçapões, além de multas e prender caçadores.

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A Estação Ecológica (Esec) Murici, em Alagoas, tem focado sua atuação nas operações de fiscalização, promovendo a efetiva proteção da unidade de conservação. As ações incluem encontrar aves silvestres em cativeiro, destruição de gaiolas e armadinhas, além prender caçadores, armas, munições e aplicar multas. Em uma operação, no dia 10 de junho, os fiscais encontraram um acampamento de caçadores, com armas e munições, e um tatu morto, dentro da unidade de conservação. "Foi uma Operação tensa, mas conseguimos conduzi-los à Delegacia da Polícia Federal de Maceió. E, pasmem, entre os envolvidos estava uma pessoa que é PM da reserva e foi do batalhão ambiental", relata Marco Antônio de Freitas, analista ambiental da Esec Murici.

muriciSegundo o balanço feito pela unidade, nos últimos 18 meses, 791 aves silvestres foram retiradas de cativeiro ilegal no entorno da unidade; mais de 1.050 gaiolas e alçapões foram destruídos; cerca de 80 canos (armadilhas de disparos) apreendidas; 50 espingardas apreendidas e entregues a polícia civil ou federal; mais de 300 munições de diversos calibres; 47 tatuzeiras (armadilhas de tatu); 12 caçadores foram presos em flagrante delito e conduzidos as delegacias, além de muitas abordagens em motos, veículos e casas de moradores do entorno e as poucas residências do interior da UC.

Em um levantamento, os dados mostram 86 autos de infrações, aplicados somente pelo ICMBio, de 2009 a 2018, sendo pouco mais de 60% deles aplicados em crimes contra a fauna, notadamente caça e aves cativas.

"Destes 86 autos de infrações, 31 foram aplicados pelo ICMBio nos últimos 18 meses, mostrando o aumento das ações de fiscalizações nestes 18 meses", ressalta Marco Antônio de Freitas.

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A Esec Murici é uma unidade de conservação criada em 2001 com 6.131 hectares, possui o maior fragmento de Mata Atlântica ao Norte do Rio São Francisco. As pesquisas ornitológicas foram os maiores motivos para a sua criação, além de uma carta oficial do príncipe Charles ao presidente do Brasil na época. Possui um elevadíssimo número de espécies endêmicas de anfíbios, répteis, aves e mamíferos, contando com 38 espécies de aves nas categorias nacionais e da IUCN como ameaçadas em algum grau de ameaça, sendo considerada a área mais importante das três Américas para a conservação de aves ameaçadas e e endêmicas.


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