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Energia solar beneficia 25 famílias da Flona de Humaitá

Publicado: Quinta, 21 de Junho de 2018, 17h04
Cada casa recebe uma placa solar, uma bateria, um conversor e um inversor; projeto é executado pela ONG Instituto Pacto Amazônico.

energiaFinanciado pela Fundação Nexans e executado pela ONG Instituto Pacto Amazônico, 25 famílias que moram em oito comunidades da Floresta Nacional (Flona) Humaitá, a 600 quilômetros de Manaus, serão beneficiadas por energia elétrica limpa e gratuita. Utilizando energia solar, o projeto, denominado “Luz na Floresta”, foi planejado em 2017 e no mesmo ano já começou a ser colocado em prática. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que contribuiu com a logística (fornecendo barcos e carros para transporte dos equipamentos), e a Universidade Federal de Amazonas (Ufam), que ofereceu suporte técnico científico, são parceiros do projeto.

A energia é um presente para quem hoje depende do pote, da lamparina ou de energia vinda de pequenos e barulhentos geradores a diesel, que muitas vezes falha. Pior: o serviço é pago pelos comunitários para garantir poucas horas de luz à noite. “Com a produção de energia limpa (solar) para estas famílias serão abertas novas possibilidades de melhora da qualidade de suas vidas, permitindo o armazenamento de alimentos, comunicação, melhorando a produção doméstica de produtos da biodiversidade e proporcionando lazer e mais conforto”, define João Nápoles, diretor executivo do Instituto Pacto Amazônico.

Cada casa recebe uma placa solar, uma bateria, um conversor e um inversor. O conjunto gera energia para sustentar, no mínimo, três lâmpadas de lead e cinco tomadas que podem atender a geladeira, refrigerador de ar, etc. “A despesa que os moradores das comunidades pagam de combustível para funcionar os geradores é maior que o gasto com a alimentação de uma família”, explicou João Nápoles, ao comentar a importância do projeto, cuja previsão de conclusão é para novembro deste ano.

A unidade já tem plano de manejo. “Seria maravilhoso se pudéssemos multiplicar o fornecimento de energia para todo o ‘beiradão’ do Amazonas. Vocês não têm ideia do que é passar numa casa e ver uma família com a televisão ligada”, diz Leila Mattos, que chefiou a unidade de conservação por mais de quatro anos.

Qualidade de vida
A Floresta Nacional Humaitá (Flona) foi criada em 1998, pelo Decreto nº 2.485, com o objetivo principal de eliminar a extração ilegal de madeira na região sul da Amazônia, área do arco de desmatamento e densificação demográfica. Possui uma área de 473.158.962 hectares e abrange oficialmente municípios de Humaitá (AM) e Calama, em Rondônia (RO).

Dentro da área existem oito comunidades (Paraná do Buiuçú, Igarapé do Bujuçú Solomão, Boa Esperança, Barro Vermelho, Barreiras do Tambaqui, Maici e Palha Preta). Nas comunidades vivem pequenos produtores familiares e extrativistas, pescadores tradicionais da região sul da Amazônia, sem acesso a saneamento básico, eletricidade, saúde, educação. Todos sobrevivem com muita dificuldade, em condições mínimas de sobrevivência.

Quem financia
A Fundação Nexans abraçou a ideia e está patrocinando o projeto. A sede é na França e tem como principal bandeira a ajuda financeira a projetos sociais em várias partes do mundo, como na África e na Ásia. A filosofia de atuação da Fundação Nexans em todo o mundo, por meio do acesso à energia limpa.
 
*Com informações do Jonal A Crítica, de Nelson Brilhante
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