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Flona de Pacotuba apoia Pedal Quilombola

Publicado: Segunda, 09 de Julho de 2018, 16h12
Ciclistas percorrem 42 quilômetros e conheceram a unidade de conservação.

Comunidade de Campos Elízios1
Promover a união da cultura, esporte e natureza. Esse foi o objetivo do Pedal Quilombola, evento realizado pela Ecotrilhas, com o apoio da Floresta Nacional de Pacotuba e da comunidade quilombola de Monte Alegre, no mês passado. Foram 42 quilômetros percorridos, incluindo trechos de estradas de terra e trilhas.

O percurso iniciou no quilombo de Monte Alegre, Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, em meio a história do período escravagista do Brasil, passando pelo cemitério - onde eram enterrados os escravos da região -, por fazendas e paisagens de tirar o fôlego da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Cafundó e da Floresta Nacional (Flona) de Pacutuba.

A primeira parada do percurso foi para conhecer o cemitério de 1846, que guarda a simplicidade e costumes da época. Depois de muita adrenalina nas subidas e descidas, eles se depararam com paisagens com formações rochosas deslumbrantes – Pedra da Ema e a de Burarama. Passaram pelas comunidades de Pedra Lisa, Campos Elísio, Jabuticabeira, Retiro e Córrego das Galinhas, além de percorrerem as estradas e trilhas da RPPN Cafundó (517 hectares) e da Flona de Pacutuba (451hectares), unidades de conservação que juntas protegem 968 hectares de mata atlântica. Nas unidades, os ciclistas puderam desfrutar dos cantos das aves, de avistar macaco-prego, da ilha de frescor proporcionado pela floresta e de uma paisagem florestal.

Ao longo do percurso, puderam experimentar ainda, em muitas propriedades das comunidades, o queijo artesanal, biscoitos, pães caseiros e vários tipos de artesanato. Na paisagem rural, eles se depararam com a galinha de angola e a cabra asselvajada que vive nas montanhas, que, segundo os moradores locais, são bem difíceis de serem visualizadas.

Na Flona de Pacotuba foi um momento de parar de pedalar e conhecer melhor o que está sendo feito para conservar e recuperar o patrimônio natural, que é de todos os brasileiros, e deixar sua marca, plantando uma muda de planta da mata atlântica. "Afinal, contribuir com a recuperação desse bioma é uma tarefa que precisa da contribuição de todos", ressalta o chefe da unidade, Alfredo Antônio Neto. Ele ainda fez uma palestra para os ciclistas sobre a gestão da unidade e das oportunidades dos diferentes usos da Flona de Pacotuba para que ela atinja seus objetivos. Para finalizar, os participantes do Pedal desfrutaram de um almoço da gastronomia afro-brasileira. 

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280
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