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UCs integram programa para conservar habitats costeiros

Publicado: Terça, 31 de Julho de 2018, 16h35
Apresentação sobre o Programa Ecológico de Longa Duração - PELD foi feita por pesquisador da UFES aos gestores da APA Costa das Algas e da RVS de Santa Cruz.


Sandra Tavares
Sandra.tavares@icmbio.gov.br
Mapa de Abrangência PELD HCES
O Programa Ecológico de Longa Duração - PELD Hábitats Costeiros do Espírito Santo (HCES) foi apresentado no início deste mês pelo professor da Universidade Federal do ES (UFES) Ângelo Bernardino aos conselhos consultivos da Área de Proteção Ambiental (APA) e Refúgio de Vida Silvestre (RVS) de Santa Cruz que formam o Núcleo de Gestão Integrada ICMBio Santa Cruz.

O Programa Ecológico de Longa Duração - PELD consiste em uma rede nacional de pesquisas de longo prazo, que busca compreender, organizar e consolidar os conhecimentos sobre a composição, funcionamento e mudanças dos ecossistemas brasileiros, tendo como principal meta gerar conhecimento e desenvolver ferramentas para avaliar a diversidade biológica, integrando grupos de pesquisa por meio da troca e sistematização de informações.

ffO professor Ângelo explicou que o PELD é um programa do CNPQ/Governo Federal em parceria com as Fundações de Apoio Estaduais (FAPES no Espírito Santo), que visa estabelecer sítios de monitoramento de longo prazo, entre 20 e 30 anos, com foco climático, ambiental, socioambiental, entre outros. É a primeira vez que o programa PELD estuda ecossistemas costeiros no estado do Espírito Santo, sendo chamado de Habitats Costeiros do ES (HCES), e abrange desde florestas de manguezais, recifes costeiros e bancos de rodolitos na região da APA Costas das Algas, do RVS de Santa Cruz e do estuário dos rios Piraquê-açu e Piraquê-mirim.

Durante a apresentação, foram expostos dados de uma extensa amostragem realizada até o momento para estudar a qualidade ambiental das áreas do estuário do rio Piraquê-açu e Piraquê-mirim e baía de Vitória, possibilitando a elaboração de uma base completa dos animais marinhos, táxons e espécies dessas áreas.

Nestes estudos, observou-se que a baía de Vitória se encontra com um grau de significativo de contaminação por efluentes, confirmado pela presença de esgoto, enquanto o Piraquê-açu tem característica mais natural, ainda com um bom estado de conservação. Segundo o professor Ângelo, estes estudos apontaram evidencias de que grande parte dos efeitos de degradação dos rios Piraquê-açu e Piraquê-mirim foram em virtude da seca e de um evento de granizo que degradou cerca de 20% da área de manguezais da região.

HabitatsO PELD HCES está tentando estabelecer uma inédita base de dados ecológicos e ambientais para dar suporte a conservação de florestas de manguezais da região, que inclui atividades de educação ambiental para informar comunidades locais dos serviços ecossistêmicos dos manguezais e envolver toda a comunidade no entorno das UCs na valorização do ecoturismo, dos recursos pesqueiros, e identificar formas de tornar essas atividades autossustentáveis. No PELD-HCES se tem buscado ainda incluir os manguezais do Piraquê-açu e Piraquê-mirim em um dos primeiros experimentos do Brasil de valoração do ecossistema manguezal.

O professo Ângelo destacou que, além dos estudos realizados nos estuários, vem sendo realizado o monitoramentos na porção costeira, com áreas de amostragens no interior da APA Costa das Algas e do RVS de Santa Cruz. Tais monitoramentos tem por objetivo estudar a ictiofauna e os bancos de rodolitos, bem como as relações entre os mesmos, buscando avaliar a importância desses bancos e peixes para a região, sendo que tais informações permitirão inferir os impactos causados pela ausência dos bancos de rodolitos para a região, podendo auxiliar, por exemplo, a análise dos processos de licenciamento.

Saiba Mais - Criado em 1996 pelo Conselho Nacional de Desenvolvimentos Tecnológico (CNPq) e vinculado ao Programa Integrado de Ecologia – PIE, o PELD teve, a partir dos três primeiros editais (1999, 2001 e 2009), a oficialização de sua criação e o financiamento de 29 sítios de pesquisa. Dessa forma, o Brasil tornou-se membro da International Long Term Ecological Research – ILTER, rede de pesquisas ecológicas que atualmente reúne 48 países a fim de compreender as mudanças nos ecossistemas ao redor do mundo e fortalecer a integração de grupos de pesquisa e a troca de conhecimento.

Comunicação ICMBio
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