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Cemave e RAN realizam oficina de planejamento

Publicado: Quarta, 08 de Agosto de 2018, 15h34
Integração de Planos de Ação Nacional (PANs), abrangendo diferentes grupos no mesmo bioma, agrega força e colaboradores às ações para a conservação das espécies ameaçadas.

alimentando filhote1Foto Márcio Repenning
O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação das Aves Silvestres (Cemave) e o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN), pela terceira vez consecutiva, realizaram, simultaneamente, oficina de planejamento do 2º ciclo e monitoria de ações para a região sul do Brasil. As duas oficinas ocorreram na última semana de maio e contaram com a participação do grupo assessor do Plano de Ação Nacional para a Conservação das Aves dos Campos Sulinos e o grupo assessor e convidados do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna do Sul.

As discussões sobre as ameaças e demandas específicas para répteis e anfíbios ocorreram em paralelo, além de momentos conjuntos em plenária para todos os presentes a fim de analisar as convergências relacionadas à conservação do habitat que estes dois planos de ação têm em comum, os campos sulinos.
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Os campos sulinos ocupam uma área de 210 km2 no Brasil. Nestes, predominam comunidades vegetais compostas por espécies de gramíneas de valor forrageiro, leguminosas úteis ao pastoreio e também outras plantas herbáceas. Os campos sulinos apresentam uma biodiversidade significativa e singular, porém são crescentes as pressões que têm reduzido, fragmentado e alterado essas áreas naturais. Além disso, este ambiente também serve de área de reprodução ou invernagem a muitas espécies de aves migratórias. Entre as sub-regiões dos campos sulinos, destaca-se o espinilho, que possui espécies restritas a essa formação (savana de arvoretas espinhentas e retorcidas típica da extremidade oeste do Rio Grande do Sul), sendo o único ambiente de ocorrência de algarrobos (Prosopis nigra e P.affinis) no Brasil. A perda e a descaracterização do espinilho, especialmente por lavouras de arroz, são as principais ameaças às espécies endêmicas desta fitoformação.
Gubernatrix cristata casal Marcio Repenning1
O PAN Herpetofauna do Sul estabelece em seu 2º ciclo, ações de conservação para 21 espécies ameaçadas de extinção, sendo 10 anfíbios, seis lagartos e cinco serpentes, que tenham ocorrência no recorte geográfico do PAN, ou seja os Estados do Rio Grande Sul, Santa Catarina e Paraná, contemplando os biomas Pampa, Mata Atlântica, além de uma pequena intrusão do Cerrado a nordeste do Estado do Paraná.

O PAN Aves dos Campos Sulinos tem como objetivo geral integrar iniciativas e esforços de pesquisa, gestão e proteção para reduzir os fatores de ameaça e melhorar o estado de conservação das aves ameaçadas dos Campos Sulinos e seus habitats, com prazo de vigência até fevereiro de 2023, definiu 58 ações distribuídas em cinco objetivos específicos contemplando diretamente 18 táxons de aves consideradas ameaçadas de extinção.

A integração entre o PAN Aves dos Campos Sulinos e PAN Herpetofauna do Sul culminou com ações conjuntas nas respectivas matrizes de planejamento. Nestas a articulação conta com um representante em cada PAN e o corpo de colaboradores incluirá membros dos dois PANs. "Juntos teremos mais força e engajamento nos estados do sul do Brasil a fim de conseguir minimizar as fortes pressões que os ecossistemas naturais, que abrigam as espécies ameaçadas, estão sofrendo´, menciona Patricia Serafini, coordenadora do PAN Aves dos Campos Sulinos.
PAN Sulinos
Aproveitamos para lembrar que o PAN Aves dos Campos Sulinos também apresenta ações de articulação com países vizinhos que compartilham ambientes e espécies semelhantes, além disso, se integra ao Plano de Ação Internacional (PAI) que trata da conservação de espécies migratórias associadas a ambientes de campos naturais na América do Sul. Esta iniciativa está diretamente ligada ao “Memorandum de Entendimiento sobre la Conservación de Especies de Aves Migratórias de Pastizales del sur de Sudamerica y de sus Habitats” da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS), do qual o Brasil é signatário. Na última semana de julho de 2018, representantes da CMS e de quatro países signatários, além do Brasil, estiveram reunidos em Florianópolis/SC para discutir justamente a revisão e continuidade deste Plano de Ação do Memorando vinculado à CMS. Atualmente, representantes da Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Brasil, além de colaboradores da América do Norte, se dedicam a implementar as ações constantes neste PAI elaborado conjuntamente.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280


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