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Mutirão de limpeza recolhe 600 kg de resíduos em praias

Publicado: Terça, 11 de Setembro de 2018, 13h06
A ação contou com 44 pessoas entre voluntários e equipe do Parque Nacional da Serra da Bocaina.
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No último sábado (1º), o Parque Nacional da Serra da Bocaina (RJ/SP) promoveu a primeira experiência de mutirão de limpeza de praias, costão rochoso e trilhas na área da Unidade de Conservação (UC). O mutirão foi realizado em Trindade nas praias do Meio e Caixa d’Aço, além de trilhas e Piscina Natural. A ação contou com a participação de 44 pessoas, entre voluntários e a equipe do Parque. O planejamento e a coordenação do mutirão foram realizados juntamente com a Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), Associação de Moradores de Trindade (AMOT), Associação de Barqueiros de Trindade (ABAT), Associação de Surf de Trindade (AST) e da ONG Caxadaço Bocaina Mar. A SOS Mata Atlântica apoiou o mutirão com a doação de camisetas e equipamentos para a coleta dos resíduos.

mutiraobocaina2O objetivo era limpar os locais do Parque Nacional que recebem maior visitação. Foram coletados resíduos nas areias das praias, escondidos entre rochas e jogados na vegetação ao longo das trilhas. O trabalho resultou em mais de 600 quilos de resíduos dos mais variados tipos, que tiveram sua destinação adequada.

O material reciclável coletado foi doado para a Cooperativa de Catadores de Paraty. A maior parte do lixo encontrado era constituído de embalagens de bebidas (latas, vidros, garrafas PET), além de sacolas plásticas, embalagens de biscoitos, resíduos de apetrechos de pesca e bitucas de cigarro, mas também foram recolhidos absorventes, fraldas descartáveis e restos de comida.

Segundo o coordenador do mutirão, o analista ambiental Thiago Rabello, o mutirão foi um sucesso tanto por deixar as praias e trilhas de Trindade limpas, o que minimiza os impactos negativos sobre a fauna e flora e sobre a experiência dos visitantes na região, quanto pela participação de muitos voluntários e de instituições interessadas na conservação do meio ambiente.

Os resíduos sólidos deixados nas praias e trilhas muitas vezes são confundidos com alimentos e são consumidos pelos animais silvestres terrestres e marinhos, o que muitas vezes acaba por levá‐los à morte, além dos inúmeros casos em que os animais se enroscam nestes resíduos, sofrendo deformações permanentes.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280
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