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Projeto Tamar/ICMBio registra recorde de ninhos de tartarugas no RN

Publicado: Quarta, 16 de Julho de 2014, 10h59

Foram registrados 956 ninhos, maior número desde o início do projeto, há 14 anos

Foram registrados 956 ninhos, maior número desde o início do projeto, há 14 anos

Projeto Tamar/ICMBio registra recorde de ninhos de tartarugas no RN

Brasília (16/07/2014) — O Projeto Tamar/ICMBio registra e monitora cerca de 800 ninhos de tartarugas marinhas todos os anos no litoral sul do Rio Grande do Norte. No entanto, na temporada 2013/2014 foram identificados 956 ninhos, maior número desde o início do monitoramento, há 14 anos. "Cerca de 86 mil filhotes devem nascer sob a nossa proteção", disse João Carlos Thome, coordenador nacional do Centro Tamar/ICMBio.

O monitoramento é feito ao longo de 42 km de praias protegidas entre Natal e a divisa com a Paraíba. Os locais onde os registros acontecem são as praias da Barreira do Inferno (municípios de Natal/Parnamirim), Malembá (Senador Georgino Avelino), Pipa e Sibaúma (Tíbau do Sul), Barra do Cunhaú (Canguaretama) e Baía Formosa. Nestas regiões, o período reprodutivo difere de outras áreas de desova do litoral brasileiro, iniciando em novembro e com os últimos ninhos eclodindo nos meses de julho e agosto.

Apesar de todas as espécies de tartarugas marinhas já terem sido registradas desovando na região, cerca de 98% dos ninhos são da espécie tartaruga-de-pente, que está criticamente ameaçada de extinção no Brasil e no mundo. "Esse recorde de 956 ninhos demonstra que as praias do litoral sul Potiguar têm uma grande importância para a manutenção das tartarugas-de-pente no Brasil, apresentando a maior densidade de desovas para a espécie no Atlântico Sul", afirmou Thome.

Estudos das tartarugas marinhas

Estudos envolvendo as tartarugas marinhas são complexos por se tratar de espécies migratórias, com ciclo de vida longo e alternância de fases, entre terrestres e marinhas. Dentro deste contexto, aprendizados de longo prazo são fundamentais para a permanente avaliação das estratégias de pesquisa e conservação da população de tartarugas na região. "Atualmente, temos que levar em conta novos desafios, como mudanças climáticas, doenças, pesca comercial, ocupação do litoral e a poluição dos mares", finalizou João Carlos Thome.

A proteção da população de tartarugas-de-pente conta com apoio do Centro de Lançamentos da Barreira do Inferno (CLBI/Aeronáutica) e Santuário Ecológico de Pipa (SEP), que permitem a consolidação das atividades do Projeto Tamar no litoral do Rio Grande do Norte.

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