Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Últimas Notícias > ICMBio recupera tartarugas que seriam consumidas no Natal
Início do conteúdo da página

ICMBio recupera tartarugas que seriam consumidas no Natal

Publicado: Quarta, 07 de Janeiro de 2015, 15h05

Todos os animais foram resgatados com vida. Quatro pessoas foram presas

Todos os animais foram resgatados com vida. Quatro pessoas foram presas

ICMBio recupera 130 tartarugas que seriam consumidas em ceia de natal

Gustavo Frasão
gustavo.caldas@icmbio.gov.br

Brasília (07/01/2015) — O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) recuperou 130 tartarugas que seriam vendidas e consumidas em ceias natalinas em Boa Vista e Manaus. A operação, que foi coordenada pelo Parque Nacional do Viruá (RR), aconteceu nos dias 19, 20 e 24 de dezembro. A Companhia Independente de Policiamento Ambiental (Cipa) prestou apoio e prendeu quatro pessoas.

"Todos os animais foram recuperados com vida e soltos logo após a apreensão. Apenas nove tartarugas foram encaminhadas ao Centro de Triagem do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para tratamento, porque ficaram com anzóis presos na garganta, mas ficaram bem", explicou a gerente de pesquisa da Unidade de Conservação (UC), Beatriz de Aquino Ribeiro Lisboa.

Entre as espécies resgatadas, estão 90 tartarugas-da-Amazônia (Podocnemis expansa), 33 tracajás (Podocnemis unifilis) e 17 iaçás (Podocnemis tuberculata). Desde o início das atividadades de proteção dos quelônios, ordem a que pertencem as tartarugas, em setembro de 2014, 256 animais adultos foram recuperados dos traficantes de animais silvestres.

"É justamente o período de reprodução quando as fêmeas vão depositar os ovos nas praias e viram alvos fáceis. Os traficantes estocam esses animais no meio do mato, em um tipo de curral, e quando acumulam uma boa quantidade de tartarugas fazem o transporte, momento em que conseguimos agir e impedir o andamento da ação ilícita", esclarceu o chefe do Parque Nacional, Antônio Lisboa.

Os animais são transportados vivos e vendidos em Boa Vista e Manaus. Geralmente, os traficantes cobram entre R$ 300 e R$ 500 por animal. Esta, segundo Lisboa, foi a maior apreensão do ano. "Os tartarugueiros, como são chamados, estavam aguardando nossa fiscalização sair do posto na barreira para fazer o transporte, mas foram surpreendidos pela nossa equipe", comemorou o chefe da UC.

A suspeita é de que as tartarugas estavam estocadas há alguns dias e que os traficantes de animais silvestres sabiam da fiscalização, mas estavam esperando e desmobilização das equipes para fazer o transporte. "Na verdade nós só mudamos a barreira de local e conseguimos surpreender os infratores e resgatar os animais na véspera do Natal, data limite para que eles conseguissem vendê-las a tempo de serem preparadas para a ceia", finalizou Lisboa.

Parcerias

De acordo com o chefe do Parque Nacional do Viruá, as operações só têm sido bem suceddidas porque o ICMBio conta com a parceria da Cipa e Ibama. "Sozinhos, não seria possível fazer nada disso. Essa é uma parceria que tem dado certo e conta com dedicação total dos nossos parceiros que, com inteligência e estratégia, garantem não apenas a proteção da nossa Unidade, mas de toda a região", afirmou Lisboa.

Além das operações de fiscalização, que ocorrem rotineiramente, o Ibama também vai monitorar 789 covas nas regiões de desova até março de 2015, quando se encerra o período de reprodução dos animais no baixo Rio Branco. O monitoramento conta com a proteção de policiais e apoio do ICMBio.

registrado em:
Fim do conteúdo da página