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Unidades Abertas a Visitação

Parque Nacional do Viruá

Foto: Antonio Iaccovazo

O Parque Nacional do Viruá foi criado em 29 de abril de 1998, em atendimento a compromissos assumidos pelo Brasil na Convenção da Diversidade Biológica, possui cerca de 240.000 hectares. Localizado no município de Caracaraí, centro-sul de Roraima, o parque abrange um mosaico de florestas aluviais, campinaranas (white sand forests and shrubs) e florestas de terra firme, em uma região com características típicas de um pantanal, no norte da Amazônia.

Recebeu o título de Sítio Ramsar pela Convenção das Áreas Úmidas em 22 de março de 2017, tornando-se reconhecido mundialmente como sítio de importância internacional para a conservação da biodiversidade.

Situado na região de mais fácil acesso do Pantanal Setentrional, o parque funciona como um centro de referência para pesquisas ecológicas de longa duração, e tem a missão de integrar atividades de pesquisa e conhecimentos de biodiversidade ao desenvolvimento local. Experiências de turismo de base comunitária estão sendo estimuladas, para assegurar a participação das comunidades no desenvolvimento do turismo no Parque Nacional do Viruá e entorno.

Visitar o parque é garantia de contato com uma grande diversidade de aves, mamíferos e plantas da Amazônia. Venha conhecer!

PRINCIPAIS ATRATIVOS


SERRA DO VIRUÁ


Foto: IaccovazoÉ o local com maior visitação no Viruá, onde está localizada a sede do parque e estruturas importantes de apoio a pesquisa e turismo.

As florestas da Serra do Viruá funcionam como refúgio para inúmeras espécies da fauna e flora








Observação de fauna na estrada de acesso

A riqueza e a facilidade de observação de vida silvestre, em especial de mamíferos e aves, estão entre os principais atrativos deste setor.

Na estrada de acesso à sede, com 5 Km de extensão, observadores de aves fazem registros de espécies endêmicas e especialistas de hábitat, como inambu-de-pé-cinza (Crypturellus duidae), mutum-poranga (Crax alector), jacamim-de-costas-cinzentas (Psophia crepitans), uiraçu (Morphnus guianensis), entre outras.

A observação de mamíferos como primatas, onça-pintada, suçuarana, veado-mateiro, tatu-canastra, anta e queixada também são comuns.

O acesso com veículos particulares é permitido neste local.

Foto: Michelle DiasTatu-canastra na estrada de acesso à sede (Foto: Beatriz Lisboa)












Sistema de Trilhas do PPBio


Foto: Acervo Parna ViruáO Sistema de Trilhas do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio) foi implantado para dar suporte a inventários de biodiversidade e pesquisas de longa duração em ecossistemas florestais da Serra do Viruá e de campinaranas.

Composto por doze trilhas de 5 km cada, o sistema oferece 60 km de trilhas para caminhadas em florestas e áreas abertas. O acesso é feito a partir da Sede da UC.

As trilhas têm nível médio a alto de dificuldade, onde os visitantes poderão ter contato com ambientes de serras, terras baixas e áreas alagáveis.

Espécies frequentemente avistadas incluem aves endêmicas, primatas, tatus, tamanduás, quelônios e anuros.

No retorno da caminhada, os visitantes poderão se refrescar com duchas de água natural na Sede do Parque Nacional do Viruá.

Extensão: usualmente 3 a 12 km ao dia
Tempo de caminhada: de 1h30 a 6h por dia
Grau de dificuldade: médio a difícil


Passarela da Samaúma

Passarela da Samaúma (Foto:Antonio Lisboa)A passarela da Samaúma foi instalada para permitir a visitação de uma floresta alagável por pessoas com necessidades especiais e dificuldades de locomoção, assegurando conforto e proteção aos visitantes.

No percurso é possível ter contato com árvores de grande porte, incluindo o amarelão (Fabaceae) e a belíssima Samaúma (Malvaceae), pica-paus, primatas, esquilos e até mesmo peixes de igarapés nas épocas úmidas.

A passarela é fruto do projeto de capacitação apoiado pelo Programa ARPA - Subcomponente 2.3 “Integração com as comunidades”, que reuniu carpinteiros locais, arquitetos, comunitários e gestores, na primeira experiência de construção de estruturas facilitadoras com o uso de materiais locais para o ecoturismo na UC. Contou com a utilização de madeiras apreendidas doadas pelo IBAMA-RR, em parceria com a PRF-RR.

Por problemas estruturais, temporariamente o uso da passarela está fechada para pessoas portadoras de necessidades especiais.

Extensão: 200 metros
Tempo de caminhada: 15 minutos
Grau de dificuldade: fácil, acessível a pessoas com necessidades especiais ou com dificuldade de locomoção


CAMPINARANAS DO MEGALEQUE

 Foto: Edson EndrigoAs campinaranas do megaleque são um atrativo especial do Viruá. Facilmente acessíveis através da Estrada Perdida, abrigam espécies da fauna e flora de ambientes abertos da Amazônia, muitas delas endêmicas das Guianas.

O avistamento do veado-caribenho ou veado-do-rabo-branco (Odocoileus virginianus cariacou) é bastante comum.

Outras espécies avistadas são a anta pretinha (Tapirus kabomani), a onça-pintada (Panthera onca), o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) e o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous).

Aves de banhado e aves endêmicas das campinaranas são espécies de destaque para os observadores, em especial o formigueiro-de-yapacana (Aprositornis disjuncta), choquinha-de-peito-riscado (Myrmotherula cherriei), dançarino-de-crista-amarela (Heterocercus flavivertex), o papa-capim-de-coleira (Dolospingus fringilloides) e o mutum-do-norte (Pauxi tomentosa).

O uso de bicicletas, quadriciclos e veículos particulares é autorizado neste setor.


RIO BRANCO


O passeio embarcado no rio Branco é uma experiência especial para os visitantes do Viruá. Com trechos de corredeiras acessíveis a partir de Caracaraí, e extensas praias até a foz do rio Anauá, é uma via de acesso rápido aos atrativos das várzeas e ilhas deste setor.

O Lago Aliança, distante cerca de 1h20 do porto de Vista Alegre, de águas pretas, oferece oportunidade para passeios embarcados e canoagem em ambientes de várzea e igapós bem conservados.

Praias, ilhas e trilhas de pesquisa complementam a diversidade de hábitats acessíveis aos visitantes, e possibilitam o avistamento de espécies endêmicas e especialistas de várzea, em especial o chororó-do-rio-branco (Cercomacra carbonária), a choquinha-do-tapajós (Myrmotherula klagesi) e o pato-corredor (Neochen jubata).

Foto: Antonio IaccovazoPasseio embarcado no rio Branco (Foto: Beatriz Lisboa)












RIO BARUANA


Foto: Antonio IaccovazoO rio Baruana tem um alto potencial para o turismo de base comunitária.

Localizado no entorno do parque, possui florestas de várzea bem conservadas, e permite aos visitantes o contato com espécies e paisagens típicas da Amazônia, incluindo a ariranha (Pteronura brasiliensis), boto-rosa (Inia geoffrensis), japu-verde (Psarocolius viridis), japuaçu (Psarocolius bifasciatus), a garça-da-mata (Agamia agami) e a águia-pescadora (Pandion heliaetus). Também são comuns os tracajás (Podocnemis unifilis) e jacarés-açu (Melanosuchus niger).

De fácil acesso a partir da BR-174, é um passeio bastante acessível aos visitantes. A observação da fauna e flora é uma atividade privilegiada, pela riqueza de hábitats muito próximos do canal fluvial. Uma única trilha instalada na margem do rio Baruana possibilitou o atual Recorde Ornitológico brasileiro, com um total de 225 espécies de aves registradas em um único dia. A diversidade de plantas também é notável.

O embarque é feito no porto próximo da ponte do rio Baruana, que fica a 15 km da entrada do parque, sentido sul. A pesca é permitida neste rio, respeitando-se as normas estaduais e federais vigentes.


RIO ANAUÁ


Foto: Antonio IaccovazoO rio Anauá está no entorno do Parque Nacional do Viruá, sua margem direita corresponde ao limite sul do parque.

É um rio de grande beleza cênica, que impressiona pela riqueza e abundância de espécies aquáticas.

Lagos marginais funcionam como sítios de alimentação e reprodução de numerosas espécies de peixes, entre elas, o tucunaré-açu (Cichla temensis), de valor especial para o turismo.

Atividades de contemplação, acampamentos e caminhadas de longo percurso são possíveis a partir de sítios como o Campinho, no contato entre o Anauá e o Megaleque Viruá. Atividades de canoagem e observação de espécies nos tributários de águas pretas do Anauá podem ser bons atrativos neste setor.

A pesca neste rio é permitida até o igarapé Pretinho, onde tem início a Floresta Nacional do Anauá, respeitando-se as normas estaduais e federais vigentes.


RIO IRUÁ


Estirão do rio Iruá (Foto: Miguel Clavero)O rio Iruá é o principal rio no interior do parque. Seu curso, de águas pretas, é formado por belos espelhos d’água (estirões), intercalados por igapós labirínticos.

O passeio em voadeiras é permitido até o estirão das três ilhas, e requer o uso de serviços de condução autorizados pelo parque.

Passeios em caiaques, com motores elétricos ou a remo são os únicos permitidos no Lago da Baixa Verde, um aquário natural de águas cristalinas, drenadas para o Iruá por um dos mais extensos buritizais do parque, o igarapé da Baixa Verde.

Grandes cardumes e bancos de macrófitas podem ser observados com o uso de snorkel, em uma visão provavelmente inesquecível da diversidade de vida aquática do Viruá.

Pontos de apoio para acampamentos estão localizados na Praia do Cajual (foz do rio Iruá) e no estirão da Parida.

COMO CHEGAR


O acesso ao Parque Nacional do Viruá se dá pela BR-174, rodovia federal que liga Manaus (AM) à Venezuela. São 190 Km de rodovia asfaltada partindo de Boa Vista-RR no sentido sul, ou 600 Km partindo de Manaus no sentido norte. Para chegar à Sede da UC, é preciso tomar a Estrada Perdida, no Km 322, e percorrer 7 Km de estrada de terra.

O acesso fluvial ao parque pode ser feito através do rio Branco, do rio Baruana, do rio Anauá e do rio Iruá. Apenas o rio Iruá está localizado no interior do parque. Os demais fazem parte do entorno da UC.

O aeroporto de Boa Vista é o mais próximo do parque, e recebe vôos regulares das principais empresas aéreas comerciais do Brasil.

Não há transporte público regular até o parque. Serviços de aluguel de veículo ou de transporte particular podem ser contratados em Boa Vista ou em Caracaraí, em locadoras ou cooperativas de transporte de passageiros.

QUANDO IR

O Parque Nacional do Viruá pode ser visitado durante todo o ano. Para planejar o passeio, é preciso estar atento às mudanças sazonais causadas pelas chuvas nos ambientes e rios da região.

A estação chuvosa em Roraima vai de maio a agosto. Maio e junho são os meses mais chuvosos. Em julho e agosto a quantidade de chuvas é menor e a navegação é feita com facilidade, sendo comuns períodos de sol seguidos de fortes pancadas de chuva. Em setembro tem início a estiagem e a vazante dos rios. A seca se acentua na região em janeiro e fevereiro, quando há maior facilidade para caminhadas nos ambientes alagáveis. Os meses de março e outubro costumam ser os mais quentes do ano.

É importante o agendamento prévio da visita com no mínimo 4 (quatro) dias de antecedência para a emissão de autorização através do e-mail ngi.roraima.usopublico@icmbio.gov.br.


ONDE FICAR

Foto: AriclenesO pernoite no parque está suspenso temporariamente devido à necessidade de manutenção das instalações.

Há opções de hotéis e pousadas em Caracaraí.

A distância da entrada do parque até Caracaraí é de 52 km.







COBRANÇA DE INGRESSOS

Não há cobrança de ingresso para a visitação no Parque Nacional do Viruá.


ORIENTAÇÕES

Foto: Michelle DiasO horário de funcionamento do parque é diário, das 6h às 18h.

É importante o agendamento prévio da visita através do email ngi.roraima.usopublico@icmbio.gov.br. Solicitamos o mínimo de 4 (quatro) dias de antecipação para melhor atendermos. O visitante deve assinar o Livro de Visitas na sede do parque.

Na guarita de controle da Estrada Perdida, o visitante deve assinar o Livro de Visitas e Termo de Conhecimento de Riscos.

Recomenda-se aos que farão trilha que:
  • Vistam roupas leves e confortáveis, calçado apropriado para trekking e boné.
  • Carreguem mochila com itens essenciais: água potável, lanche, capa de chuva, protetor solar e repelente para insetos.
  • A atividade de caminhada em unidades de conservação implica alguns riscos, como queda e mordedura de animais. Além disso, seja prudente e siga a sinalização da trilha para não se perder.

Lembramos também que:
  • É proibido coletar, perseguir ou apanhar espécimes da fauna silvestre.
  • O fogo pode causar destruição e oferece perigo, não sendo, portanto, permitido sua utilização no parque.
  • Deposite seu lixo em local apropriado ou o leve de volta para casa.
  • Atalhos geram impactos e trazem riscos aos visitantes. Utilize a trilha oficial.
  • A utilização de equipamentos e instrumentos sonoros afeta o ecossistema, sendo permitida somente mediante autorização.
  • Os banhos de rio devem observar procedimentos de segurança para prevenção de acidentes com arraias e outros animais silvestres.

Acesse o Guia de Conduta Consciente em Ambientes Naturais

Confira outras informações neste portal, dentro da página da UC.


Contatos

ICMBio Roraima - Núcleo de Gestão Integrada
Rua Alfredo Cruz, nº 283, Centro - Boa Vista/RR - CEP: 69301-140
(95) 3623-3250

ICMBio - Escritório em Caracaraí
Av. Bem Querer, nº 2337, São Francisco - Caracaraí/RR - CEP: 69360-000
(95) 3532-1067

ICMBio - Sede do Parque Nacional do Viruá
BR 174 Km 322 - Caracaraí/RR - CEP: 69360-000

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