Avaliação do risco de extinção da onça-parda Puma concolor (Linnaeus, 1771) no Brasil

Fernanda Cavalcanti de Azevedo, Frederico Gemesio Lemos, Lílian Bonjorne de Almeida, Cláudia Bueno de Campos, Beatriz de Mello Beisiegel, Rogério Cunha de Paula, Peter Gransden Crawshaw Junior, Katia Maria Paschoaletto Micchi de Barros Ferraz, Tadeu Gomes de Oliveira

Resumo


A onça-parda, Puma concolor, possui distribuição ampla no Brasil, ocorrendo em todos os biomas. O tamanho populacional efetivo foi calculado em cerca de 4.000 indivíduos, e em três gerações, ou 21 anos, estima-se que poderá ocorrer um declínio de mais de 10% da subpopulação nacional. As principais ameaças atuais para a espécie são: a supressão e fragmentação de habitat devido à expansão agropecuária, e à mineração, além da exploração de
madeira para carvão. Além disso, a eliminação de indivíduos por caça, retaliação por predação de animais domésticos, queimadas (principalmente em canaviais) e atropelamentos também
contribuem significativamente para a redução da população em diversas áreas. A diminuição iminente dos remanescentes florestais, resultante das mudanças efetuadas no Código Florestal
Brasileiro, também é uma ameaça à população de P. concolor no Brasil. No futuro próximo, a expansão da malha viária e ferroviária, e provavelmente a implantação de grandes complexos hidrelétricos, também poderão ameaçar a onça-parda. Sendo assim, a espécie foi categorizada como Vulnerável (VU) C1. Mesmo havendo aparente conectividade com as populações dos países vizinhos, não existem informações sobre a dinâmica fonte-sumidouro da espécie. Assim, a categoria indicada na avaliação regional não foi alterada.


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