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1º Prêmio Nacional de Espeleologia

Destaques

Relatório Anual do Cecav 2020

O Cecav publicou nesta sexta feira, 05, seu relatório de atividades, referente ao ano de 2020. Confira.

Cecav relança a EspeleoInfo

Revista digital traz informações sobre as riquezas, descobertas e ações em prol da conservação das cavernas brasileiras

Anuário espeleológico brasileiro 2020

Documento técnico com os dados estatísticos do patrimônio espeleológico brasileiro.


 
 
 

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Brasília, 11 de janeiro de 2022.

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Cecav realiza oficina presencial de elaboração do Plano de Ação Nacional para Conservação do Patrimônio Espeleológico Brasileiro (PAN Cavernas do Brasil)

Encontro aconteceu entre os dias 22 a 26 de setembro na Serra do Cipó (MG)

Brasília, 07 de dezembro de 2021.

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (CECAV/ICMBio) promoveu entre os dias 22 e 26 de novembro, na Serra do Cipó (MG), a oficina presencial de elaboração do Plano de Ação Nacional para Conservação do Patrimônio Espeleológico Brasileiro (PAN Cavernas do Brasil). O evento teve como objetivo planejar, de forma participativa, uma estratégia para conservação do patrimônio espeleológico e das espécies cavernícolas ameaçadas de extinção.

Reunindo 25 participantes de 14 instituições, entre pesquisadores, especialistas, terceiro setor e instituições públicas, a oficina permitiu uma interação produtiva entre os diferentes setores da sociedade que trabalham em prol da conservação do patrimônio espeleológico brasileiro e obteve como produto a matriz de planejamento, que é a base operacional de todo o PAN.

Devido à pandemia da Covid 19, a elaboração do PAN foi iniciada virtualmente com a oficina virtual de elaboração, que ocorreu nos meses de novembro e dezembro de 2020, contando com a presença de 39 participantes de 24 instituições. Na ocasião, o objetivo foi levantar as ameaças ao patrimônio espeleológico brasileiro e construir preliminarmente os objetivos gerais e específicos do PAN.

A oficina presencial foi realizada utilizando todos os protocolos sanitários exigidos, como testagem dos participantes, hospedagem em quartos individuais, ambiente arejado, distanciamento, uso de máscaras e utilização de álcool em gel. Neste encontro foi finalizada a elaboração do PAN, com a construção final dos objetivos e das ações previstas.

Dentre as instituições presentes estavam: Universidade Federal de Lavras (UFLA), Universidade Federal do Tocantins (UTO), Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE), Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Superintendência Regional de Meio Ambiente de Minas Gerais (SUPRAM/MG), Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e outras organizações parceiras.

Foto Ivan Campos
Participantes da Oficina Presencial de Elaboração do PAN Cavernas do Brasil. Foto: Ivan Campos.

Sobre o PAN Cavernas do Brasil

O PAN contempla 174 espécies cavernícolas, incluindo espécies constantes nas Portarias MMA Nº 444/2014 e N° 445/2014 e espécies que foram validadas como ameaçadas no segundo ciclo de Avaliação do Risco de Extinção da Fauna Brasileira, realizado em 2019. Dessas, constam 155 espécies de invertebrados terrestres e aquáticos, além de 15 espécies de peixes e quatro de morcegos cavernícolas. O Objetivo Geral do PAN, construído durante a oficina presencial, é prevenir, reduzir e mitigar os impactos e danos antrópicos sobre o patrimônio espeleológico brasileiro, espécies e ambientes associados, em cinco anos. Para tanto, o Plano foi elaborado com 4 objetivos específicos e 45 ações. Dessa forma, o PAN pretende diminuir os impactos negativos das ações antrópicas sobre os alvos de conservação e incentivar a pesquisa científica para geração de conhecimento com a finalidade de subsidiar as ações de conservação. O fato de abordar a conservação do patrimônio espeleológico como alvo de conservação, além das espécies ameaçadas, evidencia uma particularidade deste PAN e o diferencia dos demais Planos de Ação para Conservação de Espécies.

As principais ameaças diagnosticadas durante a oficina virtual foram: atividades minerárias; empreendimentos lineares e de geração de energia; atividades agropecuárias; ocupação urbana; visitação desordenada e a coleta ilegal de material paleontológico, mineral e arqueológico; lacunas de conhecimento e desinformação sobre o patrimônio espeleológico e ambientes associados e as falhas nos instrumentos normativos e na aplicação das normas e na gestão pública.

A ideia de elaborar um Plano de Ação que abranja todas as regiões do país surgiu durante a execução do PAN Cavernas do São Francisco, executado entre 2011 e 2017, já que nesse plano diversas ações foram planejadas para além da Bacia do Rio São Francisco, compreendendo todo o território nacional. Apesar do PAN Cavernas do Brasil abranger todo o território brasileiro, áreas serão elencadas, de acordo com as ameaças, onde os esforços serão concentrados na execução das ações.

O processo de elaboração do PAN Cavernas do Brasil é coordenado pelo analista ambiental Maurício Carlos Martins de Andrade do Cecav e supervisionado pelas bolsistas Ana Carolina Martins e Elizabeth Santos, que fazem parte da Coordenação de Identificação e Planejamento de Ações para a Conservação (Copan) e tem o apoio do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais (Cepta/ICMBio) na facilitação das oficinas, por meio do analista ambiental Claudio Rodrigues Fabi.

Maurício Andrade Abertura da Oficina Presencial de Elaboração do PAN Cavernas do Brasil pelo Coordenador do CECAV  Jocy Brandão Cruz
Abertura da Oficina Presencial de Elaboração do PAN Cavernas do Brasil pelo Coordenador do CECAV, Jocy Brandão Cruz. Foto: Maurício Andrade.

Compensação espeleológica é tema de Workshop
Evento online reúne especialistas de diversas instituições
 
 
Convite Workshop
 
Brasília, 02 de dezembro de 2021.

Interessados em participar do workshop "Definição da área de influência de cavidades naturais subterrâneas e alternativas para a compensação espeleológica", que acontecerá entre os dias 06 e 10/12, das 08h às 12h (pelo fuso horário de Cuiabá),poderão se inscrever neste site. Promovida pelo Grupo Bom Futuro e direcionada para técnicos da Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Mato Grosso, a atividade terá como mediadora a Spelayon Consultoria, que transmitirá o evento em seu canal no YouTube.

No último dia do workshop, o coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav/ICMBio) , Jocy Cruz, ministrará a palestra "Programa Nacional de Proteção ao Patrimônio Espeleológico e os projetos desenvolvidos a partir da Compensação Espeleológica", a partir das 11h. Para conferir a programação completa do evento, clique aqui.

Compensação Espeleológica

Em 2008 foi publicado o Decreto nº 6.640 que alterou significativamente os dispositivos do Decreto nº 99.556/1990 e, entre outros pontos, introduziu no arcabouço jurídico brasileiro a possibilidade de impactos negativos irreversíveis de cavernas, bem como o novo conceito de relevância de cavidades naturais subterrâneas, que passaram a ser classificadas em graus máximo, alto, médio e baixo de relevância, sendo somente as de máxima relevância protegidas de qualquer impacto.

O Decreto nº 6.640/2008 ainda instituiu, em seu artigo 4º, formas de compensação de danos ambientais relacionadas especificamente à conservação do patrimônio espeleológico no rito do licenciamento ambiental.

Saiba mais sobre a compensação espeleológica

Serviço:

Workshop: "Definição da área de influência de cavidades naturais subterrâneas e alternativas para a compensação espeleológica"

Data: 06 a 10/12

Horário: das 08h às 12h (fuso horário de Cuiabá)

Inscrições: https://www.sympla.com.br/workshop-sobre-a-definicao-de-area-de-influencia-de-cavidades-e-alternativas-para-a-compensacao__1428006

Histórias da Espeleologia

Entrevista conta um pouco sobre o trabalho de quem atua na descoberta de cavernas

Brasília, 02 de novembro de 2021.

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Fotos: José Iatagan Mendes de Freitas, Acervo Cecav. 

 

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav/ICMBio) é reconhecido como principal responsável pela conservação do Patrimônio Espeleológico Nacional, destacando-se como interlocutor governamental no campo da espeleologia. Para desempenhar sua missão, a de proteger e conservar os ambientes cavernícolas e espécies associadas, o Centro de Pesquisa conta com importantes protagonistas da história da espeleologia, entre eles, José Iatagan Mendes de Freitas ou apenas Iatagan ou Iata, como é chamado por todos os colegas.

Lotado na base do Cecav do Rio Grande do Norte, o servidor coleciona histórias de vida e trabalho, contribuição para a espeleologia brasileira e para o serviço público. Entre as frentes de trabalho executadas por Iatagan, está a de prospecção de cavernas, atividade realizada por meio das Bases Avançadas espalhadas pelo território nacional, que tem identificado e validado cavernas, aumentado o número de ocorrências ano a ano e enriquecendo um cenário de mais de 22.000 cavernas (o que representa cerca de 10% do potencial estimado).

No caso do Rio Grande do Norte, que atualmente tem cadastradas 1.315 cavidades naturais subterrâneas, a grande maioria foi identificada por meio da prospecção espeleológica. A Prospecção Espeleológica é o método direto para identificação de cavidades naturais subterrâneas e feições geomorfológicas de interesse espeleológico. A partir da realização desse trabalho, é possível conhecer o patrimônio espeleológico da área de interesse, ter informações para subsidiar o planejamento de estudos espeleológicos complementares

Na identificação de uma feição promissora à presença de cavernas, é importante uma boa equipe de prospecção espeleológica. A atividade em campo deve ser liderada por uma pessoa experiente com conhecimentos geológicos, geomorfológicos e hidrológicos.

O aumento do conhecimento acerca do patrimônio espeleológico (gerando informações necessárias ao seu correto manejo e conservação) no estado do Rio Grande do Norte, e seu papel de destaque em relação às demais unidades da federação, não teria acontecido se não fossem os esforços depreendidos por esse servidor com sobrenome indígena, resistência física, técnica apurada, conhecimento de campo cirúrgico, calma e gentileza (sempre com uma garrafinha de água gelada para oferecer durante as árduas atividades de campo, em meio ao sol escaldante do semiárido nordestino).

É por isso que hoje trouxemos uma entrevista com Iatagan, que nos contará algumas de suas muitas histórias de vida e trabalho, contribuição para a espeleologia brasileira e para o serviço público.

Como você entrou no Cecav? Conta um pouco sobre essa história?

Iatagan: Eu era do Ibama, né? Quando houve a divisão do Ibama e do ICMBio, e eu já fazia parte do Cecav, que era uma divisão do Ibama mas foi para o ICMBio, eu fui transferido para o novo instituto.

No Ibama você já trabalhava com cavernas?

Iatagan: Já trabalhava. Trabalhava na fiscalização e também com as cavernas.

Sua família é da região? Você foi criado aqui?

Iatagan: Eu sou da região, eu sou de Mossoró, meu pai também. Ele trabalhou muito tempo aqui onde é hoje o Parque Nacional da Furna Feia, que era a antiga Fazenda Maísa.

Você tem noção de quantas cavernas você já descobriu?

Iatagan: Ah, não. Tem várias! Eu trabalho muito tempo na prospecção. Já houve dia em que a gente, quando sentava, no final da tarde, a gente ia fazer fichas e aí tinha vez que a gente encontrava dez, outros, cinco. Aí ficava aquela guerra dizendo " ah eu vou dar uma caverna pra você, que você não achou nenhuma", aí ficava brincando.

Tem alguma caverna descoberta que foi especial, que você deu o nome em homenagem a alguém ou a alguma coisa?

Iatagan: Eu tenho uma caverna que eu dei o nome em homenagem ao meu neto. A caverna é pequena. Eu dei o nome de caverna do Iago. Uma outra vez encontrei uma caverna muito grande aqui na região, tinha um estagiário comigo, aí eu dei o nome de caverna do Estagiário. Hoje ela se chama Caverna Boa. A gente nunca se preocupou em colocar nome em homenagem. A gente nomeia as cavernas com nome de plantas, como tem caverna do Juazeiro, caverna da Quixabeira, do Arapuá; e nome de pássaro, caverna do Azulão, porque tinha um azulão cantando, aí a gente coloca né?

Qual a sua linha de trabalho no Cecav?

Iatagan: Ah, eu trabalho muito na área de prospecção, que é procurar as cavernas. Também faço a parte de topografia, eu trabalho com o equipamento, eu tiro as medidas, faço as visadas, ajudo na ponta de trena, mas todo trabalho é feito em equipe. Atualmente tenho trabalhado muito nas pesquisas biológicas também.

Você me falou sobre a mudança da tecnologia. Você participou dessa mudança? Antigamente era mais difícil?

Iatagan: Foi justamente quando a gente começou. As primeiras vezes que a gente começou a topografar aqui, era com aquela trena de fita e ficava bem mais difícil. Você fazia as bases, aí tinha que tirar todas as medidas: lateral, esquerda, direita, tudo com essa trena. Hoje, com essa trena a laser, você faz todas as medidas, tem a declividade e a inclinação nessa trena, nela mesmo faz as anotações. Isso facilita muito a topografia de uma caverna.

Antigamente você levava quanto tempo assim numa mesma caverna para topografar? E hoje, com o método novo?

Iatagan: Isso aí muda muito porque depende do tamanho da caverna e da dificuldade que tem a caverna. Mas uma caverna como a Furna Feia, que a gente passou duas semana topografando, porque era um sistema assim, bem diferente de hoje. Hoje, talvez a gente levasse uma semana.

Como é o trabalho da prospecção? Quais são os desafios?

Iatagan: A prospecção é um trabalho muito árduo, um trabalho assim, que a pessoa tem que ter uma certa experiência para andar nessa Caatinga. Eu trabalho há bastante tempo prospectando, mas tem coisas que a gente tem que ter muito cuidado, com o próprio andar no lajedo, que é onde tem as abelhas. Tem as macambiras, tem uma vegetação aqui que a gente chama de mufumbo, que é super difícil, que é para atravessar onde tem ela, mas é justamente onde tem ela que tem possibilidade de ter as cavernas.

E o que que você tem que carregar durante a prospecção?

Iatagan: A gente leva um gps, um rádio, água. Eu ando com muita água, sempre gostei de andar com muita água no mato. Eu ando no mínimo com três, quatro litros d'água, porque assim, graças a Deus, eu nunca passei sede no mato.

Essa técnica de prospecção é uma técnica do Brasil, vocês que criaram?

Iatagan: Essa é uma metodologia que foi criada aqui pra nossa região, Jocy (coordenador do Cecav) foi um dos pioneiros aqui que quando eu comecei a trabalhar. A gente marcava como que fosse uma quadra, eram quinhentos metros, a gente andava, porque era um só gps, a gente dividia em três. Aí a tecnologia foi aparecendo, hoje contamos com imagens de satélite também.

Quando você fala que trabalha com cavernas, sua família e amigos compreendem o trabalho? Eles ficam curiosos?

Iatagan: Não , é um trabalho que o pessoal não conhece bem. Meus próprios irmãos, minha família, ficam um pouco apreensivos né? "Ah, tem cuidado, não sei o quê". Minhas filhas falam: "ah, o senhor tá velho, tá bom de parar".

Você trabalhou no mapeamento da Trapiá, que é a maior caverna aqui da região. Como é esse trabalho e por que a gente ouve falar que é uma caverna muito difícil? Quais os desafios lá?

Iatagan: A Trapiá é uma caverna muito difícil, é uma caverna que por sinal na entrada tinha até abelha, a gente teve que montar uma missão lá, foi eu e Darcy (servidor do Cecav) tirar essa abelha. Primeiro a gente tirou uma abelha que tinha lá porque uma equipe que veio aqui se arriscou um pouco, desceu lá com essas abelha. A gente conseguiu tirar essa abelha, e é um rapel de uns 17 metros, é uma caverna muito difícil, muito quente, a umidade é muito alta, tem uma passagem que nos grandes invernos se fecha. Ela fica mais quente porque ela fecha. Teve uma vez que a gente desceu lá pra ir terminar a topografia e ela tava fechada, a gente teve que abrir, a gente levou ferramenta com pá, a gente cavou, abriu, mas quando abriu a caverna estava com o ar muito pesado, não dava pra respirar direito...

Quando você veio trabalhar aqui tinha quantas cavernas?

Iatagan: Na região onde hoje é o Parque Nacional da Furna Feia, só tinha três cavernas, Furna Feia, o Pinga e o Letreiro. E hoje tem 205, todas foram encontradas pelo Cecav.

Por meio das Histórias da Espeleologia fica aqui o agradecimento do Cecav a quem tem se dedicado por mais de uma década a contribuir para a proteção do patrimônio espeleológico brasileiro.


Brasília, 01 de novembro 2021.
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Conhecimento a um click de distância
Biblioteca Digital do Cecav disponibiliza acervo na web

Brasília, 29 de outubro de 2021.

 

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Cada vez mais conectados ao universo digital, nossa maneira de arquivar e expandir o conhecimento também tem evoluído para além dos espaços físicos das bibliotecas tradicionais. Com isso, aprender e compartilhar aprendizados pode estar a uma distância cada vez mais próxima de nós e de outros interessados nessa bagagem de informações. Com apenas um click, páginas de experiências, pesquisas e relatos estão à disposição.

Para proporcionar um amplo acesso às informações contidas em seu acervo, além de ser fonte de excelência para a informação e a pesquisa e aumentar os conteúdos de espeleologia disponíveis na web, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav) desenvolveu sua Biblioteca Digital.

A Biblioteca Digital de Informações Espeleológicas é uma solução baseada em DSpace, software livre que segue padrões internacionais de compartilhamento de informações, sendo possível acessar listagem bibliográfica de livros, dissertações, teses, artigos, relatórios, mapas e vídeos.

Atualmente, a Biblioteca Digital de Informações Espeleológicas possui mais de mil bibliografias cadastradas. É a única biblioteca pública focada em espeleologia. O acervo está dividido em cinco grandes áreas do conhecimento: Biologia Subterrânea, com 612 publicações, Geoespeleologia, com 402, Geotecnologia, 56, Licenciamento Ambiental, 140 e Sócio-Histórico e Cultural, com 39 publicações.

É importante ressaltar que as publicações disponibilizadas na Biblioteca digital de Informações Espeleológicas são de domínio público ou possuem direitos autorais cedidos pelos proprietários, possibilitando acesso ou o download gratuito das obras. Para o restante do acervo, encontra-se indicado o local onde está depositado, seja ele físico ou digital.

Clique aqui para ter acesso.

Acervo e Políticas de Aquisição e Seleção.

É compromisso do Cecav garantir a atualização, expansão e renovação permanente do acervo, que é composto por livros físicos e digitais e periódicos virtuais, que integram o Núcleo de Informações Espeleológicas (Nies). O Nies é o destino final da documentação arquivada pelo Cecav desde a sua fundação, em 1997, incluindo estudos espeleológicos relacionados a empreendimentos

A atualização do acervo é feita a partir de bibliografias gerais e especializadas, sugestões dos usuários, envio dos autores ao repositório ou a partir de pesquisa na rede mundial de computadores.

Tem um artigo publicado e não encontrou sua publicação na Biblioteca Digital? Encaminhe as referências para: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.. Com inclusões semanais, gradativamente esse repositório representará uma importante fonte de consultas e pesquisas na área de espeleologia, em nível nacional e internacional.

Explore, compartilhe e expanda conhecimento!


Brasília, 19 de outubro de 2021.
 
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Servidores do Cecav participam de eventos online

Marcados para esta semana, encontros reunirão especialistas para discutir a proteção das cavidades naturais e espécies associadas

Brasília, 19 de outubro de 2021.

 

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav/ICMBio) estará presente em dois eventos nesta semana: SBEQ Online 2021, promovido pela Sociedade Brasileira para o Estudo de Quirópteros e o 1st Latin American Environmental DNA Metagenomics Symposium, organizado pelo Laboratório de Genética da Conservação (LGC), vinculado ao Programa de pós-graduação em Biologia de Vertebrados - PUC Minas. Os encontros contarão com a participação dos servidores José Carlos Reino e Diego Bento.

Um dos maiores eventos sobre morcegos do Brasil, o SBEQ Online 2021 terá como tema "Morcegos no Sul Global". O evento acontecerá do dia 19 a 22 de outubro, contando com a participação do Cecav no dia 22, sexta-feira, das 14h às 17h, na mesa-redonda "Energias renováveis, mineração e conservação de morcegos no Brasil". Além do servidor do Cecav, José Carlos Reino, são convidados o representante da Eletrosul, Carlos André Zucco, e o presidente da SBEQ, Enrico Bernard. O formato da mesa será de apresentações curtas de 25 a 30 minutos. O SBEQ Online 2021 contará, ainda, com outras mesas-redondas, além de exposição de trabalhos, pesquisas e outras ações que enriquecerão os debates.

Para programação completa do evento e outras informações, acesse: SBEQ Online - Morcegos no Sul Global | sbeq.

O 1st Latin American Environmental DNA Metagenomics Symposium reunirá pesquisadores de diversas áreas em palestras e mesas-redondas para a discussão do estado-da-arte, aplicações do eDNA e metabarcoding e objetivos comuns. A ideia é que a integração dos grupos de pesquisa, empenhados no desenvolvimento das metodologias de eDNA para a América Latina, possibilite o intercâmbio de experiências, soluções, ideias e o fortalecimento da comunidade científica da região.

O evento será realizado do dia 20 a 22 de outubro e é aberto a toda comunidade, tanto aos pesquisadores que já desenvolvem trabalhos com eDNA e metabarcoding, quanto aos entusiastas e todos que têm curiosidade em saber mais sobre o tema. A mesa "Opportunities and challenges for real life applications of eDNA tecnology", que acontecerá no dia 20, quarta-feira, a partir das 10h30, contará com a participação do servidor do Cecav, Diego Bento, além do pesquisador do Instituto Tecnológico Vale (ITV), Guilherme Oliveira e com o pesquisador da University of Guelph, Dick Steinke.

Para se inscrever no evento e conferir a programação completa, acesse: https://ciente.studio/1stLAeDNA

 

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SBEQ Online 2021

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1st Latin American Environmental DNA Metagenomics Symposium


Projetos de estudo sobre o patrimônio espeleológico ganham financiamento

Iniciativa atende ao Termo de Compromisso de Compensação Espeleológica (TCCE) nº01/2021, firmado entre o Cecav e a Margem Mineração.

Brasília, 08 de outubro de 2021.

Cinco projetos de estudo e pesquisa sobre o patrimônio espeleológico do Supergrupo Açungui foram selecionados e serão financiados, a partir de novembro de 2021. A iniciativa atende ao Termo de Compromisso de Compensação Espeleológica (TCCE) nº01/2021, firmado entre o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav/ICMBio) e a Margem Mineração.

O edital para a seleção foi divulgado no dia 23 de junho, com validade até o dia 30 de julho. Por meio do documento, oito propostas foram recebidas e submetidas à análise técnica de dois pareceristas externos.

Conheça os cinco projetos selecionados e suas respectivas instituições executoras:

 

1. Manutenção da estrutura dos microhabitats no piso de cavernas turísticas como uma ferramenta de conservação e manejo da fauna de invertebrados

Centro de Estudos em Biologia Subterrânea – CEBS / UFLA

 

2. Análise de uso público e fatores de pressão sobre a gruta da Lancinha, como subsídios ao manejo adequado do Monumento Natural

Grupo Espeleológico do Paraná – GEEP-Açungui

 

3. A Gruta dos Paiva e seu entorno (Parque Estadual Intervales) – a importância de estudos básicos para implementação de estratégias de conservação e manejo

Instituto Brasileiro de Estudos Subterrâneos – IBES/UFSCAR

 

4. Cavernas como modelo para análise de mudanças climáticas: a importância de estudos básicos para implementação de estratégias de conservação

Instituto Brasileiro de Estudos Subterrâneos – IBES/UFSCAR

 

5. Registro sedimentar clásticos em cavernas no sistema cárstico do supergrupo Açungui para compreensão das variações paleoambientais

Universidade de Brasília – UnB

O TCCE tem como objetivo direcionar recursos financeiros de compensação ambiental para a proteção do patrimônio espeleológico nacional. Dentre os compromissos estabelecidos estão a execução de seis projetos de estudos de cavernas, sendo os cinco supramencionados e o sexto denominado "EspeleoPiraí: patrimônio espeleológico arenítico da Escarpa Devoniana em Piraí da Serra/PR" executado pelo GUPE – Grupo Universitário de Pesquisas Espeleológicas.

O Mater Natura - Instituto de Estudos Ambientais é o gestor administrativo-financeiro de todos os seis projetos, auxiliando as instituições proponentes no desenvolvimento técnico e sendo responsável por supervisionar e monitorar a plena execução dos compromissos do TCCE assumidos pela Margem Mineração junto Cecav.


Incrições para o I prêmio nacional de espeleologia michel le bret vão até final de outubro
Estudantes, pesquisadores e espeleólogos poderão se inscrever, até o dia 31/10, ao I Prêmio Nacional de Espeleologia Michel Le Bret, uma iniciativa do Cecav, em parceria com a Sociedade Brasileira de Espeleologia(SBE).
 
 
Brasília, 04 de outubro de 2021.
 
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Divido nas categorias: ampla concorrência, pós-graduando, e jovem espeleólogo e seção técnica, a premiação, que acontecerá em 21/04/2022, no 36º Congresso Brasileiro de Espeleologia (CBE), dará aos vencedores o direito de terem seus artigos científicos publicados na Revista Brasileira de Espeleologia (RBEsp) ou na Espeleo- Tema, além de uma quantia paga em dinheiro.

Michel Le Bret

Nascido na França, o espeleólogo Michel Le Bret foi responsável por importantes trabalhos na área da espeleologia em seu país de origem, entre elas estão os avanços na exploração e mapeamento, técnicas verticais, mergulho em cavernas e o desenvolvimento de novos equipamentos. No Brasil, fundou a primeira Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE), e entre suas inúmeras contribuições, atuou na criação de bases para estruturar de maneira sistemática a ciência no país, incentivando o estudo e a pesquisa do patrimônio espeleológico brasileiro.

 

Abertas inscrições para o Congresso Brasileiro de Espeleologia
 
Brasília, 01 de outubro de 2021.
 
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A partir de hoje, 1º de outubro, estão abertas as inscrições para os interessados em participar do 36º Congresso Brasileiro de Espeleologia, que será realizado dos dias 20 a 23 abril de 2022, em Brasília. O evento tem como objetivo ampliar o conhecimento acerca das cavernas e do carste, promovendo discussões sobre aspectos técnicos e científicos em relação à proteção do patrimônio espeleológico. As incrições vão até 19 de dezembro.

As inscrições para participar do congresso deverão ser feitas no hotsite do evento (www.36cbe.org.br), que é organizado localmente pelo Espeleo Grupo de Brasília (EGB), Grupo Espeleológico da Geologia UNB (GREGEO), Pequi Espeleo Grupo (PEQUI). Além disso, a plataforma disponibilizará um campo para que sejam submetidos os trabalhos e pesquisas relacionados ao patrimônio espeleológico brasileiro, cujos temas são: Biologia subterrânea, Climatologia subterrânea e paleoclimatologia, Espeleologia: educação e cultura, e Espeleometria, técnicas de exploração e documentação de cavernas, e Geoespeleologia, Licenciamento e legislação espeleológica, Paleontologia e arqueologia em ambientes subterrâneos, Turismo, gestão e conservação em ambientes cársticos.

O 36º Congresso Brasileiro de Espeleologia oferecerá nove minicursos aos participantes, entre eles o de Licenciamento Ambiental Espeleológico, ministrado pelo coordenador do Cecav, Jocy Cruz, e pelo consultor ambiental do Terradentro, Luiz B. Piló, e o de Análises moleculares em estudos de biologia Subterrânea e no licenciamento espeleológico, ministrado pelo analista ambiental do Cecav, Diego Bento.

Os demais cursos oferecidos serão: Gestão por Projetos e Capacitação de Recursos, Daniela Silva (Vale S.A.), Morcegos Cavernícolas: no âmbito dos processos de licenciamento ambiental envolvendo Cavernas. Maricélio de Medeiros (GEM), A arte da Fotografia em Cavernas, José Humberto (EGB), Curso SER, Paulo Arenas (EGB), Topografia de Cavernas ,Edvard Magalhães (EGB), Atividades SEFE – eBRe, Técnicas Verticais Espeleologia Bernardo Menegale (EGB). Confira a programação completa.

O encontro contará, ainda, com mesas-redondas internacionais, entre elas a relacionada ao tema "Evolução de tecnologias aplicadas aos estudos de meios físicos", composta por John Fiorini (UIS), Carol Cazarin (Petrobrás) e Carlos H. Grohmann (USP). A programação completa e demais detalhes do congresso estarão disponíveis em breve no site das inscrições.

O Congresso Brasileiro de Espeleologia também será palco da cerimônia de premiação do I Prêmio Nacional de Espeleologia Michel Le bret, uma iniciativa do Cecav em parceria com a Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE). A premiação tem como objetivo incentivar o desenvolvimento e publicação de pesquisas científicas, inventários e soluções técnicas direcionadas à conservação dos ecossistemas cavernícolas e espécies associadas, assim como auxiliar no manejo das unidades de conservação federais com este tipo de ambiente.


Parceria promete avanço no turismo de cavernas em Felipe Guerra

Trabalho entre Cecav, universidades e prefeitura do município potiguar pretende ordenar visitação em cavernas da região

 

Brasília, 27 de setembro de 2021.

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Foto: Gruta do Crotes - Felipe Guerra, Diego Bento.

A paisagem do semiárido da Caatinga guarda muitas riquezas a serem descobertas. No município de Felipe Guerra, no Rio Grande do Norte, uma expedição realizada pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav/ICMBio), entre os dias 9 e 13/09, teve como objetivo dar continuidade ao trabalho de identificação e ordenamento de cavernas com potencial turístico. A atividade, que conta também com o apoio do município, visa promover uma visitação com impacto mínimo tanto para o meio ambiente quanto para seus visitantes, nesse cenário que se tornou um dos locais de destaque no Brasil, no que diz respeito ao patrimônio espeleológico.

O analista ambiental do Cecav, Diego Bento, conta que as pesquisas nas cavernas da região ocorrem desde os anos 2000 e que todas esses estudos estão sendo compilados junto às informações de outros parceiros que tiveram interesse nas pesquisas, como no caso da Universidade Federal de Lavras (UFLA), que realizou parte do inventário biológico, Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), que realizou os estudos de microclima, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que fez os levantamentos de quirópteros (morcegos) e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que tem pesquisas em andamento sobre os fungos das cavernas.

Todo esse material fará parte do Plano de Manejo Espeleológico, que de acordo com Diego "tem como objetivo principal permitir que as cavernas sejam usadas turisticamente, mas com menor impacto ao meio ambiente e maior segurança possível ao visitante". Entre as atividades realizadas pelo Cecav, estão o levantamento de invertebrados cavernícolas, que apontam as espécies existentes, sua importância e estado de conservação, e localização de espécies sensíveis, que muitas vezes são endêmicas da caverna e podem ser impactadas por um turismo mal manejado. "Se tem uma espécie que é sensível à presença humana ou ocorre em um piso e pode ser pisoteada, isso vai restringir o acesso da visitação àquele local da caverna. Espécies de aranhas peçonhentas, cobras, morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue), tudo isso tem que ser levado em consideração, não só pelo impacto às populações naturais, como também pelo impacto ao turista", observa o analista ambiental.

A expedição ocorreu após uma série de estudos, e nessa etapa de trabalho foram mapeados os possíveis locais de visitação e discutidas as intervenções que deverão ser feitas para segurança do turista e conservação do ambiente subterrâneo. O município de Felipe Guerra possui atualmente 351 cavernas catalogadas, três delas foram escolhidas, devido ao potencial turístico, apelo visual e estágio avançado dos estudos necessários ao ordenamento espeleoturístico. São elas: Carrapateira, Crotes e Catedral, todas no lajedo do Rosário. Entre as intervenções possíveis, há inclusive a possibilidade de estruturas para permitir o acesso de pessoas com deficiência visual na gruta da Carrapateira.

Todas essas informações foram apresentadas em reunião entre a equipe do Cecav e o secretario municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Eventos e vice-prefeito do município, Ubiracy Pascoal e o secretario municipal de Educação, Luiz Agnaldo de Souza. De acordo com Ubiracy, a parceria com o Cecav traz uma grande contribuição ao turismo dessa região que "possui um enorme potencial turístico, com um roteiro diverso envolvendo, além das cavernas, balneários, cachoeiras (durante a estação chuvosa), patrimônio histórico e as histórias da Rota do Cangaço."

 


Cecav atualiza informações sobre cavernas brasileiras

Dados atualizados foram disponibilizados no Painel Dinâmico do ICMBio

 

Brasília, 16 de setembro de 2021.

 

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav) recentemente atualizou importantes informações acerca dos patrimônios espeleológicos do Brasil, para acessá-las basta entrar no Painel Dinâmico do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Os dados disponibilizados são trazidos pelo Cadastro Nacional de Informações Espeleológicas (Canie), por lá poderão ser encontrados o número total de cavernas (dado parcial de julho de 2021). Além disso, a plataforma possibilita a realização de pesquisas com filtros sejam eles por estado, código Canie, nome da caverna, unidade de conservação (UC), classe de rochas entre outros.

O Painel Dinâmico do ICMBio é uma ferramenta que pode ser muito útil para pesquisadores, servidores públicos, estudantes e a sociedade como um todo. Na plataforma, todos poderão encontrar informações sobre as unidades de conservação (UCs) federais e os 14 centros de pesquisas do Instituto. Para ter acesso ao dados, basta seguir o caminho: Painel Dinâmico>Menu>Pesquisa e Monitoramento>Cecav.

Conheça alguns dados:

Atualmente o Canie possui 21.922 cavernas registradas, sendo 3092 na Amazônia, 4006 na Caatinga, 10198 no Cerrado, 4467 na Mata Atlântica, 37 no Pampa, 12 no Pantanal e 109 fazem parte do Sistema Costeira Marinho. Além disso, o Painel Dinâmico revela que o estado brasileiro que detém o maior número de cavernas é Minas Gerais. Desse número total de cavernas, 4.464 estão localizadas no interior de UCs federais, 14.492 fora das UCs federais, 2.712 em UCs estaduais e 254 em UCs municipais.

Os dados finais do Canie serão divulgados no Anuário Estatístico 2021 e, posteriormente, no Painel Dinâmico. Para ter acesso aos dados oficiais anteriores, consulte a página do Anuário Estatístico do Patrimônio Espeleológico do Brasil.

 
 

 

 


 

 


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