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Atuação nas Unidades de Conservação do Bioma Marinho Costeiro

Foram as ações do Tamar que fizeram surgir os Parques Nacionais Marinhos de Fernando de Noronha e Abrolhos, as Reservas Biológicas de Santa Isabel e de Comboios, entre outras estaduais e municipais.

No Espírito Santo, assim como nos demais estados, o Tamar atua em constante sinergia com as Unidades de Conservação marinhas, que são:

Unidades de Conservação

Área de Proteção Ambiental Costa das Algas (ES) e Refúgio de Vida Silvestre de Santa Cruz (ES)

As unidades APA Costa das Algas e RVS de Santa Cruz encontram-se localizadas ao norte do município de Vitória, capital do estado do Espírito Santo.

As duas unidades compreendem uma faixa litorânea localizada à direita da Rodovia Estadual ES-010, no sentido sul-norte, e uma porção maior localizada em águas jurisdicionais, na região marinha confrontante aos municípios de Serra, Fundão e Aracruz.

A APA Costa das Algas possui 114.931 ha de área e o RVS de Santa Cruz possui 17.741 ha de área, sendo que as duas unidades possuem continuidade territorial e a área do RVS de Santa Cruz se encontra circundada pela área da APA Costa das Algas.

A criação destas UCs teve por objetivos a proteção dos ambientes naturais da região, que apresentam elevada biodiversidade associada à ocorrência de bancos e pradarias de algas marinhas, sendo indicada pelo Ministério do Meio Ambiente como área prioritária para conservação da biodiversidade.

Saiba mais sobre o Núcleo de Gestão Integrada - NGI ICMBio Santa Cruz clicando aqui.

Rebio Santa Isabel (SE)

Criada em 20 de outubro de 1988 e gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Reserva Biológica (Rebio) de Santa Isabel foi criada com o objetivo de preservar o ecossistema litorâneo que abriga a mais importante área de reprodução das tartarugas marinhas da espécie Oliva (Lepidochelysolivacea), assim como dunas com vegetação de restinga, remanescentes de Mata Atlântica, manguezais, lagoas e praias desertas de areia fina ao longo de seus 45 quilômetros de extensão.

Situada em Sergipe, abrangendo os municípios de Pirambu e Pacatuba, o principal trabalho realizado na Rebio é o de preservação das tartarugas marinhas desenvolvido pelo Projeto Tamar, que nesses 25 anos liberou para o mar milhões de filhotes de tartarugas. Como estratégia de sucesso para conseguir atingir números representativos de tartarugas protegidas, sempre existiu a interação com a comunidade, por meio da geração de emprego de renda associada a preservação ambiental e o resgate das tradições culturais e artísticas da região.

Através do Programa de Valorização da Cultura, desenvolvido pelo Projeto Tamar, uma série de atividades que unem cultura e conservação são realizadas em todo o estado de Sergipe, com ênfase em Pirambu: oficinas de dança, música, arte, capoeira entre outras são desenvolvidas num espaço comunitário conhecido como Clubinho da Tartaruga e todos os anos é realizada uma mostra do trabalho de incentivo à cultura e a arte das comunidades do entorno da Rebio, o chamado Culturarte – que é um festival organizado pela comunidade de Pirambu desde 1990.

Saiba mais sobre a Rebio de Santa Isabel clicando aqui.

APA de Piaçabuçu (AL)

A história da região está ligada à exploração do rio São Francisco, que iniciou em 1660. O nome Piaçabuçu tem origem indígena e significa "Palmeira Grande". Grande produtor de côco, o município de Piaçabuçu também tem o maior banco de camarão do Nordeste, resultado do volume de material orgânico jogado no mar pelo rio São Francisco.

A praia do Peba, conhecida pelo evento pesqueiro, recepciona a gincana de Pesca de Arremesso realizada tradicionalmente na primeira quinzena de novembro, ao longo de 22 km de extensão e faz parte da Área de Proteção Ambiental (APA) de Piaçabuçu - instituída em 1983 pelo Governo federal, tendo como objetivos principais assegurar a proteção de quelônios marinhos, aves praieiras e a fixação de dunas, a leste e norte com o Oceano Atlântico, ao sul com o RioSão Francisco e a oeste com uma linha paralela à Praia do Peba e dela distante 5 km, além de ajudar na proteção do entorno da Estação Ecológica da Praia do Peba, área declarada como de relevante interesse ecológico.

A região da APA é única em Alagoas por possuir dunas altíssimas que se perdem de vista, fazendo um belo contraste com o mar. A população que predomina na região é de pescadores, que atuam seja por meio da pesca artesanal, seja da pesca por arrasto, com embarcações motorizadas.

Saiba mais sobre a APA Piaçabuçu clicando aqui.

Parna Marinho de Fernando de Noronha (PE)

O Parque Nacional Marinho de Abrolhos foi criado em 1988, com o objetivo de proteger amostra representativa dos ecossistemas marinhos e terrestres do arquipélago, assegurando a preservação de espécies da fauna ameaçadas de extinção como as tartarugas cabeçuda (Carettacaretta), verde (Cheloniamydas) e de pente (Eretmochelysimbricata) e oliva (Lepidochelys olivácea).

O Tamar iniciou suas atividades de pesquisa e conservação no arquipélago em 1984. Além de ser um local onde se pode desfrutar das praias e da singular beleza cênica natural, Fernando de Noronha é também um local que abriga um ecossistema delicado e espécies que estão ameaçadas de extinção em outras regiões do país e do mundo, sendo caracterizado como um santuário para muitas espécies.

Tanto que desde 2001, o parque foi reconhecido e tombado pela UNESCO como patrimônio mundial da humanidade, juntamente com Atol das Rocas, cuja proteção passa a ser responsabilidade de toda sociedade brasileira.

Saiba mais sobre o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, clicando aqui.

Parque Nacional Marinho de Abrolhos

Primeiro Parque Nacional Marinho do Brasil, Abrolhos foi criado em 1983 e representou um marco para a conservação marinha no país. Desde então, os cerca de 91.300 hectares da unidade ajudam a proteger a região com a maior biodiversidade marinha no Atlântico Sul.

O Parque possui dois polígonos: um que protege o arco de recifes costeiros e está localizado em frente ao município de Alcobaça, abrangendo o Recife de Timbebas, e outro a cerca de 70 quilômetros da costa, englobando o Parcel dos Abrolhos e o Arquipélago dos Abrolhos, composto pelas ilhas Redonda, Siriba, Sueste, Guarita e Santa Bárbara, esta última excluída dos limites do parque e sob jurisdição da Marinha do Brasil.

O Parque protege algumas das principais áreas-berçário das baleias-jubarte, que migram para o banco para ter seus filhotes. É também a única região do planeta onde é possível encontrar o coral Mussismilia braziliensis, conhecido por coral-cérebro por seu aspecto peculiar.

Espécies de tartarugas-marinhas ameaçadas de extinção - como as tartarugas de couro, cabeçuda, verde e de pente - também se refugiam no Parque, além de aves como a grazina e os atobás. Um levantamento da biodiversidade da região registrou aproximadamente 1.300 espécies, 45 delas consideradas ameaçadas, segundo listas da IUCN e do MMA. Dados de monitoramento pesqueiro mostram que a pesca nas regiões vizinhas ao Parque movimenta mais de R$ 100 milhões por ano, o que representa 10% da receita da atividade no Brasil.

A unidade assegura a procriação das espécies contribuindo para a manutenção da pesca nas regiões vizinhas, que é o meio de subsistência para cerca de 20 mil pessoas na região.

O turismo é outra expressão da importância econômica da unidade, o fluxo turístico gerado pelo Parque garante centenas de empregos em hotéis, pousadas, restaurantes e demais atividades ligadas ao setor.

Saiba mais sobre o Parque Nacional Marinho de Abrolhos, clicando aqui.

Reserva Biológica de Comboios

A palavra comboios ou combóios vem do francês convoi, substantivo masculino que significa “grupo de navios mercantes ou de navios de guerra auxiliares que, em tempo de guerra, navegam juntos, protegidos por uma escolta de navios de guerra e, por vezes, também de aviões. No contexto da Reserva, o nome comboios se justifica pela história da ocupação pretérita da região por diferentes tribos indígenas.

Conta-se que nos séculos XVI a XVIII, a região era ocupada por índios botocudos, reconhecidos como lutadores e ferrenhos defensores de seu território contra a invasão dos colonizadores. Assim, para penetrar nas áreas indígenas, os “homens brancos” se organizavam em caravanas, em verdadeiras operações de guerra contra os botocudos.

Em 1950, pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz declararam a área onde fica a Reserva Biológica de Comboios, como um dos mais importantes remanescentes de restinga do Brasil. Em 1953 o Governo do Estado do Espírito Santo decretou a área como reserva, para fins de constituição do “Parque Ecológico da Região Leste”, a área de terrenos devolutos denominada ‘Ilha de Comboios”.

Uma comissão foi instituída pelo Ministério da Agricultura, com o objetivo de atestar a importância da área por conservar “ecossistemas próprios de restinga e praia oceânica, servindo como hábitat da grande tartaruga gigante marinha, que ali desova e faz o seu pouso, nas migrações que empreende entre o continente brasileiro e as Ilhas de Trindade e Assunção.

Finalmente, em 25 de setembro de 1984, a Reserva Biológica de Comboios foi criada pela União. A área da unidade perfazia, então, um total de 833,23 ha (oitocentos e trinta e três hectares e vinte e três ares). Em 1990, o Governo do Estado do Espírito Santo acresceu à área da Reserva 2.930,00 ha (dois mil, novecentos e trinta hectares).

Comboios foi uma das primeiras bases Tamar estabelecidas em 1982.

Localizada a 7 km ao sul da vila de Regência – composta por uma pequena comunidade de pescadores e cerca de dois mil habitantes, cujas fontes de subsistência principal são a pesca e atividades de conservação ambiental, a Rebio de Comboios protege 37 km de praias semi-desertas. É considerada uma área prioritária de desova da tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) e da tartaruga cabeçuda (Caretta caretta) tem o maior número de ninhos na região.

Para saber mais sobre a Reserva Biológica de Comboios, clique aqui.

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