Destaques

12/01/22

CEPTA finaliza as oficinas de avaliação de risco de extinção de espécies

Em novembro passado, o CEPTA (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Aquática Continental) realizou sua última oficina de avaliação sobre o risco de extinção de espécies de peixes continentais (isto é, de água doce) não amazônicos. Foram realizadas 16 oficinas de avaliação, envolvendo mais de uma centena de especialistas, a maioria mestres e doutores dos principais grupos de pesquisa em ictiologia de inúmeras instituições. Porém, no início de 2020, devido à pandemia de COVID 19, foi necessário adaptar o planejamento para a nova realidade. A partir daí, as oficinas passaram a ser remotas, utilizando-se a plataforma TEAMS. Com isso, encerraram-se as oficinas de avaliação do 2° ciclo de avaliação, que se iniciou no ano de 2018.

Foto: Acervo CEPTAMicrosoftTeams-image 8

04/01/22

XXIV Encontro Brasileiro de Ictiologia

Trazemos para vocês informações sobre o XXIV Encontro Brasileiro de Ictiologia, Tendo como tema "Conectando conhecimentos para transformar a sociedade" e além da programação científica, o evento contará com uma série de atividades na cidade de Gramado, no Rio Grande do Sul, que estimulará a interação entre o grande público e os pesquisadores.

O Encontro irá ocorrer nos dias 18/09 até 23/09, porém, você já pode garantir sua participação no evento com desconto até dia 15/01, que também é o prazo final do período de submissão de resumos para apresentações orais, pôsteres e vídeos

Link do site: http://www.ebi2021.com.br 

 

 

congresso ictiologia

 

30/09/21

Consulta pública para avaliação de peixes continentais

São 145 espécies em possível risco de extinção!
Encontra-se aberta a consulta púbica para avaliação do risco de extinção de peixes das seguintes ecorregiões aquático-continentais: Mata Atlântica Nordeste, Ribeira de Iguape, Mata Atlântica Sudeste, Tramandaí-Mampituba, laguna dos Patos, e alto e médio Uruguai. Essas ecorregiões abrangem peixes distribuídos pelo litoral brasileiro, desde Sergipe até Santa Catarina, e todo o estado do Rio Grande do Sul. Inclui também as bacias do rio Jequitinhonha e do rio Doce.
Contribuições podem ser realizadas em: https://salve.icmbio.gov.br/salve-consulta/ . Imagem: Brycon vonoi - T. Pessali

Brycon vonoi T Pessali

 

18/06/21

História Natural de peixes no Brasil

O Cepta divulga a Palestra intitulada "Caminhos para estudar História Natural de peixes no Brasil", que foi ministrada pela Dra. Lucélia Nobre Carvalho (UFMT).

Esta palestra é uma iniciativa do LABECO que significa "Laboratório de Ecologia e Conservação". Esta instituição pertence ao Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Pará, campus Guamá, na capital Paraense, Belém e tem por objetivo pesquisar os padrões de distribuição da biodiversidade no bioma amazônico.

Link: https://www.youtube.com/watch?v=I97BDUjobCY 

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01/06/21

Palestra UFPEL "Pesquisa e Educação – estudos de casos Brasil afora"

Hoje, dia 01/06 (terça-feira) às16h acontecerá mais um evento "Peixes-Anuais – Políticas Públicas, Pesquisa e Educação Brasil afora", organizado pela Universidade Federal de Pelotas/RS, a respeito dos objetivos e da importância do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Peixes Rivulídeos Ameaçados de Extinção.
Este é o último evento da programação, não percam!

O evento acontecerá das 16h às 18h e será transmitido pelo canal do Youtube do Projeto de Extensão da UFPEL "Questão Ambiental em Pauta" @gaempauta

Link de Inscrição: http://bit.ly/peixes-anuais5

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06/05/21

Consulta Pública Peixes do Pantanal

Prazo para contribuições vai até 09 de junho

Mais uma consulta pública para avaliação de peixes continentais encontra-se aberta, dessa vez com foco em espécies do Pantanal (ecorregião Paraguai) e de trechos de cerrado das ecorregiões Tapajós-Juruena e Tocantins-Araguaia. No total, estão disponíveis 57 fichas de espécies para revisão. Dentre elas, destacam-se alguns peixes de importância pesqueira, como o jaú (Zungaro jahu) e o pacu (Piaractus mesopotamicus).
A consulta é promovida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e estará aberta para contribuições até o dia 09 de junho.

Para colaborar com novas informações nas fichas de cada espécie, é necessário cadastrar-se no módulo de consulta do Sistema de Avaliação do Estado de Conservação da Biodiversidade – SALVE. Para isso, é necessário acessar o site, fazer o cadastro e login, e enviar suas contribuições. Plataforma Salve

04/05/21

Expedição de captura do surubim-do-paraíba

surubim Paraíba

Participantes do grupo assessor do PAN Paraíba do Sul, realizaram expedição para captura do surubim-do-paraíba (Steindachneridion parahybae). A ação ocorreu entre os dias 13 e 20 de março de 2021 no rio Grande, município de Trajano Moraes, RJ, e foi liderada pelo Diretor Técnico do Projeto Piabanha, Guilherme Souza, nosso grande parceiro e membro do Grupo de Assessoramento Técnico do Plano de Ação para a Conservação de Espécies Aquáticas Ameaçadas de Extinção da Bacia do Rio Paraíba do Sul – PAN Paraíba do Sul, coordenado pelo ICMBio/CEPTA.

O surubim-do-paraíba é um bagre de grande porte, de corpo achatado, com o dorso escuro marcado por muitas manchas pequenas e alongadas. Tem hábitos noturnos e é endêmico da bacia do rio Paraíba do Sul! Apesar de sua biologia ser pouco conhecida, isso não desmerece sua história e expressividade! Suas populações são pequenas e distribuídas em pouquíssimos pontos da bacia do rio Paraíba do Sul, sendo uma espécie ameaçada de extinção, na categoria (EN) Em Perigo.

A população de surubins prospectada está localizada no trecho de vazão reduzida, a montante da área de geração da PCH Santa Rosa II. O local apresentou fragmentos de mata ciliar em bom estado de conservação. O leito do rio é constituído por areia e cascalho, sendo a maior parte formada por rochas do tipo gnaisse. A geomorfologia do leito é peculiar, e possui um elevado número de "marmitas", que são originadas pelo movimento turbilhonar (redemoinhos) associadas ao material abrasivo de maior dureza. São nessas ou ao redor dessas marmitas que os surubins-do-paraíba se abrigam, demonstrando – possivelmente - uma importante interação com esse tipo de habitat!

A campanha foi um sucesso, sendo capturados 12 surubins-do-paraíba, que foram mantidos vivos, seguindo todos os protocolos para assegurar o bem-estar animal. Os indivíduos foram encaminhados ao banco genético ex-situ de espécies-alvo de peixes ameaçadas de extinção, mantido pelo Projeto Piabanha, em colaboração com o ICMBIO/CEPTA e a Universidade de Mogi das Cruzes, para a reprodução em tanques e o restabelecimento de populações no ambiente natural. As reintroduções são licenciadas pelo Ibama e monitoradas pela equipe do Projeto Piabanha e ICMBio/CEPTA!

A expedição foi financiada com recursos do Projeto GEF Pró-Espécies/WWF, com expedição autorizada pelo SISBIO (Autorização n° 77883-1).

Conheçam mais sobre o trabalho desenvolvido pelo Projeto Piabanha, em prol da conservação de peixes ameaçados de extinção do Brasil!

Fotos: Guilherme Souza/ Acervo Projeto Piabanha

 

 

28/04/21

28 de Abril - Dia da Caatinga

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A Caatinga é o único bioma totalmente brasileiro, abrangendo todos os estados do Nordeste e norte de Minas Gerais. Possui uma área de 844.453 Km2, por volta de 11% do território brasileiro.

O nome desta formação florestal única foi dado pelos índios tupi-guaranis habitantes dessa região e significa "Floresta Branca". Na época de estiagem, as cascas das árvores apresentam uma coloração esbranquiçada, assim, conseguem refletir os raios do sol, diminuindo a temperatura interna de seus troncos.
Como é uma área de poucas chuvas naturalmente, as plantas desenvolveram adaptações para poder sobreviver neste ambiente inóspito, sendo uma delas, a perda das folhas. Com isso a planta diminui sua taxa de transpiração, reduzindo assim, a perda de água.
Agora falando em hidrografia, muitos dos cursos d'água ali presentes também são distintos do resto do país. É muito comum existirem rios intermitentes, ou seja, eles escoam as águas somente no período de chuvas, secando totalmente na época da seca.
Ao contrário do que muitos pensam, o bioma é extremamente rico em biodiversidade, e possui cerca de 370 espécies de peixes! Dentre elas, podemos destacar a Aspidoras spilotus, que ocorre na bacia do rio Acaraú, estado do Ceará.

Foto de Telton Ramos: Aspidoras spilotus

Fonte: ICMBio e EMBRAPA

 

14/01/21

Após 10 anos sem registro, espécie de Rivulídeo, ameaçada de extinção, é encontrada!

Campellolebias dorsimaculatus Wilson J.E.M. Costa 2

 

Foto Wilson J.E.M. Costa


No final de dezembro passado, surgiu uma ótima notícia no campo da Conservação do Meio Ambiente.
O Prof Dr. Domingos Garrone e sua equipe da UNESP Campus de Registro-SP, localizaram a espécie Campellolebias dorsimaculatus, um peixe anual criticamente em perigo de extinção, em uma nova localidade da região, onde não constava registro da espécie há cerca de 10 anos.A espécie é endêmica do Bioma Mata Atlântica e só ocorre no litoral sul de SP. Habita brejos temporários na borda da floresta. Atinge 2,8 cm de comprimento padrão, os machos possuem coloração mais intensa e com as nadadeiras mais pronunciadas do que a das fêmeas.

A principal ameaça a C. dorsimaculatus é a destruição dos ambientes alagáveis ocupados pela espécie, em virtude principalmente da atividade agrícola e loteamentos urbanos.
O Projeto é financiado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, com o apoio do Mater Natura. Os membros do projeto colaboram com dois Planos de Ação do ICMBio/CEPTA que têm relação com a descoberta: PAN Rivulídeos e PAN Peixes e Eglas da Mata Atlântica. Saiba mais em: http://www.maternatura.org.br/.../equipe-de-projeto.../